Quinta-feira, Julho 9, 2020
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Visitas Indesejadas

 

Os tufões trazem ventos fortes e chuvas intensas que alteram a vida quotidiana de uma população habituada a conviver com o fenómeno. Ao contrárto do que acontecia noutros tempos, a passagem de uma tempestade tropical já não suscita grandes receios de perdas humanas e materiais. Os mecanismos de acção dos Serviços Meteorológicos c Geofísicos (SMGM) c da Protecção Civil estão automatizados, mas nada se pode evitar sem a prudência das pessoas. Sempre que uma tempestade tropical se encontra a menos de 800 quilómetros de Macau SMG Maccionam os mecanismos de alerta e, normalmente, hasteiam o sinal n.º 1 de tempestade tropical. Ao cimo da rampa do Observatório, na Colina da Taipa Grande, os Serviços Meteorológicos e Geofísicos de Macau monitorizam o estado do tempo, captando informações que são actualizadas de 15 em 15 minutos. Na época de tufões, a equipa dirigida por Fong Soi Kun redobra os esforços e a vigilância, de forma a poder fornecer com a maior exactidão possível a posição da tempestade. Para isso é preciso recorrer a várias fontes: satélites meteorológicos, radares, estações de observação meteorológica ou previsões e dados de serviços congéneres de outros países e regiões. Factores como a circulação geral da atmosfera, as correntes marítimas ou a temperatura da água do mar são inseridos constantemente nos programas de computador que, com base em modelos, projectam a movimentação das tempestades tropicais.  Novas tecnologias e prevenção  Naturalmente nem sempre foi assim. Quando António Viseu, subdirector dos SMGM, começou a trabalhar nesta área, em 1976, “era tudo escrito à mão e demorava-se muito mais tempo para fazer os cálculos e as previsões”. Não só melhorou a capacidade para acompanhar os movimentos das tempestades tropicais, como a snsibilização da população para os cuidados a ter sempre que são içados os sinais de aviso. Alberto Alecrim, português residente em Macau há 42 anos, lembra-se que antigamente as pessoas não tinham tanto cuidado. “Na maioria das casas não havia varanda, por isso colocavam os vasos nas janelas e quando vinha o tufão cafam para a rua podendo ferir as pessoas que por elas passavam”, recorda. O jornalista reformado lembra uma situação em que “dois polícias foram atingidos por dois vasos, na zona do Tap Seac, acabando por falecer”. Agora normalmente as pessoas seguem as recomenações feitas pelos SMGM e pela Protecção Civil. Dando um exemplo de como isso pode ser determinante para a redução dos estragos e da perda de vidas humanas, Olavo Rasquinho, coordenador do  Secretariado do Comité dos Tufões, lembra o caso do Bangladesh. “Em 1970 um ciclone tropical muito forte provocou a morte a 300 mil pessoas, ao passo que em 1991 uma tempestade com a mesma intensidade apenas causou a morte a algumas centenas de pessoas”. Este caso foi estudado por especialistas e a conclusão acabou por ser simples. “As pessoas habituaram-se a seguir os avisos da protecção civil”, nota. António Viseu aponta outro motivo para que os tufões tenham efeitos menos devastadores, “os edifícios antigamente não estavam tão bem preparados para ventos tão intensos”.

O papel da Protecção Civil

 

Em Macau, a Protecção Civil prepara todos os anos, semanas antes da época dos tufões, acções de treino e formação com o objectivo de aperfeiçoar a resposta. Diamantino Santos, coordenador da Protecção Civil, explica que, sempre que é hasteado o sinal n.º 8, “existe um plano de emergência que é accionado, envolvendo vários serviços e companhias privadas de serviço público”. Corpo de Bombeiros, Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais, Polícia de Segurança Pública, Serviços de Saúde e hospitais, Cruz Vermelha, Serviços de Obras Públicas, Companhia de Electricidade de Macau (CEM), Serviços de Abastecimento de Água de Macau (SAAM) e Teledifusão de Macau (TDM) trabalham em conjunto com o objectivo de informar, precaver e responder aos efeitos das tempestades tropicais. Com a aproximação de um tufão a Protecção Civil está particularmente atenta aos efeitos das chuvas intensas e dos ventos fortes na via pública e no quotidiano da população.

