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Espectáculos, Exposições, Discos, Livros, Memórias

Espectáculos, Exposições, Discos, Livros, Memórias

ESPECTÁCULOS 

Festival de Teatro Chinês

Pela segunda vez em mais de uma década, Macau acolhe o Festival de Teatro Chinês, que conta com a participação de nove companhias, sendo cinco delas de Macau, duas do Interior do País, uma de Taiwan e outra de Hong Kong. Os Tainaner Ensemble de Taiwan abrem o certame, a 14 de Dezembro, com K24, uma comédia inspirada em “Romeu e Julieta” de William Shakespeare.  Os palcos abrem-se depois aos grupos locais. No dia 15 de Dezembro, a Companhia de Teatro Hiu Kok apresenta  A Strange New Neighbour; no dia 16 a Comuna de Pedra leva ao palco Beyond the Misty Air, e a Cooperativa Zero Distance estreia a peça Ten Years. De Hong Kong chega a companhia Alice Theatre Laboratory para apresentar Seven Boxes Possessed of Kafka. A peça estreou em 2008 e desde então já recebeu nove prémios. A história centra-se na luta de Max Brod a quem Kafka, antes de morrer, pediu para destruir sete caixas com trabalhos seus. A Escola de Artes Performativas da Universidade Normal de Shenyang apresenta Cao Yu’s Last Soliloquy, enquanto o grupo dramático do Exército de Libertação Popular vai dar vida à peça The Wilderness. As companhias locais encerram o festival, com o Teatro de Repertório da Juventude de Macau a encenar A Lenda da Constelação de Lira (19 de Dezembro) e o Teatro Horizonte a finalizar com a peça Taboo Games for Youth (20 de Dezembro). O Festival de Teatro Chinês nasceu de um programa de intercâmbio em Pequim, em 1996, onde participaram mais de 200 companhias e grupos de teatro de várias cidades, nomeadamente do Interior da China, de Hong Kong, Taiwan, Macau. O sucesso alcançado levou à repetição do festival, com os organizadores a decidirem por uma edição bienal rotativa pelas várias regiões.

Programa

K24

Tainaner Ensemble

14 de Dezembro, Grande Auditório, Centro Cultural de Macau

Strange New Neighbour

Companhia de Teatro Hui Koc

15 de Dezembro, Pequeno Auditório, Centro Cultural de Macau

Beyond the misty air

Comuna de Pedra

16 de Dezembro, Teatro Hui Koc Black Box

Ten years

Cooperativa Distância Zero

16 de Dezembro, Teatro Lavradores

Seven Boxes Possessed of Kafka

Alice Theatre Laboratory

17 de Dezembro, Grande Auditório, Centro Cultural de Macau

Cao Yu’s Last Soliloquy

Teatro de Repertório de Hong Kong

18 de Dezembro, Teatro Clementina Ho Brito

A Lenda da Constelação de Lira

Teatro de Repertório da Juventude de Macau

19 de Dezembro, Pequeno Auditório, Centro Cultural de Macau

Taboo Games of Youth

Teatro Horizonte

20 de Dezembro, Teatro D. Pedro V

The Wilderness

Grupo Dramático do Exército de Libertação Popular

20 de Dezembro, Grande Auditório, Centro Cultural de Macau

The Hong Kong Ballet

O grupo de Ballet de Hong Kong apresenta um bailado inspirado no clássico Quebra-nozes de Tchaikovsky. O tema da coreografia criada por Yuri Ng é o Ano Novo Lunar e as tradições da cultura chinesa, como os laissi, a dança do leão, os jogos de mah-jong e os panchões. No primeiro acto, a véspera de Natal na peça original dá lugar a uma reunião de Ano Novo. A história roda à volta do tio Tak, um velho fabricante de adereços para filmes e também antigo gerente de um estúdio de cinema. Quando recebe uma visita da família, começa o desfile de recordações dos seus dias de actividade. Ao longo do segundo acto, a peça invoca a era de ouro do cinema dos anos 60.

