Existem mais de oito mil apelidos chineses, dos quais apenas 19 figuram entre
os mais usados. Eles escondem todo um universo de considerações
de carácter filosófico e social que vale a pena conhecer. O assunto
é de tal importância que um livro dedicado ao assunto, “Os
Cem Apelidos”, escrito no século X, era memorizado pelas crianças
chinesas para as suas récitas de estudantes
Jovens, uni-vos!
É a palavra de ordem do Encontro de Jovens das Comunidades Macaenses.
A velha guarda decidiu juntar pela primeira vez num evento próprio as
novas gerações e colocá-las em contacto directo. A festa
é garantida. O sucesso está nas mãos dos jovens “filhos
da terra”
Li Changsen:
Um dos primeiros falantes de português na China
Foi intérprete dos conselheiros que deram treino militar aos guerrilheiros
que lutaram contra as tropas lusas, esteve na Guiné-Bissau a fomentar
a educação patriótica, “ideal muito nobre”
de servir a sua China natal onde foi um dos primeiros a falar português.
Hoje considera Portugal a sua segunda pátria
Onda Lusófona
Pode ser influência do governo central, visto como uma espécie
de padroeiro das associações de matriz lusófona com a sua
política de impulsionar Macau como plataforma entre a China e os países
de língua portuguesa. Pode ser uma moda, um efeito
de contágio ou necessidade de preencher
vazios. Pode ser a soma de estes e
outros factores, ou, pura coincidência.
Mas, certo, certo, é que nunca,
como hoje, o associativismo
lusófono esteve tão movimentado
É raro o prédio de Macau em que não há um jovem
aprendiz de pianista. Os violinos, mais discretos à audição
dos vizinhos, também estão na cidade, a determinadas horas do
dia, a caminho do Conservatório de Música ou da Academia S. Pio
X, dois dos vários estabelecimentos de ensino de música do território.
Arte à Moda da Casa
Servir arte local à mesa, misturada com alguns sabores e um
bom vinho a acompanhar. Foi com este apetite que nasceu o edifício St.
Paul’s Corner. O restaurante foi o primeiro a estrear o complexo e, apesar
de ter algumas obras expostas, disponíveis para venda, é na porta
ao lado que é servido o prato principal. De facto,
Fidelidade ao ballet
A Companhia Nacional de Ballet da China já passou por quase
cinco décadas de métodos russos, revoluções culturais
e palcos internacionais. Hoje é das melhores companhias do mundo e os
seus bastidores são feitos de humildade e de luta pela perfeição
O equilíbrio da vida
Numa das velhas zonas da cidade de Macau, onde ainda estão abertas
lojas de pequenos comerciantes, em espaços estreitos e compridos, como
se as fachadas pagassem impostos pela largura, há uma pequena farmácia
chinesa, cheia de velhos móveis de madeira recheados de pequenas gavetas
quadradas com puxadores de metal polidos de muito uso
Desde o início da diáspora
Foi a primeira Casa de Macau criada no exterior, embora seja e tenha
sido muito mais que isso. A presença da comunidade portuguesa e macaense
em Hong Kong tem origens desde o início da colonização
britânica na sequência da Guerra do Ópio. Tudo
começou em 1841, quando vários portugueses de Macau rumaram a
Hong Kong para trabalhar na recém-criada administração
pública colonial
“Nunca se é
excessivamente sonhadora”
Maria João Pires encerrou com chave de ouro a 20a edição do Festival Internacional de Música de Macau. Mesmo fora dos palcos, nomeadamente no centro de estudos que fundou em Belgais, Portugal, a renomada pianista portuguesa promove a divulgação das artes com a mesma força interior que a levou a afirmar: “nunca se é excessivamente sonhadora”.