Inundações, derrocadas e o perigo dos andaimes

 

Nas zonas baixas da cidade, nomeadamente no Porto Interior, as inundações são frequentes, especialmente se houver uma coincidência entre a maré alta e a subida do nível das águas do mar e do caudal do Delta do Rio das Pérolas, resultante das chuvas. A precipitação intensa costuma provocar também derrocada de terras nas encostas das montanhas. Por outro lado, o vento forte pode derrubar árvores, tapumes, andaimes e reclames publicitários, o que constitui um perigo para quem circula na rua. Diamantino Santos está particularmente preocupado com os andaimes dos muitos edifícios que estão a ser construídos em Macau. liA estrutura desses edifícios em construção ainda é vulnerável e os andaimes estão colocados a uma altura muito elevada pelo que esta situação requer um especial cuidado”. A passagem para o sinal número oito afecta consideravelmente a vida quotidiana de Macau: as escolas são encerradas, os serviços públicos deixam de funcionar, muitos estabelecimentos comerciais também optam por fechar as portas e é comum ver as pessoas deslocarem-se aos supermercados para comprar bens essenciais para os próximos dias ou horas. Na rua os carros escasseiam. Quando está içado o sinal n° 8, a circulação entre a ilha da Taipa e a cidade de Macau fica condicionada, sendo apenas possível transitar através do tabuleiro inferior da Ponte Sai Van. Quem não tem onde ficar pode dirigir-se à Casa-Abrigo do Instituto de Acção Social (IAS).

Televisão e Rádio em emissão contínua

 

A TDM desempenha um papel muito importante neste tipo de situações. A empresa de serviço público de rádio e televisão começa a emitir continuamente assim que os SMGM anunciam a emissão do sinal n° 8. Hora a hora são fornecidas informações sobre a posição do centro da tempestade e as medidas de prevenção que devem ser tomadas pela população. Os canais de televisão e rádio efectuam directos da sede dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos e reportagens do que se está a passar na cidade. O director de informação e programas da TDM, João Francisco Pinto, salienta que a informação prestada se insere na obrigação de serviço público da empresa e no facto de a TDM fazer parte do sistema da protecção civil. As emissões em dias e noites de tufão representam “um esforço adicional de mobilização de pessoal”. Os profissionais dos quatros canais da TDM – televisão e rádio – permanecem em emissão contínua até que os SMGM desçam o sinal de alerta. Isso pode demorar várias horas, como aconteceu no ano passado em Agosto, quando o sinal n° 8 esteve hasteado durante 18 horas, devido à passagem do tufão Papiroon.  A acalmia enganadora do olho do tufão  Nos SMGM os dias de tufão são intensos com reuniões constantes em ligação directa com a Protecção Civil. A mudança dos sinais é assunto sensível que tem que ser “analisado muito cuidadosamente”, diz António Viseu. Quem determina se é necessário ou não passar do sinal 3 para o 8 é um grupo de especialistas que “pesam os dados disponíveis e analisam os modelos meteorológicos de simulação da atmosfera”. Quando é içado o sinal n° lO, o que acontece muito raramente – apenas sucedeu por três vezes nos últimos 25 anos – o centro do tufão está a aproximarse de Macau. Nessa altura pode haver uma ilusória acalmia. “O vento abranda, tornando-se numa brisa suave e o céu fica quase azul”, observa António Viseu, que já esteve por duas vezes no coração da tempestade. Quando o olho passa, “a violência da tempestade regressa com os ventos a soprarem na direcção contrária

