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2008 Torres olímpicas

2008 Torres olímpicas

Falta um ano para que os olhos do mundo se voltem para a China, durante os Jogos Olímpicos de Pequim 2008. Através da nova arquitectura, o País prepara-se para evidenciar o seu valor

Rui Boavida*

Viver em Pequim é como criar um ouriço adolescente. Uma pessoa sai por uma semana e, ao regressar, olha para o horizonte e vê que nasceram novos picos na paisagem.  Enquanto isso, os edifícios que já tinham nascido estão duas vezes maiores. E picos, ou arranha-céus, é o que não falta na capital chinesa, como um pouco por todo o país. 

A um ano do arranque dos Jogos Olímpicos, a 8 de Agosto, se a China tivesse de criar um novo símbolo para os estádios, como seria? A pergunta era um dos passatempos num recente churrasco na capital chinesa.

Entre diplomatas estrangeiros, professores, banqueiros, jornalistas e consultores, chineses e de fora do país, a resposta de uma arquitecta italiana foi a única com que todos concordaram. Dizia ela que pouca seria a surpresa se na opção escolhida figurassem o martelo e a grua, a escavadora, a betoneira e o capacete. 

As cidades chinesas são um estaleiro permanente, num esforço de construção que parece seguir o lema olímpico de “Mais longe, mais alto, mais forte”. No país de maior crescimento económico do mundo a nova arquitectura chinesa alista materiais inovadores, desenhos arrojados e arquitectos estrangeiros no esforço de provar ao mundo, e a si própria, o poder de uma superpotência em ascensão, cujo melhor símbolo é a Torre CCTV. Gigantesca, tal como tudo na China. 

Prédios, poder e prestígio

Da Cidade Proibida à Grande Muralha, dos guerreiros de terracota de Xian ao Palácio de Verão, a China não precisa de lições sobre como projectar e demonstrar poder através da construção e das obras públicas. 

A novidade é que a nova arquitectura e as novas construções exercem e demonstram o poder de forma cada vez mais discreta. Antes eram os Guerreiros de Terracota, o mausoléu imperial, a Cidade Proibida, a residência do imperador, a Praça de Tiananmen, a sede do Governo, o Grande Palácio do Povo, a sede da Assembleia Popular.

Os novos grandes edifícios de hoje em dia não pertencem exactamente ao Governo Central, mas sim às empresas que dependem directamente do Estado, do Governo e do Partido. 

As construções olímpicas dependem directamente do Governo Central, que as financia, mas a utilização desportiva retira-lhes o conteúdo abertamente político. O mesmo sucede com o edifício da CCTV, a televisão pública central chinesa. Vai albergar uma televisão – paga com fundos públicos, é certo - não um órgão de poder político. Em Cantão, a Torre do Rio das Pérolas será a sede da empresa estatal Guangdong Tobacco. O teatro de Pequim e a Ópera de Cantão são hinos às artes, não ao poder político que os financia.

Gerard Sabatier, professor de história na universidade francesa de Grenoble, definiu o processo como algo que acontece nas sociedade economicamente mais avançadas, uma “ideologia funcionalista, na qual o poder político tenta não parecer poder mas um autoridade que funciona ao lado de outras – a administração pública, as instituições económicas e culturais”. 

As novas construções da China têm também uma função clara. Legitimar o processo de desenvolvimento utilizando a linguagem arquitectónica dos grandes centros económicos e financeiros do mundo capitalista e, até certo ponto, ocidental. 

A mimetização é óbvia no World Financial Centre de Xangai, na Ópera de Cantão (preparada para receber óperas ocidentais, não ópera cantonense), ou nas “Torres Gémeas” já construídas em Pequim, para além dos milhares de condomínios um pouco por todo o país, como nomes como Domaine du Rich (Xangai), ou Chateau Edimburgh e Beijing Chateau (Pequim). 