20 e 21 de Janeiro, Pequeno Auditório, Centro Cultural de Macau

Almas Gémeas

Chet e Eman Lam

Há cerca de uma década que os irmãos Chet e Eman Lam actuam juntos. Neste duplo concerto em Macau, vão apresentar alguns dos temas de maior sucesso ao longo dos últimos anos de carreira. A música dos irmãos Lam junta vários estilos desde o pop às sonoridades populares. Naturais de Hong Kong, os irmãos começaram cedo a dar os primeiros passos na música. Eman Lam lançou-se com os “at 17”, banda vencedora dos primeiros Prémios da Juventude de Hong Kong. Já Chet Lam estava na universidade quando despertou para a música. Mais tarde tornou-se um ícone da música popular chinesa.

29 e 30 de Dezembro, Grande Auditório, Centro Cultural de Macau

Piratas do Barroco

Padre Vermelho 

Os Padre Vermelho – Red Priest – chegam do Reino Unido para interpretar música barroca. Um estilo que procuram, à sua maneira, inovar. A começar pela forma como geralmente se apresentam em palco: calças de couro e badanas na cabeça como verdadeiros piratas. Para este espectáculo, o grupo vai interpretar, entre outros, arranjos de originais de J.S. Bach, Vivaldi e Corelli. A formação nasceu em 1997 pelas mãos de Piers Adams, que se inspirou no padre Antonio Vivaldi, compositor e músico italiano do estilo barroco, também conhecido com o padre vermelho pelo seu cabelo ruivo para baptizar o grupo.

7 de Janeiro, Pequeno Auditório, Centro Cultural de Macau

 

EXPOSIÇÕES

 

Pelo Povo – Sun Yat-sen e Macau

Macau surge como a segunda casa de Sun Yat-sen. Foi de Macau que partiu para o Ocidente e para onde regressa para exercer a medicina ocidental. Foi também no território que terá começado a desenvolver as suas ideias revolucionárias que culminaram com a Revolução de Xinhai e, consequentemente, a criação da primeira República. É a relação com Macau que esta mostra retrata em mais de centena e meia de objectos. Além de clássicas fotografias de Sun Yat-sen, sozinho, com amigos ou com a família, há outros objectos curiosos. Exemplo é o recibo do empréstimo que o hospital lhe fez para poder abrir a farmácia ou o livro Kidnapped in London, que conta entre outros episódios o rapto em Londres. Os objectos que estão patentes pertencem a organizações culturais e a coleccionadores privados de Macau, Shenzhen, Cantão, Taipé e Hong Kong.

Até 11 de Dezembro, Museu de Macau

 Cronologia da vida de Zheng Guanying

A exposição apresenta de forma resumida através de imagens a vida do filósofo  Zheng Guanying e a sua obra Advertências em Tempos de Prosperidade, cujo final passa-se na Casa do Mandarim, onde Zheng passou grande parte da sua vida. Há ainda para ver um documentário sobre o filósofo e registos históricos orais da Casa do Mandarim, que começou a ser construída por Zheng Wenrui, pai de Zheng Guanying, em 1869, o oitavo ano do exercício de Poder pelo Imperador Tongzhi. A Casa do Mandarim é um exemplo raro de uma arquitectura típica de Cantão, combinada com elementos de outras culturas, nomeadamente a ocidental.

Até 31 de Dezembro, Sala Wenchang, Casa do Mandarim

Nas Comissuras da Memória: Desenhos Contemporâneos de Macau

Esta exposição pretende explorar o conceito do desenho, tido como o protótipo da pintura, e que hoje em dia ganhou novos significados e aproximou-se das diferentes formas de arte. São 11 os artistas locais que exibem os seus desenhos, muitos deles à carvão, como Guilherme Ung Vai Meng, Konstantin Bessmertny, André Lui Chak Keong, Christopher (Kit) Kelen, Carlos Marreiros e  Luk Tai Tong. Os cerca de 50 esboços patentes apresentam conteúdos diversos desde figuras humanas, pequenos pormenores de Macau ou criações com maior carácter espiritual. A mostra reflecte também a diversidade do ambiente cultural de Macau.