Os nomes dos tufões

 

O nome dos tufões era, até 2000, invariavelmente escolhido pelas autoridades norte-americanas, estacionadas no Centro Conjunto de Alerta contra Tufões de Guam. Durante vários anos, até 1979, tinham o nome de uma mulher. Depois começaram a incluir também nomes de homens, mas em Janeiro de 2000 o sistema de designação das tempestades tropicais mudou. Actualmente, cada um dos catorze membros do Comité dos Tufões elabora de seis em seis anos uma lista com nomes que podem ser atribuídos às tempestades tropicais. O baptismo dos tufões é rotativo. Contudo, a elaboração da lista segue alguns critérios. “Temos de enviar as designações que propomos para que os restantes membros do Comité dos Tufões possam analisar, de modo a que o nome não seja considerado ofensivo para nenhum país ou região”. Desde Janeiro de 2007 que Macau tem uma lista de cinco nomes: Bebinca (pudim tradicional macaense), Peipah (peixe de estimação), Lin Fa (flor de lótus), Malou (em português Ágata, uma pedra preciosa) e Sanvu (coral). No ano passado, a RAEM já nomeou um tufão, o Chanchun (Pérola), pelo que na próxima sessão anual do Comité dos Tufões terá que propor uma nova designação. Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos organizaram um concurso em que o público sugeriu vários nomes. As escolhas do júri recaíram sobre Guia, Amigo, Sanba (São Paulo), Serradura e Zui-Long (dragão embriagado).

Termiologia técnica

 

As designações das tempestades tropicais dependem da velocidade média do vento.

Tempestade tropical – Tempestade que, acompanhada de ventos fortes, afecta uma área muito extensa, formando-se normalmente, em zonas marítimas de baixa latitude. O movimento da massa de ar quente e húmido pode influenciar uma área circular com cerca de 1000 km de diâmetro. No hemisfério norte o movimento da circulação em espiral do ar é no sentido contrário ao dos ponteiros dos relógios. No hemisfério sul o movimento das massas de ar é no sentido dos ponteiros do relógio.

Depressão Tropical

 

Ventos entre 40 e 60 km por hora

Ciclone Tropical Severo

Ventos entre 85 e 118 km por hora

Tufão

 

Ventos acima de 118 km por hora

A designação dependa da zona geográfica dos ciclones trópicas

 

Tufão

 

Noroeste do Oceano Pacífico – atingido os países da Ásia Oriental

 

Furacão

 

Atlântico Norte, Pacífico Sul e Nordeste do Pacífico – afectando as Caraíbas e a costa ocidental dos Estados Unidos e México.

 

Tempestade Ciclónica Severa

 

Norte do Índico – atingindo a Índia, Sri Lanka, Maldivas ou Bangladesh.

 

Ciclone Tropical Sudoeste do Índico – afectando

 

Moçambique, Maurícias, Moçambique ou Madagascar.

 

Tufões de outras eras

Noutros tempos a passagem por Macau de um tufão era sinónimo de destruição e, por vezes, de feridos ou mortes. O primeiro tufão de que há registo assolou o território no dia 5 de Setembro de 1738. Relatos da época referem que “nesse dia e até à manhã do dia seguinte, sofreu esta cidade e porto de Macau um horroroso tufão que pela grandeza dos estragos e desastres que dele constar, deve ser considerado talvez o maior que nestas paragens se viu”.