A construção de projectos arquitectónicos cada vez mais altos e complexos não é única na China. Sobretudo as economias asiáticas da Ásia e do Golfo Pérsico esforçam-se mais para construir em altura. Na actualidade, em todo o mundo estão em construção 42 torres super-altas (acima dos 305 metros de altura), a maioria no Médio Oriente e na Ásia.

Das torres já construídas, Taiwan tem a mais alta do mundo, a Taipe 101, com 509 metros de altura. A segunda maior do mundo é a torre da petrolífera estatal Petronas, na Malásia, subindo 452 metros nos céus da capital Kuala Lumpur. 

“Os países em vias de desenvolvimento querem o edifício mais alto do mundo para se colocarem no mapa”, considera Antony Wood, do Conselho de Edifícios Altos e de Habitat Urbano. “Querem dizer ao mundo desenvolvido que chegaram, que têm a capacidade financeira e tecnológica para fazer estes projectos”. 

A diferença entre a China e o resto da Ásia é que maioria dos países ficaria contente em fazer uma ou outra obra de poder e prestígio. A China faz oito. É difícil dizer “cheguei” com menos barulho.

Lugares de poder, poder dos lugares

O historiador italiano Giulio Carlo Argan dizia que a chegada das grandes cidades acompanha a chegada dos tempos modernos. “A grande criação política do século XVII foi o estado-nação, tipicamente na forma da monarquia absoluta. A concentração de poder levou à preeminência das cidades, que se tornaram centros de autoridade e sede dos órgãos do poder e da administração pública”. Argan, aliás, sabia do que falava, tendo sido presidente da câmara de Roma, cidade ex-capital do Império. 

Nesta lógica entre arquitectura e poder, é natural que os edifícios mais modernos cresçam nas maiores, nas mais ricas e nas mais poderosas cidades chinesas, como Pequim, Xangai e Cantão.

O poder do lugar é sobretudo importante no local onde os olhos do mundo se vão concentrar entre 8 a 24 de Agosto de 2008 – o Parque Olímpico chinês, sem dúvida o maior estaleiro de edifícios ultramodernos no mundo, para receber as provas das Olimpíadas. 

O Ninho de Andorinha

A estrutura entrançada de aço que serve de símbolo aos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 esteve quase para não ser construída. A culpa era do montante que os arquitectos suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron apresentaram. Um total de 3,8 mil milhões de renminbis. 

Os poderes públicos sempre quiseram um desenho inovador para o estádio onde o presidente Hu Jintao vai dar como abertos os Jogos Olímpicos de Pequim 2008, cerimónia transmitida em directo nas televisões de todo o mundo, mas o orçamento não agradou.

As 42 mil toneladas de tubos de aço que tentam recriar os galhos de um ninho de pássaro dobram-se e suportam o Estádio Nacional, o nome oficial do edifício. Para além do preço, a concepção levantou também dúvidas quanto à segurança do edifício. Mas com o tempo a passar e a data das Olimpíadas a aproximar-se, o Governo deu luz verde à construção, desde que saísse do projecto a cobertura retráctil, que representou uma poupança de seis milhões de renminbis.

As aberturas na estrutura do edifício favorecem a circulação natural do ar, com os espaços abertos a cobertos com a mesma membrana translúcida que será usada no Centro Aquático Nacional. Mesmo em caso de chuva, a membrana protegerá os 91 mil espectadores. 

A construção do Estádio Nacional deverá terminar no final de 2007. O que vai acontecer à estrutura quando os Jogos abandonarem o Ninho, é algo ainda por decidir pelo Governo chinês. 

O Cubo Aquático

É o mais ecológico e o mais popular de todos os edifícios olímpicos. Numa recente sondagem, o público chinês considerou o Cubo Aquático o projecto mais popular do país.  

Tal como o Ninho de Andorinha, foi a natureza que inspirou o Cubo Aquático. Mas se o Estádio Nacional tem como objectivo recriar uma estrutura natural inteira, o Centro Aquático Nacional evoca uma estrutura microscópica. 

