Quinta-feira, Julho 2, 2020
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Cecilia Chu “A beleza está no coração”

 

 

 

 

Como descobriu o amor pelas flores?

– Nascida no seio de uma família católica, habituei-me a ver a casa repleta de flores em honra de Nossa Senhora de Fátima. Porque estudei design gráfico estive sempre rodeada de cores e imagens diferentes durante os tempos da faculdade. Foi aí que comecei a pensar em misturar essas duas experiências.

Qual é a sensação que experimenta ao dedicar-se aos arranjos florais?

– Quando lido com as flores esses são os meus principais momentos de prazer. A concentração que isso me exige liberta-me de todo e qualquer outro pensamento. Nessa altura só as flores me interessam. Olho também para essa actividade como uma forma de meditação, pois acalma-me imenso e treina-me a paciência. Para além disso, experimento uma grande satisfação sempre que consigo um bom arranjo.

Quais são os seus outros grandes amores?

– Para além dos arranjos com flores reais, gosto muito de trabalhar arranjos artificiais.

Quais são os melhores sítios de Macau?

– Gosto de ir à praia e ao Templo de A-Ma, em Coloane.

Qual é o evento que sonha um dia poder organizar em Macau?

– Um festival da juventude, na zona do Templo de A-Ma, em Coloane.

Porque acha que esse evento faz especial sentido em Macau?

– A juventude local tem vindo a perder interesse pela cultura tauista e esse é um dos valores mais importantes de Macau. Levar os jovens a um lugar com aquela força aumentaria o conhecimento da juventude sobre as raízes da sua cultura.

Acredita que a beleza pode ajudar as mulheres no seu percurso profissional?

– A beleza é relativa e está nos olhos de quem a vê. O que realmente conta é o coração e quando há beleza interior ela afecta a reacção vinda do exterior.

Que reacções lhe provoca o momento que actualmente vive Macau, com este rápido crescimento económico e as transformações que ele provoca?

– Penso que tudo está a acontecer com demasiada rapidez. Penso que o Governo deve ter mais atenção à Educação e fazer por criar mais oportunidades para aqueles que não estão muito interessados na indústria do jogo.

O rápido crescimento económico poderá criar mais oportunidades para a juventude de Macau? Por exemplo no design e das artes, no qual está mais envolvida?

– Pelo contrário. A forma como a cidade está a crescer está a empurrar as pessoas para um modelo imposto pelos novos operadores norte-americanos, limitando os horizontes a uma geração que podia ser melhor instruída e mais criativa.

Se alguma vez pensasse em sair de Macau, qual seria a cidade dos seus sonhos?

Barcelona, Espanha.

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