Literatura e gastronomia à mesa em Pernambuco
Conhecer as novidades do mercado literário e ao mesmo tempo degustar pratos citados nas obras de grandes escritores brasileiros e estrangeiros. Foi esta a receita inédita da sexta edição da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco (Brasil)
Reserva para a diversidade
O arquipélago dos Bijagós foi classificado pela UNESCO como reserva ecológica da biosfera, devido à sua diversidade de ecossistemas. O seu isolamento, em termos de transportes e desenvolvimento, acaba por ser uma vantagem, mantendo-se a natureza intocada, com uma fauna e uma flora difíceis de encontrar noutros pontos do planeta
A Padeirinha da Sam Ho
São frágeis como as folhas
de Outono mas caem na barriga como flocos de neve. Doces
ou salgadas, as panquecas
da senhora Cho sabem tão bem aos portugueses como aos chineses. Há
mais de meio século coziam no coração
de São Domingos, famosa praça
de Macau. Muito mudou na Padaria Sam Ho desde o passeio até ao recato
da Rua da Felicidade. Desse tempo, só a tradição
das velhas receitas restou
“Voando” para África
A Flying Pigeon (ou Fei Ge) é a marca mais conhecida e mais emblemática de bicicletas na China. Os tempos mudam e o “Pombo Voador” prepara-se para novos voos, nomeadamente em direcção aos países africanos de língua portuguesa. O fabricante dos populares veículos procura agora parceiros já implantados nesses mercados.
Um país a pedalar
A bicicleta já não é o único ícone de um país que se moderniza. Apesar da transformação, as duas rodas continuam a ser o transporte por excelência na República Popular da China e em circulação existem ainda cerca de 500 milhões de bicicletas.
2008 Torres olímpicas
Falta um ano para que os olhos do mundo se voltem para a China, durante os Jogos Olímpicos de Pequim 2008. Através da nova arquitectura, o País prepara-se para evidenciar o seu valor.
A Oeste Nada De Novo
O cinema chinês tem conseguido manter-se em evidência nas mais diversas plateias, durante as duas últimas décadas. Se exceptuarmos as produções anglo-saxónicas, é a cinematografia que alcançou mais prémios e distinções em eventos internacionais.
Ser português na Malásia
Quase quinhentos anos após a conquista de Malaca por parte dos exércitos de Afonso de Albuquerque, sobrevive na cidade uma comunidade que se soube reinventar à luz da nostalgia.
Viagem aouniverso do portugues
O Museu da Língua em São Paulo (Brasil), que já foi visitado por mais de 600 mil pessoas, permite uma viagem ao universo da língua portuguesa.
Ménage à trois
O cinema chinês ensaiou os primeiros passos no dealbar do século XX. Com uma diversidade de estilos e correntes, os realizadores foram pragmaticamente classificados por gerações, uma opção que deixou de fora as tendências estéticas que os distinguia.
Leituras para todos os gostos
Era uma vez.. um território onde era escassa a oferta de livros em línguas eurpeias. Esses tempos, porém, podem ter dias contados com o aparecimento, recente e quase simultâneo, de novas livrarias e secções com publicações em línguas portuguesa e inglesa, que se juntam às já existentes.
Um grande jardim no meio dos casinos
São apenas oito anos de vida, mas na sua história brilham os séculos de experiências artísticas de Macau. Ao mesmo tempo que a cidade se divide entre o jogo e a cultura, o Museu de Arte (MAM) baralha e dá as cartas levando pela primeira vez obras de Macau até à Bienal de Veneza.
Novos olhares sobre Confúcio
Viveu há mais de 2500 anos e continua a ser
não apenas uma referência, mas também uma marca essencial
na cultura, história e personalidade
da China e da civilização chinesa.
À procura do
reconhecimento
internacional
A classificação internacional do patuá pela UNESCO como
património cultural intangível* permitiria fortalecer a identidade
de Macau
e elevar ainda mais o estatuto
da Região Administrativa Especial de Macau no palco da cultura mundial.
Para além
do património tangível
A cultura de Macau ganha novo instrumento internacional para a preservação
e divulgação
das suas tradições orais, ritos e costumes,
com a aplicação na RAEM da Convenção
da UNESCO relativa à Salvaguarda do Património Cultural Intangível.
O sonho do imperador
Na China foi o sonho de um imperador e em Macau deu asas à imaginação.
O leão dança há mais de mil anos, mas foi na Associação
Lo Leong, na família de Pun Keng Man há três gerações,
que conheceu maior liberdade de movimentos.
Historia com lendas felinas
Não se sabe ao certo quando foi dado o primeiro passo de dança
do leão na China, mas o primeiro registo data do ano 300 a.C. Muitos
mitos sobre a sua origem provam
a popularidade desta arte
que se acredita ter começado como entretenimento da corte, tendo gradualmente
atraído o exército
e depois o povo.
Duas vezes luminoso
O facto de Gilberto Gil ter sido chamado para o cargo de ministro da Cultura não representou uma interrupção na sua carreira de eterno criador e símbolo da música popular brasileira. Ainda realiza tournées e acaba de relançar o seu último sucesso, "Gil Luminoso".
