Terça-feira, Julho 7, 2020
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CASAS DE MACAU

A Associação dos Empresários Macaenses da Califórnia comemorou, no passado mês de Março, na cidade de Oakland, o 6º aniversário da RAEM com um sumptuoso banquete de ementa chinesa seguido de baile. Associaram-se a este evento, viabilizado pelo Conselho das Comunidades Macaenses, as três Casas de Macau em solo americano, reunindo mais de uma centena de elementos da diáspora macaense radicada nos Estados Unidos. Marcaram presença no convívio António Jorge da Silva, presidente do Centro Cultural de Macau – entidade que se propõe aglutinar as instituições de cariz macaense na América -, Rita Lopes, do Chinese Chamber of Commerce of S.Francisco, Ângela Pereira, da Portuguese Trade and Tourism Commission, Eduardo Collaço, do Portugal and Macau Institute of America, e Larry Cerqueira, do Portuguese Museum. As Casas de Macau estiveram representadas neste encontro por Alex Xavier, presidente da União dos Macaenses na América (UMA), Maria Roliz, presidente do Lusitano Club of California e Albertino da Rosa, vice-presidente da Casa de Macau (USA). Os anfitriões do banquete, Nuno da Cruz e Henrique Manhão, presidente e vice-presidente da AEMC respectivamente, congratularam o sucesso da Região Administrativa Especial de Macau, num brinde em honra do Chefe do Executivo, Edmund Ho.

Lusitano Club of California cativa as novas gerações

O Lusitano Club of California organizou um convívio especialmente dedicado aos jovens descendentes da comunidade macaense como forma de reforçar os laços que ligam as diferentes gerações da diáspora. Sob o pretexto de uma tarde a jogar bowling, um dos passatempos favoritos da juventude macaense nos Estados Unidos, a iniciativa permitiu aos jovens fomentar novas amizades e reforçar as já existentes. “A adesão de sangue novo é fundamental para a sobrevivência das Casas de Macau e muito importante para a gerações vindouras porque, no contexto da sua realidade americana, os jovens tendem a perder algumas referências culturais de origem, o que seria lastimável” afirma Maria Roliz, presidente do Lusitano Club of California. A responsável acalenta grandes expectativas no Centro Cultural de Macau, cuja inauguração está prevista para Setembro do corrente ano. O projecto conjunto das três Casas de Macau na Califórnia pretende afirmar-se como ponto de encontro cultural e recreativo da diáspora, onde as novas gerações se possam familiarizar com as várias facetas do património cultural macaense, desde a história e a língua até à afamada gastronomia.

Reeleita Direcção da Casa de São Paulo

Em resultado de um dos mais participados e concorridos actos eleitorais da história da instituição, a Direcção reeleita da Casa de Macau em São Paulo tomou posse para cumprir um novo mandato de dois anos, a terminar no dia 31 de Março de 2008. Assumiu a presidência da direcção Júlio Augusto Airosa Branco, coadjuvado por Maria Edite Guerreira Sales Ritchie, vice-presidente, Rogério dos Passos Dias da Luz, secretário geral, Alice Fátima Noronha Airosa Álvaro, directora social, e António Vaz Placé, director financeiro. Assinaram ainda o termo de posse, os novos conselheiros consultivos (Herculano Alexandre Airosa, João Bosco Quevedo da Silva e Armando Jesus Sales Ritchie) e fiscais (Maria Inês Anastácio da Luz, Roque Rui Roque Branco e Aníbal Cardoso Joaquim). As eleições registaram dados históricos para a Casa de Macau de São Paulo, como a maior participação facultativa do eleitorado jamais verificada e a primeira disputa à Direcção encetada por duas listas constituídas por candidatos naturais de Macau. O destaque do sufrágio foi contudo a eleição da brasileira Maria Inês Anastácio da Luz, que se tornou a conselheira mais votada em todos os actos eleitorais realizados até a data.
A Direcção reeleita deu já “luz verde” à continuação em funções da Comissão da Nova Geração, criada na gestão anterior, que realizou uma primeira reunião para discutir o plano de actividades. Mantém-se a confiança em novas adesões das camadas mais jovens a fim de reforçar a presença da nova geração na vida da Casa de Macau, objectivando a sua continuidade e preservação.
Foi também reencaminhada a nomeação para a Comissão da Terceira Idade, tendo como principal responsável Maria (Mariazinha) Lopes Carvalho, dando continuidade à organização das muito participadas actividades de convívio entre os anciãos associados. O último convívio reuniu perto de meia centena de associados num restaurante típico chinês, no bairro de Liberdade, enquanto o que lhe antecedeu teve lugar nas instalações da Casa de Macau.