As três mil bolsas de ar feitas de plástico reciclado que envolvem a estrutura tentam recriar a forma mais comum na natureza – organização das células orgânicas. O projecto consegue assim copiar a forma mais eficiente na natureza de ocupar os espaços vazios tridimensionais, para além de reduzir o preço e tornar a construção mais eficiente.

“Percebemos desde o início que uma estrutura baseada nesta geometria única seria altamente repetitiva e fácil de construir tendo, ao mesmo tempo, uma aparência orgânica e aleatória”, disse Tristram Carfrae, da empresa que forneceu os serviços de engenharia aos autores do projecto, a firma de arquitectura australiana PTW e à empresa estatal chinesa China State  Construction Engineering Corporation

A rede de finos tubos de aço que passam por entre as bolhas (as bolsas de ar) dão consistência à construção, permitindo ao Cubo de Água manter-se de pé durante tremores de terra, sem recorrer ao betão ou a vigas estruturais.

A membrana translúcida que o plástico cria permite também a entrada de muito mais luz e calor que o vidro, ajudando a aquecer a água das cinco piscinas e a reduzir em 30 por cento a factura energética.

O preço do Centro Aquático Nacional é desconhecido, e a obra deverá terminar no final de 2007. 

O Computador

O Centro de Comunicações dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 inspira-se no circuito integrado de um computador mas, apesar disso, a sua elegância surpreende. Uma série de fios de água corre numa série irregular de painéis de LED (Diodo Emissor de Luz ), entalhados num dos alçados do edifício. 

Com a forma de uma caixa e revestimento em betão, alumínio e vidro, o Digital Beijing, como lhe chamaram o arquitecto Zhu Pei e o atelier Urbanos, que conceberam a obra, quer também evocar um código de barras, reflectido na superfície aquática que rodeia o edifício.  

O chão do primeiro andar do Digital Beijing é feito à base de plexiglas, na construção de um tapete digital translúcido onde poderão ser vistas diversas projecções de imagens. 

Na fachada do edifício que, repetindo as áreas sólidas e as áreas vazias, simboliza a repetição digital do um e do zero, os arquitectos optaram pela utilização de novos materiais, mais baratos. Em vez de pedra, tal como estava previsto no projecto original, o edifício terá uma fachada de alumínio leve, semelhante à pedra mas a uma fracção do preço. 

O preço total do Digital Beijing nunca foi anunciado, mas sabe-se que a construção terá de terminar no final de 2007, tal como os outros edifícios olímpicos, concebidos para causar impacto. 

Depois dos Jogos, o edifício servirá de local de exibição para a indústria digital e, esperam os arquitectos, deverá estar em constante remodelação, tal como o próprio sector das tecnologias da informação. A factura da manutenção do Digital Beijing poderá assim vir a ser muito maior que a da construção. 

O Ovo, Pequim 

O que meio ovo pode fazer. O Grande Teatro Nacional de Pequim, do arquitecto francês Paul Andreu, chamou mais a atenção pela controvérsia que causou do que pelo projecto em si. 

Os críticos afirmam que o edifício, com a forma de uma nave espacial extraterrestre, pertence mais ao cenário de um filme de ficção científica do que à Praça de Tiananmen, o centro simbólico e político da China, onde está implantado. 

O Governo chinês espera que a cobertura oval parcialmente revestida por placas de titânio ajude o Grande Teatro Nacional a tornar-se no novo símbolo da capital do país.

O teatro estará pronto em Setembro de 2007 e terá a inauguração oficial a 1 de Outubro, Dia Nacional da China, reforçando a ideia de que a liderança do país quer que o teatro mostre a nova identidade chinesa. 

O projecto do teatro, aprovado pouco depois de Pequim ter ganho a candidatura para receber os Jogos Olímpicos, é um afastamento radical da arquitectura utilitarista e neoclássica do vizinho do lado, o Grande Palácio do Povo.  