 

Mais devastador foi o fenómeno natural que visitou Macau na noite de 22 para 23 de Setembro de 1874. Estima-se que cerca de quatro mil pessoas terão morrido na sequência da passagem desse tufão cujo relato ficou registado por Pedro Gastão Mesnier, secretário do Governador, no Boletim Oficial da Província de Macau e Timor. “Encapelando-se em montes sobrepostos, o mar levantou-se numa vaga medonha, e sopesando-se num instante, precipitou-se de chofre sobre toda a parte oriental da cidade, desde o forte de São Francisco até à Barra. As portas das casas da Praia Grande foram arrancadas ( … ) Peças de artilharia de muitas toneladas foram desmontadas, e transportadas a grande distância”. Os prejuízos foram estimados na altura em cem mil patacas. A força dos ventos foi tal que nem o Farol da Guia – inaugurado dez anos antes – escapou, danificando a sua torre. Um ano depois um outro tufão arrastou mais de 140 embarcações e danificou quase duas dezenas de habitações e edifícios, entre os quais o Palácio do Governo, na Praia Grande. O Governador da altura, José Maria Lobo de Ávila, escapou por pouco à morte.

Prevensão mais eficaz

 

Nas primeiras décadas do século XX, o grau de destruição ainda foi assinalável. A 18 de Agosto de 1923 um ciclone tropical destruiu cerca de duzentos prédios, afundou dezenas de barcos e provocou a morte a quatrocentas pessoas. Alguns anos mais tarde, um outro tufão passou a apenas 16 quilómetros de Macau. Esta tempestade acabou por não causar estragos assinaláveis, em grande medida devido às melhorias das previsões dos Serviços Meteorológicos e do sistema de alerta. Nesse dia, o Observatório de    Hong Kong registou rajadas de vento a 267 quilómetros por hora, o valor mais elevado de sempre. Depois da II Guerra Mundial os tufões ganharam nome, passando a ser baptizados pelas autoridades norteamericanas de Guam. O Glória, em 1957, passou perto da costa de Macau trazendo consigo doze horas seguidas de ventos fortes. Sete anos mais tarde, o Ruby soprou rajadas de ventos a uma velocidade de 211 quilómetros por hora O sinal 10 voltou a ser hasteado apenas em 1979, quando o Hope, vindo de Hong Kong passou ao lado de Macau, subindo pelo Delta do Rio das Pérolas até enfraquecer.

A fúria de Ellen

 

Um tufão que ainda está bem vivo na memória de muitos residentes é o Ellen. Na madrugada de 9 de Setembro de 1983, vindo de sudeste, o olho do tufão espreitou Macau, passando junto à zona oriental da península de Macau. Ellen deixou um rasto de destruição e morte como há vários anos já não se via. Na Doca de Lam Mau dez pescadores morreram em resultado do afundamento de vários juncos.
Nos últimos vinte anos, o sinal n° 10 só voltou a ser içado por duas vezes. Em 1991, o Becky assustou, mas com ventos inferiores a 110 quilómetros por hora acabou por não causar mortes nem feridos, provocando inundações nas zonas ribeirinhas e desalojando centenas de pessoas.
A última vez que os Serviços Meteorológicos e Geofísicos hastearam o sinal 10 foi em 16 de Setembro de 1999. Nesse dia, o olho do York passou pela ilha de Lantau desviando-se para oeste, mas sem chegar a visitar Macau. Na região administrativa especial vizinha, este tufão deixou má memória causando uma morte e 300 feridos. Em Macau as chuvas torrenciais causaram inundações nas zonas baixas da cidade e vários placards e árvores foram arrancados. Num ano em que as tempestades tropicais estiveram particularmente activas nesta zona do mundo – chegaram ao Mar do Sul da China dezasseis tufões – o York transportou ventos cuja rajada máxima atingiu os 150 quilómetros por hora.

