Macau e Camboja assinam memorando de cooperação e intercâmbio

O Chefe do Executivo de Macau assinou, na capital do Camboja, um memorando de entendimento com o ministro dos Negócios Estrangeiros do país, com o objectivo de reforçar a cooperação e o intercâmbio bilateral.

De acordo com o memorando agora assinado, as duas partes vão reforçar o intercâmbio no sector do turismo, nomeadamente na protecção do património cultural e na criação de um Centro Mundial de Turismo e Lazer.

O documento também inclui planos relacionados com o papel de Macau enquanto plataforma para a cooperação comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, tais como a promoção de produtos agrícolas cambojanos junto dos mercados dos países lusófonos.

O memorando prevê ainda um programa de intercâmbio juvenil, direccionado tanto para jovens empresários como para estudantes, que visa disponibilizar oportunidades de aprendizagem e inclui a criação de uma bolsa de estudo.

“Os dois territórios podem complementar-se nas suas vantagens, na facilitação da fluidez das trocas comerciais, nos serviços de intermediação financeira e na colaboração activa enquanto regiões abrangidas pela iniciativa da China ‘Uma Faixa, Uma Rota'”, afirmou o Chefe do Executivo, Chui Sai On.

Anunciada pelo Presidente chinês, Xi Jinping, a iniciativa “uma Faixa, uma Rota”, está avaliada em 900 mil milhões de dólares, e visa reactivar as antigas vias comerciais entre a China e a Europa através da Ásia Central, África e Sudeste Asiático.

O Chefe do Executivo lembrou o 60.º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a China e o Camboja, data em que a relações entre os dois países se encontra “na sua melhor fase”, com o Camboja a mostrar-se “muito receptivo face à iniciativa lançada por Xi Jinping.

O Governo de Macau já havia assinado, em Março, um memorando de entendimento com a província de Siem Reap, no Camboja, para reforçar a cooperação no turismo, cultura e comércio.

Os dois documentos vão agora “contribuir para uma cooperação e intercâmbio entre os dois territórios nos diferentes sectores sócio-económicos”.

Neste sentido, Chui Sai On espera que Macau e o Camboja possam dar mais um passo em “negociar, construir e usufruir de negócios em conjunto, reforçando-se a comunicação, compreensão, cooperação e benefícios mútuos”, concluiu.