Até 12 de Fevereiro, Museu de Arte de Macau

 

Um Século do Palácio e Jardim Imperiais: Fotografias de Hou Yuanchao

A Cidade Proibida em Pequim foi durante séculos o símbolo do esplendor da China. Em 1911, com o fim da dinastia Qing, o Palácio deixou de ser a residência de imperadores mas a mística do local permaneceu. Foi na Cidade Proibida e na sua magia que se centrou Hou YuanChao durante cerca de dois anos – entre 2004 e 2006 –, num projecto que foi comissariado pela Forbidden City Press e outras entidades.

Em Macau estão exibidas 70 fotografias do artista em provas de platina. As imagens surgem a preto e branco a evidenciar a grandiosidade do Palácio e dos jardins, bem como a retratar pormenores do espaço. Hou YuanChao nasceu em 1966 em Tianjin, cidade onde, em 1991, se viria a formar na Academia de Belas Artes. Só cinco anos mais tarde é que Yuanchao começou a dedicar ao estudo da fotografia.

Até 11 de Março, Museu de Arte de Macau

 Beleza e Inteireza: Cerâmicas da Dinastia Song

Recuamos no tempo até à Dinastia Song e arte da cerâmica, naquele que é considerado o seu período mais brilhante. As 187 peças patentes no Museu de Arte de Macau pertencem à colecção do Museu do Palácio. Numa primeira parte da mostra, pode observar-se peças que eram produzidas para os palácios imperiais Song pelos Cinco Famosos Fornos - Ru, Guan, Ge, Jun, e Ding. Uma escolha que permite reflectir sobre as tendências coleccionistas da época e o estilo de vida nos palácios imperiais. A segunda secção apresenta peças de vários fornos privados, que ilustram a cultura do vinho e do chá, o estilo de vida dos literatos e os aspectos da vida quotidiana.

Até 11 de Março, Museu de Arte de Macau

Vídeo para todos - II Festival Internacional de Videoarte

Esta é já a segunda edição deste festival de videoarte que pretende mostrar não a arte do vídeo que se faz em Macau, mas também por esse mundo fora. Os filmes não têm mais do que 15 minutos e foram todos produzidos depois de 2009. A associação Art for All recebeu mais de 160 candidaturas de 99 artistas, provenientes de 38 países de todo o mundo. Apenas dez trabalhos vão ser exibidos.

Até 30 de Dezembro, Casa Garden

 

DISCOS

Mútuo Consentimento

Sérgio Godinho

Sérgio Godinho assinala 40 anos de carreira, que são, diz, quatro décadas “a olhar à volta e ver o que se passa”. O disco abre com o tema Mão na Música em que durante mais de seis minutos Godinho faz "uma declaração poética em relação à música". A terminar, recupera o tema Faz Parte do espectáculo "Os Três Cantos", com José Mário Branco e Fausto Bordalo Dias. Por serem 40 anos de música partilhada com todos, Sérgio Godinho fez questão de não se apresentar sozinho neste disco, tendo convidado Bernardo Sassetti, Helder Gonçalves, David Santos, os Roda de Choro de Lisboa e também Francisca Cortesão. O cantor tem 66 anos, nasceu no Porto e lançou o primeiro disco, Os Sobreviventes, corria o ano de 1971.

Universal, 2011

Chico

Chico Buarque

Simplesmente Chico. É assim que o brasileiro se apresenta neste álbum que marca o regresso à música após um interregno de cinco anos em que se dedicou apenas à escrita. O disco Chico apresenta dez canções onde apenas duas não são inéditas. Sou eu é um samba em parceria com Ivan Lins que Chico Buarque regrava agora com Wilson das Neves. O tema Se eu soubesse, escrito para Thaís Gulin, surge numa nova versão que o músico considera ser “um choro-canção”. A destacar ainda o tema Nina, uma valsa russa com alguns trechos ao violão que descreve o amor platónico por uma jovem moscovita. O álbum, uma homenagem aos blues e à bossa nova, tem como temática central o amor e cada música surge como a narrativa de uma pequena histórica romanceada.