Meteorologia Lusófona em Macau

 

Macau vai receber, de 12 a 14 de Junho, o IV Encontro de Serviços Meteorológicos e Geofísicos da China, Macau e Portugal. A reunião vai ter a participação, pela primeira vez, técnicos dos países de língua portuguesa. “Tendo em conta a aproximação da China aos países lusófonos e o papel de Macau nesse processo, pareceu-nos ser interessante e enriquecedor trazer representantes dos Serviços Meteorológicos dos países de língua portuguesa”, explicou António Viseu, subdirector dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos de Macau. As reuniões entre os responsáveis de Lisboa, Pequim e Macau tiveram início em 2000, quando a RAEM recebeu o primeiro evento. Dois anos mais tarde decorreu em Lisboa. A terceira edição realizou-se em Xangai. Ao longo de três dias, os Serviços Meteorológicos da China, com Macau, e dos países de língua portuguesa vão debater os avanços tecnológicos e a investigação que tem sido feita acerca de fenómenos meteorológicos severos, como ciclones, tufões e tempestades. “Podemos comparar a experiência de cada um e tirar proveito da troca de opiniões entre os participantes”, sublinhou António Viseu.

 

Sede do Comité dos Tufões

 

É num edifício histórico, no Largo Eduardo Marques, na ilha de Coloane, que a equipa liderada por Olavo Rasquinho encontra o ambiente indicado para desenvolver as actividades do secretariado dos tufões. Depois de oito anos de ausência, Olavo Rasquinho regressou ao território onde foi, entre 1996 e 1998, director dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos. Quando recebeu o telefonema e perguntar se autorizava que o seu nome fosse recomendado pelo Governo de Macau para chefiar o secretariado dos tufões no caso de a candidatura da RAEM sair vencedora, estava já reformado dos Serviços de Meteorologia de Portugal. A candidatura de Olavo Rasquinho foi bem recebida, uma vez que “alguns directores dos serviços de países da Ásia Oriental ainda se lembravam do nome”. A seu cargo tem, desde Fevereiro de 2007, uma equipa de três técnicos ligados à meteorologia e hidrologia que tem por missão colocar em prática as deliberações tomadas na Assembleia do Comité dos Tufões.
Depois de Manila nas Filipinas, ter sido a cidade-sede do secretariado, a RAEM foi escolhida para albergar este órgão executivo por várias razões. Em primeiro lugar, explica Olva Rasquinho, “os países e regiões do Comité dos Tufões estavam interessados em mudar o local da sede para um país ou região que tivesse melhores condições”. As autoridades de Macau movimentaram-se e na reunião do Comité dos Tufões que teve lugar em Hanói em Dezembro de 2005 a RAEM obteve doze votos a favor e apenas dois contra, passando a receber, pelo menos nos próximos quatro anos, a sede do secretariado.
Na prática o que faz o secretariado dos tufões? “Faz a interligação entre os países membros, organiza cursos de formação, prepara seminários e promove a investigação”, responde Olavo Rasquinho. O trabalho passa pela coordenação das actividades de três vertentes, que funcionam de forma interdependente: a meteorologia, hidrologia e protecção civil. Olavo Rasquinho exemplifica, em jeito de pergunta: “O que interessaria prever o tempo sem haver mercanismos para prevenir e avisar as populações?”.
Os meteorologistas analisam os movimentos das massas de ar e prevêem o estado do tempo, ao passo que os hidrólogos se ocupam dos efeitos que os tufões têm nos caudais dos rios. A protecção civil actua junto da população, com vista à prevenção face aos desastres naturais e ajuda na remoção dos estragos causados pelos tufões.

O que é o Comité dos Tufões?

 

Criado em 1968, o Comité dos Tufões é uma organização inter-governamental que congrega doze países eterritórios que são afectados pelas tempestades tropicais que nascem na zona ocidental do Oceano Pacífico. Nos primeiros anos, o Comité dos Tufões – estabelecido sob os auspícios da Organização Mundial de Meteorologia e da Comissão Económica para a Ásia e Extremo Oriente (ECAFE) – era composto pelo Cam boja, China, Hong Kong, Laos, Malásia, Filipinas, Coreia do Sul, Tailândia e Vietname. Macau aderiu ao Comité dos Tufões em 1992, no mesmo ano em que a Coreia do Norte passou a integrar a organização. Mais tarde os Estados Unidos e Singapura juntaram-se ao Comité dos Tufões, uma das cinco organizações regionais que lidam com os ciclones tropicais em cinco zonas dos do mundo: Caraíbas, Pacífico Oriental, Sul do índico, Pacífico Sul e Ásia Oriental. A próxima reunião geral desta organização vai decorrer no último trimestre deste ano em Macau.

