Domingo, Maio 31, 2020
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Cartaz :: Junho a Agosto 2013

 

ESPECTÁCULOS

 

O Regresso do Mestre – Recital de Piano por Sequeira Costa

15 de Junho, Centro Cultural de Macau

Bach, Beethoven, Chopin, Vianna da Motta e Áureo de Castro. Sequeira Costa interpreta os clássicos e não só, num recital que assinala as Comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas e as comemorações dos 500 Anos do Encontro Luso-Chinês. A Casa de Portugal traz a Macau o músico que conta mais de seis décadas de carreira, vencedor do Grande Prémio de Paris no Concurso Internacional Marguerite Long, e que continua a fazer digressões, actua nos mais importantes palcos internacionais, orienta cursos de aperfeiçoamento e integra júris de concursos internacionais. A discografia de Sequeira Costa inclui a música para piano solo de Ravel, Chopin, Schumann, Albéniz, Bach/Busoni, Vianna da Motta e Rachmaninov e A Musical Snuffbox, dedicado a uma selecção de 23 encores. Gravou também as obras completas para piano e orquestra de Rachmaninov e gravou em 2006, em Londres, as gravações integrais das Sonatas para Piano de Beethoven, em dez volumes. Este ano relança essas sonatas e Rapsódia Sobre Um Tema de Paganini de Rachmaninov.

 

 

Luís Represas ao vivo em Macau

8 de Junho, em local a confirmar

Também está integrado no programa cultural do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. O músico português, ex-Trovante, visita Macau numa altura em que prepara o próximo disco de originais. Entre os maiores êxitos do artista está o tema Feiticeira, que compôs e interpretou com Pablo Milanés. Na bagagem traz discos como Cumplicidades (1994), feito com a colaboração do falecido pianista Bernardo Sassetti, a Hora do Lobo (1998) e Código Verde (2000), onde se inclui o tema O Lado Bom da Saudade apresentado na cerimónia da transferência de administração de Macau. Lançou o 13.º álbum, Luís Represas e João Gil, em 2011, ex-companheiro dos Trovante com quem continua a colaborar e com quem criou o projecto Missa Brevis, uma missa cantada em latim e apresentada na Igreja de São Roque, em Lisboa.

 

 

Boxe, Boxe

Compagnie Käfig

8 de Junho, Centro Cultural de Macau

A companhia francesa apresenta um espectáculo que funde a dança contemporânea com uma diversidade de disciplinas incluindo o circo, as artes marciais e a música ao vivo a emergir do mundo do boxe. O coreógrafo e ex-lutador francês Mourad Merzouki, boxer e dançarino, é o autor do espectáculo que, assegura, é mais do que luta numa atmosfera sedutora marcada pela influência de filmes mudos. Merzouki visitou Macau pela primeira vez em 2007 com a mesma companhia e o espectáculo Terra de Ninguém. Este Boxe, Boxe é acompanhado por uma banda sonora tão ecléctica como Mendelssohn, Schubert ou Phillip Glass, musicados ao vivo por um quarteto de cordas, misturados com hip-hop. O espectáculo está inserido na programação do festival Le French May 2013. Paralelamente será organizado um workshop de dança orientado por elementos da companhia Käfig.

 

 

Mapping: Fabricado em Macau 

Até 8 de Junho, Casa do Mandarim

De sexta-feira a domingo, às 20h, 20h30 e 21 horas, o Instituto Cultural de Macau e o Centro Amador de Estudos Permanentes de Macau (iCentre) apresentam o espectáculo concebido para a fachada da Mansão Yuqing dividido em quatro capítulos: “A Origem”, “Período Dourado”, “Degradação” e “Renovação”. Através de som e imagens o público testemunha, por ordem cronológica, os vários incidentes que tiveram lugar na Casa do Mandarim, além de episódios da vida do antigo proprietário da casa, Zheng Guanying. O espectáculo audiovisual de dez minutos foi criado no seguimento do êxito dos Encontros: Mapping Audiovisual nas Ruínas de S. Paulo do ano passado, da autoria da Comunidade Criativa Aberta Audiovisual Telenoika, de Espanha. É o resultado de três workshops intensivos de mapping no iCentre, dado por profissionais do grupo espanhol e outros locais, durante o Outono e Inverno.

 

 

EXPOSIÇÕES

 

Transit

António Conceição Junior

Até 29 de Junho, Creative Macau

É a visão curiosa do mundo que o rodeia usando o real como matéria-prima através da fotografia, uma paixão antiga. A mostra exibe uma série de imagens abstractas concebidas pelo designer e consultor de arte do Museu de Arte de Macau com seis obras sobre fotografia publicadas, dentro do estilo abstraccionista ou mesmo expressionista, muito semelhante à pintura. António Conceição Júnior, também artista plástico, criador de moda, professor e presidente do Sporting de Macau, também tem obra publicada na área da banda desenhada e lançou, em 2011, o livro de crónicas Conversas do Chá e do Café, em Macau e em Lisboa, com vivências, experiências e memórias do autor multidisciplinar macaense sob a forma de pequenas narrativas.