Biscoito Fino, 2011

Ária ao vivo

Djavan

O Palácio das Artes, em Belo Horizonte, foi o local escolhido por Djavan para gravar ao vivo este disco, que assinala também 35 anos de carreira. Djavan chega a palco a recordar Seduzir, para depois, com uma guitarra vermelha e branca recuar até um dos êxitos de 1988 Eu te devoro. Ainda antes de interpretar a primeira faixa do último trabalho – Sabes Mentir – Djavan evoca a parceria com Cacaso em 1980, no tema Lambada de serpente. É com o tema Lilás que Djavan encerra o álbum de 16 canções.

Luanda Records/Biscoito Fino, 2011

Dor de Mar

Tcheka

Dor de mar fala das agressões à natureza, em particular a apanha da areia, problema ambiental sério em Cabo Verde, terra que viu nascer Tcheka. Preocupações que também ficam retratadas no Pexera Porto, inspirado na dura realidade social dos pescadores cabo-verdianos. O disco traz 12 temas, todos da autoria de Tcheka com excepção de um, que é assinado por Norberto Tavares  - Forti bu dan cu stango! e que o cabo-verdiano reinventa numa interpretação muito pessoal.

Lusafrica, 2011 

Procura-se

Susana Félix

Susana Félix apresenta-se neste álbum bem mais electrónica e mais pop do que antes. Em Procura-se fica visível o afastamento a sonoridades mais acústicas de outrora. O disco apresenta dez temas quase todos inéditos, com excepção para as versões de Mundo ao Contrário dos Xutos e Pontapés e Los Hermanos de Marcelo Camelo. Susana Félix convidou ainda para participar neste trabalho Steve Jansen (ex-Japan), João Cabrita e Jorge Drexler, que faz um dueto em A Idade do Céu. Carlos Tê assina a letra de Meia Palavra

Farol, 2011 

 

Kreol

Mário Lúcio

Kreol é apresentado como um álbum dedicado ao Oceano Atlântico, a “herança da humanidade” e o valor da sua própria identidade crioula. Este é um trabalho acústico e melódico, com evidências do jazz mas também da música africana. Aqui a morna ganha um maior significado nos temas Tabankabé e Mar Azul, interpretado com Cesária Évora. Mário Lúcio nasceu em 1964 no Tarrafal, em Cabo Verde. Além de cantor e compositor, é também advogado e deputado.

Harmonia, 2010

Elo

Maria Rita

Naquele que é o quarto disco da sua carreira, Maria Rita quase não inventa. A brasileira canta sobretudo temas de outros músicos desde Caetano Veloso – Menino do Rio –, a Rita Lee – Só de você – ou mesmo Djavan – Nem um dia. Nos inéditos, destaque para o tema Pra matar meu coração, composto por Pedro Baby e Daniel Jobim, e que apresenta influências do jazz. O samba alegre e jovial, que marcou tanto os outros trabalhos de Maria Rita, deu lugar a interpretações mais densas e intimistas. Maria Rita escreveu um pequeno texto de apresentação de cada um das músicas escolhidas e que têm vindo a fazer parte do reportório dos seus concertos há mais de um ano. 

Warner Music, 2011

 

LIVROS

Chronology of Portuguese Literature: 1128 - 2000

Rogério Puga

A hagiografia Vita Sancti Geraldi, atribuída a D. Bernardo, é a primeira obra mencionada nesta viagem por mais de 800 anos de produção literária. Esta cronologia inclui também obras sobre Macau e China ao longos dos vários séculos, inclusive Camilo Pessanha ou João Aguiar. De fora desta cronologia, com 239 páginas, a maioria dedicada a século XX, ficaram para já os autores brasileiros e dos países africanos de língua portuguesa, mas, como diz Rogério Puga, “este livro, tal como a literatura portuguesa, é um trabalho em construção”. Rogério Puga resolveu abraçar este projecto depois dos seus alunos de História, Literatura e Cultura Portuguesa na Universidade de Macau terem-lhe pedido frequentemente o que não existia: uma sistematização dos principais títulos literários portugueses.

