Quinta-feira, Julho 2, 2020
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A Oriente do Silêncio

 

 

Mais uma estreia, a do actual director do Instituto Português do Oriente na poesia. O livro “roubado” da gaveta do autor e publicado em Janeiro nasceu de uma paixão pelas tradições poéticas orientais. Da poesia da dinastia Tang, na China (618-907), à poesia haiku, que surge mais tarde no Japão, são “registos do instante” divididos em seis capítulos independentes entre si, onde não faltam referências a artistas de eleição do autor, como o pintor chinês Wang Wei e o poeta português Fernando Pessoa. Lê-se na introdução disponível no sítio online da editora que “é um relato sensível do aqui e agora do lugar (…) o estar que transcende a dimensão do texto, reservando um espaço para o silêncio entre as palavras, o tecido intersticial que afinal confere sentido ao próprio texto”. Uma incursão inédita que pode ser a primeira de muitas do autor lisboeta com ascendência portuguesa de Portugal e de Macau, onde vive há 28 anos.

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