Páscoa reúne comunidade em Chá Gordo

Decorreu no passado dia 8 de Abril o Chá Gordo da Páscoa que constitui desde há largas dezenas de anos uma das diversas iniciativas anuais de convívio que a Casa de Macau de Portugal tem vindo a proporcionar aos seus sócios, permitindo-lhes recordar e partilhar horas de enorme alegria, lembranças e satisfação. Este ano o convívio contou com a participação de cerca de 100 associados, destacando-se entre estes membros de famílias bem conhecidas da comunidade macaense radicada em Portugal, com os Ângelo, Anok, Basto, Espadinha, Francisco, Luz, Nogueira, Osório, Rego, Rosário, Senna Fernandes, Robarts, Xavier, entre muitas outras. Marcou ainda presença a Senhora D. Julieta Nobre de Carvalho, viúva do antigo governador de Macau que deu o nome à primeira ponte entre Macau e a Ilha da Taipa. As muito apreciadas iguarias da gastronomia macaense, obrigatórias nestas ocasiões, estiveram a cargo da equipa António Silva e Fernando Conceição.
A quadra festiva, referência obrigatória um pouco por toda a diáspora macaense, seria igualmente motivo de convívio em São Paulo. Depois de renovadas as bênçãos às instalações da sede daquela Casa de Macau pelo Pe. Donizetti, a festa prolongou-se por toda a tarde, ao ritmo do célebre conjunto musical macaense “The Thunders”.

Armando Santos lança CD em patuá

Foi finalmente lançado o CD do Armando Santos, músico e compositor macaense actualmente a residir em Toronto, Canadá. O álbum conta com 12 pistas, sete das quais em patuá, antigo dialecto crioulo de Macau, e as restantes em português. Quem já ouviu o CD, que está a ser distribuído para todas as Casas de Macau espalhadas pelo mundo, confessa que se emocionou com as memórias que as letras e a melodia evocam. O álbum foi patrocinado pelo seu conterrâneo Alex Airosa, membro dos corpos dirigentes da Casa de Macau de São Paulo e elemento incontornável dos “The Thunders” – um dos mais célebres agrupamentos musicais macaenses, que teve a juventude de Hong Kong aos seus pés na década de 60 do século passado. O primeiro tema, “Comizaina”, em patuá, fala das comezainas e comidas de Macau citando harmoniosamente os das iguarias tão bem conhecidas e apreciadas pela comunidade macaense. Segue-se no alinhamento “Chapâ Cheirâ Chipí Chuchú” que evoca as “curiosidades dos maquistas”, “Casa di Macau”, em homenagem às Casa de Macau e “Lembrando Macau”, escrita a pensar naqueles, como o autor, que deixaram a sua terra. Hoje bancário de profissão, Armando Santos rendeu-se aos 18 anos aos encantos musicais, tendo actuado nos mais variados palcos de Macau, desde o Clube de Macau e o Teatro Diocesano, enquanto membro dos “Zenith”, Hotel Sintra, com os “New Flipsiders”, Hotel Estoril, com “Os Macaenses” e Hotel Lisboa, com o “Conjunto Portas do Sol”, entre outros.

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