Reino Unido, Cambridge Scholars Publishing, 2011

Sofá das Ilusões

Gonçalo Lobo Pinheiro

Foi num sofá, às vezes laranja, outras vezes preto, entre Portugal e Macau, que nasceram os cerca de 40 poemas de Gonçalo Lobo Pinheiro. Independentemente da cor com que se escrevem os poemas é de amor e de sentimentos que se fala neste que é o terceiro livro do fotojornalista português. Os textos, segundo Gonçalo Lobo Pinheiro, reflectem também as suas vivências e experiências, algumas delas tão simples e rotineiras. “Olhei o espelho/ Nenhuma admiração, estou velho/ Reparei nos cabelos brancos ou nos outros que caem, por entre os dedos, enquanto me lamento /Ainda ontem tinha menos um dia/ Hoje sinto-me acabado, gasto e preso/ Numa corrente de equívocos que não sei decifrar.” Gonçalo Lobo Pinheiro vive em Macau desde 2010 e é jornalista e fotojornalista no jornal Hoje Macau.

Coimbra, Temas Originais, 2011

History Without Borders – The making of an asian world region, 1000-1800

Geoffrey C. Gunn

Esta obra surge dividida em oito capítulos em que o Geoffrey C. Gunn tenta escrever a história regional da Ásia partindo de uma perspectiva mundial da história. O professor de Relações Internacionais na Faculdade de Economia da Universidade de Nagasaki, questionando sobre o desenvolvimento desigual ou mesmo as origens da globalização, analisa também os desenvolvimentos das civilizações os quais não se podem dissociar do crescimento do comércio mundial. Gunn dedica uma parte da obra à China e aos chineses na diáspora, e outra à rede ibérica marítima, neste caso com destaque para o papel dos portugueses e as suas capacidades para estabelecerem acordos comerciais. Neste capítulo Geoffrey C. Gunn analisa o percurso dos marinheiros portugueses por Goa, Malaca, Macau, Timor-Leste e mesmo pela Baía de Bengala, em situações sempre tão diferentes.

Hong Kong, University of Hong Kong Press, 2011

Jogos, Brinquedos e Outras Diversões de Macau – 2.ª parte, I Volume

Ana Maria Amaro

O tema já não é novo. Em 1976, Ana Maria Amaro publicou a primeira obra sobre jogos e brinquedos de Macau, dedicada sobretudo a jogos populares entre as crianças. Mais de 30 anos depois, e numa segunda parte do livro, a professora catedrática dedica-se aos jogos dos adultos, muitos deles que já caíram em desuso com o tempo. Ana Maria Amaro descreve ao pormenor mais de 40 jogos de tabuleiro, como o fan tan, mas também outras diversões como os puzzles e jogos relacionados com práticas divinatórias. Este volume tem cerca de 700 páginas onde constam fotografias e ilustrações de época. Ana Maria Amaro é actualmente presidente do Instituto Português de Sinologia. Viveu em Macau entre os anos de 1957 e 1973, altura em que começou a estudar sobre a China e a história de Macau.

Lisboa, Edição de autor, 2011

50 Anos de Viagens

Vasco Callixto

Em 50 anos Vasco Callixto percorreu os cinco continentes e por onde passou procurou marcas de Portugal e dos portugueses. O automóvel foi sempre o meio de transporte utilizado nestas viagens pelo mundo, que o tornaram no primeiro português a alcançar o Cabo Norte de carro. Macau fez parte dos seus itinerários. A primeira vez que esteve no território foi em 1977, uma experiência que, um ano depois, deu o mote para a obra Viagem a Macau. Em 1992 voltaria a estar no território a caminho da Austrália. Neste livro, o autor transformou 50 itinerários em artigos e juntou-lhe outros 3500 textos publicados na imprensa ao longo de meio século. Vasco Callixto nasceu a 12 de Janeiro de 1925 e estreou-se como jornalista na revista Turismo, em 1944, tendo também escrito para jornais como Diário de Notícias ou O Século.

Lisboa, Acalanto, 2011

 

 

MEMÓRIAS

 

A forma antiga de fazer penteados

Uma penteadeira numa das ruas marginais do Porto Interior atende uma cliente na década de 1960. Tal como as penteadeiras, também os barbeiros exerciam a sua profissão na rua um pouco por toda a cidade, com destaque para zonas como a Estrada do Arco, a Travessa das Galinholas, a Rua Cinco de Outubro ou o Pátio do Piloto.

 

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