Terça-feira, Julho 7, 2020
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Visita à Lusofonia

Visita à Lusofonia

 

Ao longo de 33 dias, dois jornalistas do do jornal Ta Kung Pao visitaram Angola, Moçambique, Brasil e Portugal, numa missão que tinha como objectivo avaliar o impacto da dinânica gerada pelo Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (FCECCPLP). Depois de encontros e entrevistas com 50 representantes de 38 organizações, os jornalistas Chang Sui Wai e Sum Kong Kun vislumbraram äs grandes potencialidades para o incremento substancial das relações comerciais”.
A visita foi organizada pelo Gabinete de Comunicação Social do Governo de Macau, com o apoio de outras entidades.
Além de destacarem a oportunidade de conhecer paisagens naturais únicas, os repórteres mostraram-se bem impressioinados com a forma como os responsáveis políticos e agentes emprensariais estão interessados no processo de desenvolvimento da China nos últimos 20 anos e com a vontade de aprofundamento das relações com Pequim e Macau.
Os agentes económicos contactados pelos jornalistas do Ta Kung Pao salientaram a forma como Macau serve de plataforma para os contactos com a China e Hong Kong. “Para quem tem relações económicas e comerciais com a China a posição de Macau é insubstituível”, anotam. Por exemplo, no Brasil, onde vivem e trabalham centenas de milhar de chineses, desde logo, o facto de na RAEM o português também ser língua oficial loi relerido como um forte factor de proximidade por um responsável do Ministério do Comércio Externo.
Quando representantes de empresas ou de departamentos do comércio brasileiros viajam para a China, Macau é visto como uma paragem muito importante.

O caso de sucesso de Martin no Brasil

 

As relações entre a China e o Brasil vivem momentos de grande fulgor, num momento em que os dois países emergem na economia internacional. Em grande medida o reforço das relações comerciais deve-se à combinação das necessidades do mercado chinês com os abundantes recursos naturais e a riqueza do Brasil em termos de matérias-primas. Em São Paulo, os repórteres encontraram Fernandric Martin, um macaense que emigrou para o Brasil há vários anos, onde gere uma companhia de exportação de carne de vaca e galinha para Hong Kong. O facto de ser fluente em cantonês e em português traz-lhe vantagens naturais que passam também pelo domínio da cultura empresarial do Brasil e de Macau e Hong Kong. O caso de Martins é referido como ilustrativo sobre a forma como Macau pode tirar proveito do seu Angola vive, há cinco anos, dias de paz e reconstrução e Moçambique está numa zona de entrada para os mercados da África Austral Setembro, 2007 papel de intermediário. “Estamos perante uma oportunidade de ouro para Macau”, escrevem os jornalistas.
Ivo Ramalho, vice-director do Departamento de Comércio e Indústria do Brasil, concorda com a visão de Macau como plataforma de comunicação entre o Brasil e a China. Com o aumento das relações sino-brasileiras, o papel da RAEM também é reforçado.

Acesso à África Austral

 

Em Moçambique, país com vastos recursos naturais por explorar, o ambiente é cada vez mais propício para o investimento de empresas chinesas. O Ministro moçambicano do Comércio, António Fernando, salienta as vantagens que o país tem para atrair agentes económicos externos: por um lado o país está localizado numa zona de entrada para os mercados da África Austral, por outro o governo de Maputo está a desenvolver políticas de formação dos recursos humanos com vista à preparação de Moçambique para responder aos investimentos que estão projectos para o país. António Fernando também sublinha que Macau tem um papel essencial a desempenhar uma vez que funciona como uma plataforma de serviços que serve de interligação com a China continental e com outros países da Ásia Oriental.
Em Angola, as portas também estão abertas e o tapete está estendido aos investidores chineses. Joaquim Augusto de Lemos, Chefe do Departamento para a Ásia do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Angola, afirma que o país precisadaexpetlência que a China temem várias áreas, nomeadamente no sector da construção e das infra-estruturas, numa altura em que, depois de quatro décadas de guerra, Angola vive, há cinco anos, dias de paz e reconstrução. “Precisamos de apoio e de ajuda dos nossos camaradas chineses Deste penodo”, afirma.
Irene Neto, vice-ministra das Relações Exteriores de Angola, refere que Angola está a aprender com a China em todas as frentes. Angola espera poder beneficiar com os investimentos chineses em vários aspectos. especialmente ao nível da aprendizagem de tecnologias que possam elevar os níveis de qualidade das indústrias locais.

Porta para a Europa

 

Cada um dos países lusófonos apresenta factores atractivos para o investimento chinês. Portugal é uma porta de entrada para os restantes países da União Europeia”, defende Basílio Horta, chefe da Agência para o Investimento, Comércio e Exportações de ponugal (AICEP). Teodo em conta os laços seculares de Portugal com a China, as autoridades portuguesas desejam tirar proveito da dinâmica gerada pelo FCECCPLP. Basílio Horta pretende atrair investimentos chineses em várias áreas. A equipa de jornalistas do Ta Kung Pao refere tambán que os países lusófonos com relações com a China que não teve a oportunidade de visitar – Cabo Verde, Guiné-Bissau e Timor-Leste- também têm grandes mais-vatias. quer do ponto de vista estratégico, quer em termos de matériasprimas e recursos naturais. Em conclusão, os jornalistas argumentam que se Macau souber aproveitar as vantagens que tem sobretudo em aspectos como a língua e a qualidade dos serviços, no curto prazo, o seu papel como plataforma com os países lusófonos será cada vez mais óbvio…

 

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