Terça-feira, Junho 2, 2020
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Crescimento e exotismo

Sempre tive muita curiosidade em visitar Macau. Já tinha ouvido muitas histórias mas não há nada como ver com os próprios olhos. Assim foi, em Março de 2006. As primeiras impressões foram muito enubladas, não só porque o tempo estava encoberto, mas também porque depois de tantas horas de viagem (e sem conseguir dormir) a percepção das coisas não é a melhor.
Macau é uma cidade de contrastes. Contraste entre e Ocidente e Oriente, contraste entre o moderno e o antigo. Fiquei impressionado porque tinha uma ideia de Macau que não correspondia à verdade. Imaginava uma cidade pequena, com prédios pequenos, e encontro uma cidade frenética, com prédios de fazer corar os de Portugal. E por falar em Portugal, confesso que esperava uma maior influência portuguesa. É verdade que letreiros e placas encontram-se em ambas as línguas (cantonense, português e, por vezes, inglês), mas a grande maioria não parece falar uma palavra de português (a calçada também é portuguesa, mas essa não fala). E muito prestáveis por sinal: um simpático vendedor no Mercado Vermelho que me indicou o melhor lugar para fazer compras – ele e o seu passarinho enjaulado. E o dono de um restaurante que se tornou a “cantina” oficial da comitiva. Falava bem o português e o restaurante servia muito bem.
Por outro lado, o que realmente foi novidade para mim foi a sensação de estar mesmo na China. Por todo o lado há o cheiro de comidas e condimentos exóticos, que mesmo de olhos fechados, nos indicariam que estamos na Ásia. Outra coisa que impressiona é a quantidade e a sumptuosidade dos casinos. Uns atrás dos outros e, pelo que me apercebi, há clientes para todos. Talvez seja a explicação para o desenvolvimento e fulgor da cidade, onde as novas construções crescem que nem cogumelos.
As lojas abertas até tarde, a parafernália de comércio, as ruas impecavelmente limpas e a quantidade de motociclos nas estradas são algumas das imagens que me vêem à cabeça quando penso em Macau.
Espero, em breve, ter a oportunidade de regressar a Macau e poder completar este texto com mais sensações e pormenores. Entretanto, para quem vai a Macau pela primeira vez, recomendo uma visita à Torre de Macau. No cimo dos seus trezentos e muitos metros, a vista é deslumbrante: Macau em todo o seu esplendor.
Viva Macau.

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