Com capacidade para seis mil pessoas e um custo anunciado de 3,8 mil milhões de renminbis, o edifício tem na realidade a forma de um meio ovo, que se completa através do reflexo no lago dos jardins circundantes.

As primeiras críticas são sobre a forma como a cúpula em vidro e a água do fosso circundante se vão portar de encontro às condições ambientais de Pequim, uma das mais poluídas cidades do mundo, que sofre de constante poluição atmosférica, emissões de partículas, tempestades de areia, fumos causados pela combustão do carvão que assegura a maioria do consumo energético e de calor da capital chinesa. 

Para além da componente ambiental, as más-línguas põem também em causa o feng shui do projecto. O teatro tem uma área de 150 mil metros quadrados, com a entrada através de um túnel de vidro sob a água dos lagos. Tudo demasiado parecido com um mausoléu tradicional chinês, mais do que com uma ópera. 

A polémica aumentou de tom com a derrocada, em 2004, da extensão do terminal do aeroporto Charles de Gaulle em Paris, também um projecto de Paul Andreu. 

À noite, através da cúpula de vidro transparente, o Grande Teatro Nacional será visível por quem quer que passe na rua, podendo até assistir de fora a parte das récitas. Uma transparência que é pouco habitual na China, embora a ideologia da alta cultura para as massas seja parte integrante da tradição comunista. 

O Saca-Rolhas, Xangai

A torre World Financial Center de Xangai, o centro económico e financeiro da China, terá 101 andares quando estiver concluído no início de 2008. 

A frente do edifício do arquitecto Bill Pendersen, da firma de arquitectura Kohn Pedersen Fox, é atravessada a toda a altura por dois arcos, acentuando os 492 metros de altura, o máximo que permite a legislação para Lujiazui, a zona de Xangai onde a torre se situa. 

No topo do World Financial Center abre-se uma “porta celeste” quadrada de seis andares, uma abertura que no início do projecto era para ser redonda, num piscar de olhos ao feng shui das portas lunares dos jardins chineses, mas o presidente da câmara de Xangai exigiu a mudança, por considerar que a forma redonda era demasiado parecida com o símbolo do sol nascente das forças japonesas que invadiram a China durante a Guerra do Pacífico. 

Com a abertura quadrada veio a alcunha que os habitantes de Xangai deram à torre - o “saca-rolhas gigante”, mas a porta celeste é também uma solução prática para aliviar a pressão dos ventos sobre o edifício. 

Com um preço de 850 milhões de renminbis, o World Financial Center terá também um hotel de seis estrelas, o Park Hyatt, que será o mais alto hotel de luxo do mundo. 

Torre do Rio das Pérolas, Cantão 

A nova sede da Guangdong Tobacco Company, um dos maiores fabricantes de cigarros da China, quase que dá ao fumo um bom nome. O projecto da Skidmore, Owings and Merril, de Nova Iorque, visa levar a construção sustentável a novas altura, pelo menos à altura dos 71 andares do edifício. 

Os arquitectos prometem que este será o primeiro arranha céus com um consumo zero de energia, o que significa que a torre vai gerar tanta energia quanto a que consome. 

A meta é ambiciosa e para a cumprir não chega instalar acessórios ecológicos, tais como painéis solares. Toda a concepção de raiz do edifício foi feita para atingir a meta de consumo zero. 

A localização na margem do Rio das Pérolas em Cantão, capital da província de Guangdong, permite reunir três fontes renováveis de energia –a água, o vento e o sol. 

A fachada de paredes duplas é constituída por células fotovoltaicas que absorvem energia solar e é revestida a vidro anti-reflexo que isolam o interior dos reflexos e do calor que faz aumentar o consumo de ar condicionado. 

As paredes do edifício causam também a condensação da água na atmosfera, que o edifício depois recolhe e que, em conjunto com o ar, alimenta um sofisticado sistema de aquecimento e arrefecimento do interior com um consumo energético 60 por cento inferior aos sistemas comuns. 