Sinal de alerta: o centro de uma tempestade tropical está a menos de 800 km da RAEM podendo vir a afectar a RAEM.
– Verificar a segurança dos objectos que possam ser arrastados ou destruídos pelo vento: tapumes, andaimes, vasos, antenas, etc. Manter as pequenas embarcações na vizinhança dos abrigos.

O centro da tempestade tropical movimentam-se de forma a ser possível que se façam sentir na RAEM ventos compreendidos entre 41 km/h e 6 km/h com rajadas de cerca de 110 km/h.
– Recolher as embarcações aos abrigos e portos de segurança; Verificar a segurança das portas e janelas; desobstruir as sargetas e goteiros; acompanhar os boletins meteorológicos emitidos pelo rádio, televisão e outros meios electrónicos de comunicações.

O centro da tempestade tropical está a aproximar-se sendo possível o registo na RAEM de vento do quadrante indicado entre 63 km/h e 117 km/h com rajadas de cerca de 180 km/h.

– São encerrados todos os estabelecimentos de ensino. As crianças devem permanecer em casa. – Portas e janelas fechadas, com segurança.

– Concluir todas as medidas habituais de precaução.

– As pontes podem ser encerradas a qualquer momento, havendo um aviso prévia. As emissoras passam a trabalhar em regime permanente.

O centro da tempestade tropical continua a aproximar da RAEM e prevê-se que a RAEM será severamente afectado.

– Circulação de peões e viaturas reduzindo ao mínimo indispensável. Reforçar as portas e janelas mais expostas com trancas ou móveis pesados.
Seguir as recomendações e avisos difundidos pelos meios de comunicação. Estar atenta a que uma acalmia temporária indica normalmente que o centro da tempestade tropical está sobre RAEM.

Aproxima-se uma tempestade tropical cuja centro passará nas vizinhanças imediatos da RAEM, admitindo-se que o vento médio exceda os 118 km/h com rajadas de grande intensidade.

– Circulação de peões e viaturas reduzindo ao mínimo indispensável. Reforçar as portas e janelas mais expostas com trancas ou móveis pesados. Seguir as recomendações e avisos difundidos pelos meios de comunicação. Estar atenta a que uma acalmia temporária indica normalmente que o centro da tempestade tropical está sobre RAEM.

Trajectória dos tufões que afectam Macau

 

As tempestades tropicais que afectam Macau formam-se, geralmente, no Oceano Pacífico, a leste das Filipinas, percorrendo uma trajectória de sudoeste para noroeste. Por vezes formam-se no Mar do Sul da China, apresentando, em contrapartida, menor intensidade e uma trajectória mais irregular.

Como se forma um tufão

 

Na zona de formação das tempestades tropicais, a temperatura da água do mar tem que ser pelo menos de 27 graus e a humidade relativa do ar terá que ser superior a 85 por cento. A força resultante do movimento de rotação da Terra – a chamada força Coriolis – vai intensificando a circulação ciclónica, dando origem a espirais ascendentes centrifugas. À medida que a circulação ciclónica se intensifica, a velocidade do vento aumenta e o mar fica mais agitado. Na sua fase inicial um tufão surge como um aglomerado de nuvens isoladas que se desenvolvem de forma independente. Essas nuvens acabam por se juntar, formando uma gigantesca bomba aspiradora. O efeito de sucção de aspiração do ar quente e muito húmido sobe em esperais, envolvendo assim “o olho do ciclone”até às zonas mais elevadas da atmosfera. Aí um forte anti-ciclone faz com que as espirais divirjam para o exterior.

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