Terça-feira, Junho 2, 2020

A maior de sempre

 

A 12ª edição da Feira Internacional de Macau (MIF) “excedeu todas as expectativas”, comentou à revista MACAU o presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM). Lee Peng Hong destacou o número de visitantes: mais de 52 mil e os acordos assinados, no valor de 38,7 mil milhões de patacas. O montante dos acordos comerciais pode, no entanto, aumentar nos próximos meses, uma vez que as empresas acabam por assinar compras/vendas ou parcerias mais tarde, depois de na feira terem sido estabelecidos os primeiros contactos.

Durante os quatros dias do certame, realizaram-se vários iniciativas, nomeadamente acções de promoção do centro de procura de produtos e serviços de business matching, envolvendo produtos oriundos da China, de países de língua portuguesa, Estados Unidos, Japão, Macau e Hong Kong, entre outros. Nas sessões de procura de produtos participaram 35 empresas. Na 12ª MIF realizaram-se 34 fóruns, sessões de intercâmbio e seminários de promoção, em que participaram quase 3000 pessoas. Destaque também para as provas de vinhos e azeites portugueses. A feira proporcionou ainda 1450 postos de trabalho temporário.

O Departamento de Ciências Económicas da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Macau realizou um inquérito, junto dos profissionais e expositores. “31,6 por cento dos visitantes profissionais já tinha marcado presença na edição do ano passado. 76,2 por cento classificou a organização de 2007 como a melhor de sempre. 13 por cento não notou diferenças”, referiu Kwan Fung, docente daquele departamento . Uma grande maioria dos inquiridos (83 por cento) manifestou a intenção de participar na MIF de 2008.

A edição de 2007 da Feira Internacional de Macau, que decorreu no complexo Venetian, foi o maior certame de sempre, com um total de 889 stands, número 2,7 vezes superior aos 326 instalados no ano passado. Os expositores da feira eram provenientes de 31 países e territórios (uma subida de 48 por cento), designadamente da China, Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Timor-Leste, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Áustria, Bélgica, República Checa, Alemanha, Hungria, Holanda, Polónia, Espanha, Inglaterra, Chile, África do Sul, Dubai, Egipto, Índia, Paquistão, Japão, Tailândia, Hong Kong, Macau e Taiwan.

Os países de expressão portuguesa marcaram uma forte presença. Portugal esteve representado por 69 empresas ou instituições, Angola (43), Cabo Verde (16), Moçambique (13), Guiné-Bissau e Brasil (9). Para a coordenadora do Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial, “a China demonstrou interesse pela oferta que Angola tem em matéria de investimentos de construção civil. O Brasil tentou convencer os empresários chineses a utilizar o metanol e o etanol”. Rita Santos acrescentou que Cabo Verde vai realizar em breve um encontro com empresários chineses e que a Guiné-Bissau mostrou as suas potencialidades na área do alumínio.

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