As três curvas em que a torre se divide conduzem o vento para as aberturas nos andares, onde se situam os sistemas mecânicos do edifício. As aberturas permitem atenuar a pressão do vento e canalizar essa força para mover as turbinas eólicas que irão produzir muita da electricidade que a Torre do Rio das Pérolas vai consumir. 

Quando estiver terminado em 2009, esperam os arquitectos, a torre será um manual para a construção de edifícios energeticamente eficientes.  

A Ópera de Cantão 

Se a Ópera de Pequim de Paul Andreu foi acusada de ser um OVNI, a nova Ópera de Cantão da arquitecta Zaha Hadid é que parece vir de outro planeta. 

Só alguém com a fama de Zaha Hadidl, a primeira mulher a vencer o Pritzker, o equivalente na arquitectura a um prémio Nobel, poderia ter convencido o Governo da província de Guangdong, da qual Cantão é capital, com o projecto da ópera. 

Com uma área de 46 mil metros quadrados, capacidade para 1800 espectadores e uma sala multiusos com 2500 metros quadrados de área, o desenho da ópera evoca dois seixos lado a lado.

Segundo a memória descritiva do projecto, os dois seixos “estão em perfeita sintonia” com o local de construção, na margem do Rio das Pérolas, e “reflectem a viagem da cidade através da história”. 

A arquitectura insinuante do edifício remete também, diz a memória descritiva, para as notas altas e agudas da ópera cantonense. A ópera relaciona-se também de forma directa com quem passeia na rua. Graças ao acesso aberto à margem do rio e à zona de docas enquanto uma rua interna atravessa o edifício. A coberta de acesso à ópera, pelo lado do rio, será local de lazer para os visitantes, incluindo cafés, lojas e restaurantes. 

A Jóia da Coroa 

Um exército marcha no centro de Pequim. Em vez das braçadeiras vermelhas dos Guardas da Revolução, os novos soldados usam capacetes amarelos. Nada menos do que dez mil operários trabalham dia e noite para construir a torre CCTV, a resposta chinesa às pirâmides de Egipto. 

O estaleiro da obra é uma cidade em si mesmo, no centro de Pequim. E a Torre da CCTV, que vai mudar para sempre o céu da capital chinesa e mesmo, há quem diga, a arquitectura mundial, impõe respeito. Desde logo pelo tamanho, pela altura, pela escala. E depois, pela ambição. 

A torre cresce num lote de dez hectares em pleno centro financeiro e de negócios de Pequim. A forma básica é a de duas torres em forma de “L” unidas no topo através de uma ponte em arco.

A torre mais alta terá 230 metros de altura com uma superfície de solo de 405 metros. Os dois prédios em vez de paralelos, descaem na base num ângulo de 60 graus em relação ao solo. No topo, no entanto, para que se encontrem, desdobram-se num ângulo do 90 graus. 

Apesar dos jornalistas da CCTV já chamarem o projecto de “calças”, a sua construção é um acaso muito sério que desafia todos os códigos de construção e de engenharia conhecidos, só possível graças às novas técnicas de engenharia, obvias nos padrões da fachada. 

O padrão exterior do edifício adopta um esqueleto de rede de com tubos de aço que atravessam a fachada em vidro e dão apoio a toda a estrutura, inclusive em caso de tremor de terra. 

O próprio arco de 12 andares de ligação das duas torres terá de ser terminado precisamente ao início da manhã, antes do sol nascer, para concentrar a força do aço. 

A construção da Torre da CCTV, um projecto do Office of Metropolitan Architecture (OMA) do holandês Rem Koolhas, vai terminar em 2009 e custará 5,8 mil milhões de renminbis.  

Com 52 andares e 400 mil metros quadrados, só o Pentágono ultrapassa em termos de área a Torre da CCTV. Nada mau, para um par de calças. Ou para o símbolo da China do futuro. 

* Jornalista da Lusa, em Pequim

O contributo de Macau


  IV Série - N° 0
  



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