Imprensa quer saber mais sobre a China
Apesar da importância crescente da China, quer na cena mundial quer nas relações bilaterais, a informação sobre o país asiático no Brasil é ainda comparativamente escassa. Diversos jornalistas expressam o seu desejo de um maior acesso à realidade chinesa.
A "garota China"
Há duas décadas que Lucélia Santos mantém uma forte ligação à China, país que assistiu à novela "Escrava Isaura" e a distinguiu com o prémo\io Águia de Ouro, o primeiro e único entregue a uma estrangeira. Para já, um novo projecto traz Lucélia à China, onde dois filmes vão ser parcialmente filmados.
Lusitano abre as suas portas
Longe do apogeu e influência de tempos idos, o Club Lusitano de Hong Kong prepara-se para quebrar uma das suas regras de ouro e abrir as suas portas a outras comunidades, para além da lusa. De pouco serve a robustez financeira de que o centenário clube goza se não tiver membros para acolher.
Um clube único no mundo
Prestes a completar 140 anos, o Club Lusitano de Hong Kong é uma das mais pujantes associações de portugueses em todo o Mundo e a sua rica história confunde-se com a de uma cidade em cuja fundação intervieram decisivamente Macau e a sua população.
Ni hao!
É a língua mais falada do mundo, enquanto língua materna. Em vez de um alfabeto, o chinês utiliza milhares de caracteres diferentes. A pronúncia de cada expressão tem de ser entoada na perfeição ou o sentido extravia-se. Exige pelo menos três vezes mais anos de dedicação para atingir o mesmo grau de proficiência do que o inglês ou francês. Mesmo assim, 49 mil estrangeiros em todo o mundo começam a aprendê-la todos os dias. O mundo começa a dizer em coro: ni hao!
Previsães dos almanaques chineses
A renovação do ciclo anual e o ambiente de festa a ele associado é um fenómeno praticamente universal.
Noticiário especial · Jogos da Lusofonia
Macau acolheu, entre os dias 4 e 15 de Outubro, os primeiros Jogos da Lusofonia, considerado o maior evento em torno da comunidade dos países de língua portuguesa.
Noticiário especial · FIMM
As actuações de Ryuichi Sakamoto e da Orquestra Sinfónica de Colónia marcaram a XX edição do Festival Internacional de Música de Macau, realizado entre 6 de Outubro e 5 de Novembro.
"World Press Cartoons 2006"
O humor do mundo, retratado pelo humor gráfico de imprensa, o desenho de humor, o cartoon editorial e a caricatura, chega em MAcau em Dezembro pela mão da Fundação Oriente.
O fio da escrita
Como o fio invisível que segura o colar de missangas, na imagem de Mia Couto, assim diferentes vozes do mundo de língua portuguesa percorreram em Macau os caminhos da escrita.
Universidades comunicantes
Instituições de ensino superior de países de língua portuguesa e da RAEM estiveram reunidas em Macau para debater, entre outros assuntos, a criação de um espaço único que englobe todos os seus professores, alunos e investigadores.
História de um jubileu
Primeiro chamou-se Universidade da Ásia Oriental e destinava-se sobretudo a alunos de Hong Kong. Acabou por se transformar na universidade pública local e agora percorre o caminho da internacionalização.
Quatro continentes, uma língua
Os primeiros Jogos da Lusofonia, que terão lugar em Outubro em Macau, vão decorrer sob o lema “Quatro continentes, uma língua, unidos pelo desporto”, escolhido por todos os comités olímpicos que integram a Associação dos Comités de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP) numa reunião realizada no primeiro trimestre do ano em Seul, capital da Coreia do Sul.
Design com alma chinesa
Uma revolução silenciosa toma corpo no mundo do design da China. O que está a nascer não é um mero eco do que se passa no mundo mas sim um design com características e alma chinesas.
O outro ladao das cartas
Eles são os pequenos reis desses pequenos reinos que são as mesas de jogo dos casinos. São os croupiers, uma profissão cada vez mais na moda, mas para a qual não se nasce ensinado. Primeiro, há muito que aprender.
Algarve na China profunda
Na cidade de Lijiang, na recôndita província de Yunnan, é possível comer minchi ou galinha à portuguesa. Trata-se de um restaurante, de nome Algarve-Sol, aberto por um jovem empresário de Macau que um dia resolveu mudar de vida.
