A praça Nam Van, em frente à
Torre de Macau, desenhada por Manuel Vicente, Rui Leão e Carlota Bruni,
ganhou no ano passado o Prémio da Arcasia (Conselho Regional dos
Arquitectos da Ásia). O prémio, atribuído ex-aequo ao
monumento aos mortos da bomba atómica de Nagasaki, da autoria do
arquitecto Akiru Kuryu, é o resultado de um concurso aberto que se
dirigiu a projectos construídos há mais de dois anos na categoria
de edifícios públicos. Os premiados foram seleccionados a partir
de propostas apresentadas por arquitectos dos 19 países membros da
associação.
O Prémio da Arcasia é o
reconhecimento internacional por uma obra que pretende dar mais vida a uma zona
de grande expansão, junto à antiga Baía da Praia Grande,
hoje um dos novos ex-libris da Região Administrativa Especial de Macau.
“O projecto estabelece uma sequência
de relações entre o espaço urbano e a água. A
margem do lago é desenhada através de uma variedade de
tipologias-tipo: parque, passeio, cais, terraços”, escrevem os autores na
memória descritiva do projecto. A calçada à portuguesa, que se estende pelo chão da
praça, “é um entrelaçado visual que se altera
constantemente com o movimento do corpo. A sobreposição destas
intenções cria uma relação simbiótica entre
o desenho escultural das peças e os utilizadores”.
Os visitantes e turistas podem passar da
praça para a margem do lago, através de dois viadutos
rodoviários, desfruntando depois da aproximação ao rio. A
ampla praça está preparada para receber concertos e acolher
eventos de grande dimensão, como os espectáculos de fim-de-ano e
os festivais de gastronomia, já tradicionais no calendário
lúdico da cidade.