Património cultural celebrado
A China instituiu um dia Nacional do Património Cultural, que será comemorado no segundo sábado do mês de Junho. Este ano, o primeiro em que a data foi celebrada, coincidiu com o dia 10 de Junho e Macau, recentemente reconhecido pela UNESCO na sua Lista do Património Mundial, participou activamente.
África positiva
Flora Gomes, um nome grande do cinema africano, diz que o líder histórico Amílcar Cabral foi para ele “como um pai” e foi quem lhe “pôs nas mãos” uma câmara de filmar. A propósito do conteúdo dos seus filmes, considera que é importante “mostrar essa África positiva, que existe, e que tem muitas coisas para oferecer ao mundo”.
Cultura bonita
O cineasta Flora Gomes defende a preservação da cultura africana, que é importante não negar “aquilo que é nosso” e, muito menos, tentar “abraçar outras culturas sob o pretexto de que essas são as melhores”.
Vinte anos de música
Desde 1987 que existe o Festival Internacional de Música de Macau, que se encena anualmente nos ambientes intimistas do Outono macaense.
Um gigantesco centro comercial
O pintor cabo-verdiano Mito realizou a sua primeira exposição em Macau em Maio passado, por ocasião do 30° aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre a República de Cabo Verde e a República Popular da China.
Rebentos do Oriente:
Cindy Ng, as tinta ao natural
A arte e a Natureza andam de mãos dadas no trabalho da pintora de Macau Cindy Ng, que em Novembro apresenta o vídeo “Caos” na colectiva “Horizontes de Macau”, na Galeria Tap Seac.
Carl T. Smith: Uma
instituição
Carl Smith é um nome incontornável no estudo do tecido
social, marcado pela Interacção das comunidades chinesas e estrangeiras, que
formata as metropoles do Sul da China, sobretudo Hong Kong e Macau.
À procura da Montanha Perfumada
Todos os cantos de Zhongshan têm
alguma coisa para contar sobre a História China.
Nos últimos anos, a cidade encontrou uma nova vocação:
mostrar ao resto do país que se pode crescer e construir uma cidade
original e com qualidade de vida. E perto, muito perto de Macau.
Revoluções no palco
A par da história da China se conta a da ópera cantonense, em palcos que serviram de palanque a ideais
revolucionários. O líder chinês Sun Yat Sen
usou o poder da ópera para chegar ao povo. E fez de Macau o trampolim das suas ideias, recorda o
presidente da Associação de
História de Macau, Chan Su Weng.
Um festim de culturas
Como que a concorrer com a Torre de Macau,
um baobab de 15 metros de altura eleva as artes de rua do primeiro circo
africano, com expressão cultural da Guiné-Conacri e
técnica da Europa.
Zheng He o explorador chinês
Há seis séculos fez-se ao mar
uma das maiores armadas alguma vez construídas. Ao
comando de mais de 28 mil homens, 250 navios e 100
mil toneladas de mercadorias seguia Zheng He, “O Almirante”, cujas aventuras
marítimas marcam um episódio único no Império do
Meio.
Crescimento e exotismo
Um dos maiores rappers portugueses, esteve
pela primeira vez em Macau, durante o Festival de Artes. Deixa-nos o testemunho
de um primeiro olhar, cheio de surpresas.
Cartaz
Tinha o Reino Unido como morada mas Macau
cruzou-se de novo no seu destino. Bianca Lei regressava a casa “por
razões familiares”, deixando para trás os primeiros passos de uma
carreira artística, alguns anos de investimento académico e
profissional.
Paladino do português
como língua universal
Malaca Casteleiro tem uma longa carreira a lutar para que a língua
portuguesa tenha as mesma regras em qualquer parte do mundo: universo de 200
milhões de falantes.
Chineses alfacinhas
Estão unidos pelos traços
fisionómicos, culturais
e linguísticos, mas muito distantes da maioria dos seus conterrâneos
imigrados nos últimos anos. Fazem parte ou são os descendentes
das primeiras gerações
de emigrantes chineses que
escolheram Portugal como destino. São poucos e estão integrados.
Sob o signo do Cao
Às 22h15 (hora de Pequim) do dia 29 de Janeiro
(isto é, 14h15 de Tempo Universal, TU), começou um novo ano lunar,
que se prolongará até 17 de Fevereiro de 2007. Cada ano é regido
por um dos doze signos do zodíaco oriental, estando 2006 sob a égide
do Cão.
A tradição do ciclo
Há dois milénios que se celebra o Ano Novo Chinês. Na
ida aos templos, na passagem pelos mercados,
nas ruas engalanadas ou à mesa de família,
onde se partilham sabores auspiciosos, a vida renasce todos os anos no primeiro
dia da primeira lua do calendário tradicional.
50 anos de paixão
Dentro de pouco meses Macau vai
conhecer, através de uma exposição,
o mais completo dicionário da língua
e cultura chinesas. O “Grand Ricci” levou 52 anos a concluir, numa
longa marcha que teve início, em 1949, em Macau.
Pequim 3285 dias
Em busca de um mundo novo, encontrou na Cidade Proibida o que nunca outro
estrangeiro pudera antes ver. Gravou a tinta da China memórias de um
passado que o futuro não pode dispensar. Em Macau, Chauderlot deixou-nos
este testemunho sobre uma aventura que acabou em paixão.
Sabores auspiciosos
Não é certamente o melhor fat choy ho si dai lei do mundo mas
lá que é famoso é.
Cartaz
Previu que com a democracia liberal e o capitalismo global chegaria o “fim
da História”.
Tripla identidade
“Como os Évora chegaram a Macau? De avião.” A primeira resposta de Mário Évora e os risos subsequentes deram o tom que iria dominar a entrevista.
Queremos falar Português
Seria lógico pensar-se que o fim da administração portuguesa de Macau significaria a morte da língua portuguesa na China. Mas ao fazer de Macau uma plataform para os países lusófonos, a política de Pequim mudou tudo. Afinal, há um número crescente de chineses que querem aprender a falar português.
Os sabores da alma
Macau voltou durante três dias do mês de Outubro a viver as cores da cultura lusófona. Como manda a tradiçao, as Casas-Museu da Taipa serviram de palco a um verdadeiro encontro de culturas, onde a saudade teve lugar e os afectos foram exteriorizados.
O salto dos Da Weasel
Macau esteve na rota dos Da Weasel. No palco da Festa da Lusofonia depositaram uma das muitas sementes que andam a espalhar pelo mundo e mostraram o que tinham para dar.
Festival de fado maior
Foi de encontros que se fez o XIX Festival Internacional de Música de Macau. De chineses com portugueses. De japoneses com chineses. Na ópera, nas Ruínas de São Paulo e na Torre de Macau, onde o fado bailou nos corações. A Orquestra Chinesa de Macau acompanhou Kátia Guerreiro na viagem as tradições que poderá continuar em Portugal.
Passo a passo,
pelas ruas da história
É a passear a pé que se descortina Macau. Nos pátios, túneis, nas lajes de granito desvenda-se o mundo chinês. Na calçada, nas faces das igrejas e nos
quintais das casas macaenses inscreve-se o universo português. Em périplo pela cidade encontra-se a razão de ser do Centro Histórico: Património Mundial da UNESCO.
A arte de beber o chá
Aprender a beber o chá significa dominar uma arte,
entrar numa cultura e por um pedaço de história que
desperta os sentidos. É um ritual lento, paciente, saboroso... a meio caminho de um vício saudável.
Os Diaolous em Kaiping
Com uma arquitectura muito diferente de tudo o que
até agora tínhamos visto, espalhadas pelo concelho de
Kaiping, as casas-torres de vigia são o cenário para
um agradável fim-de-semana a curta distância de
Macau, na região agrícola do Sul de Guangdong.
Galinha africana
Não é em vão que se viaja. E isto é tão verdade para as pessoas como o é para os cheiros, os sabores e até o amor. Um prato de comida, por exemplo. Um conjunto de ingredientes, de tipos de fogo, de tempos de apuro, que quando se desloca a outro território tem forçosamente de se modificar.
Peregrinação dos Irmãos Marreiros
O Museu de Arte de Macau acolhe, até 26 de Fevereiro de 2006, a mostra “Peregrinaçam - Fernan Mendez Pinto - Uma Exposição dos Irmaos Marreiros” resultante do relançamento da obra pelo semanário português “Expresso”.
Afonso Carrão Pereira
Nascido em Paialvo, Tomar, Portugal, reside em Macau desde 1984. Profissional de Restauração e proprietário do restaurante Afonso III, no Centro Histórico da cidade.