 

 

CSI: The Experience

Até 15 de Junho, Sands Cotai Central

É a oportunidade de ser investigador por um dia como as personagens da série norte-americana CSI Las Vegas, com versões também “Nova Iorque” e “Miami”. A série foi criada por Anthony E. Zuiker e é emitida há 13 anos, por isso não é propriamente desconhecida do público, nem ocidental nem asiático. Nesta exposição, o visitante pode simular a investigação de três “cenas de crime” à escolha, entre a de uma mulher assassinada à porta de um motel, um esqueleto perdido no meio do deserto e um suposto acidente de viação. A mostra inclui vários “laboratórios” interactivos onde o visitante pode aprender os princípios científicos e técnicas de investigação policial com a ajuda das próprias personagens da série, através de vários pequenos ecrãs espalhados pelo espaço montado no terceiro andar do Sands Cotai Central.

 

Building Dwelling Thinking

Estudantes da Universidade de São José

Até 10 de Junho, Creative Macau

A exposição mostra os trabalhos dos alunos da licenciatura de Arquitectura da Universidade de São José criados no ano académico de 2012/2013. São visões futuristas da arquitectura e urbanismo em Macau, desde projectos de residências até planos urbanísticos de larga escala. As obras são apresentadas em formato de desenho, digital e maquete. Inclui uma instalação no tecto feita de painéis de acrílico e um sistema de iluminação LED, desenhado e construído pelos estudantes. Também faz parte da exposição um pavilhão de bambu e materiais têxteis em larga escala montados no jardim Ho Yin.

 

 

Yang Shan Shen – O Legado: Exposição Comemorativa dos Cem Anos do seu Nascimento

Até 9 de Junho , Museu de Arte de Macau

Assinala o centenário do nascimento do mestre da Escola de Pintura de Lingnan e contou com o apoio da família de Yang Shan Shen [1913-2004], e curadoria do antigo discípulo do pintor Yung Shing Cho. A mostra exibe 115 trabalhos realizados durante a carreira de cerca de 70 anos do artista, dentro dos mais variados temas e estilos. Conhecido como “Liuzhai”, Shen nasceu em Cantão e mudou-se para Hong Kong nos anos 1930, onde começou a pintar. Gostava especialmente de emular as pinturas e desenhos antigos, e aprendeu e desenvolveu o talento pintando-se a si mesmo. Chegou a Macau fugido das invasões nipónicas em 1941 e cá fundou a Associação de Pintura Xieshe com Gao Jianfu, Feng Kanghou e outros. Regressou a Hong Kong em 1945 onde continuou a carreira, que passou também pelo ensino, e fundou a Associação de Arte Chun Feng na década de 1970. Foi distinguido com o título de Membro por Mérito nas Artes Visuais pelo Conselho de Desenvolvimento das Artes de Hong Kong em 1999.

 

 

Le French May

Vários eventos, vários locais

Até 23 de Junho celebra-se a arte em comunhão com França e Hong Kong naquele que já é um dos festivais de arte mais prestigiados na China. Este ano a ramificação em Macau do Le French May, que vai na 21.ª edição, apresenta nove eventos. O primeiro é Napoleão e as Artes Decorativas: Tesouros dos Palácios Imperiais, patente no Museu de Arte de Macau. A primeira vez que peças decorativas do antigo imperador francês saem de França para serem exibidas ao público numa exposição feita propositadamente para o espaço cultural local. No One Central Macau e Mandarin Oriental, o artista franco-argentino Pablo Reinoso apresenta Esculturas Vivas.  É a estreia do designer na China com 11 conjuntos de peças de madeira e aço, incluindo espelhos, cadeiras e bancos que compõem o que Reinoso, que já expôs em galerias de Nova Iorque a Paris e Veneza, chama de “diálogo interno entre arte e design” dentro do conceito de funcionalismo.

 

 

Fuga Técnicas – Fotografias de Jean Baudrillard

Até 28 de Julho

Galeria do Tap Seac

São imagens daquele que é um dos pensadores franceses mais lidos na China. O Museu de Macau recebe a exposição com meia centena de trabalhos fotográficos de Jean Baudrillard (1929-2007), frequentemente considerado um dos maiores gurus da teoria pós-modernista francesa, que comentava alguns dos fenómenos culturais e sociológicos mais proeminentes da era contemporânea, sobretudo nos campos dos modos de mediação e comunicação tecnológica. Através da fotografia manifestou as diferentes formas de olhar e compreender o mundo, imagens que agora podem ser vistas na galeria do Tap Seac e que foram seleccionadas pessoalmente por Marine Baudrillard, a mulher do falecido pensador, com o apoio do curador sino-francês Fei Dawei.

 

 

Mundo da Fantasia – Chinoiserie

Até 18 de Agosto, Museu de Macau

É um conjunto de 80 peças emprestadas pelos Museu de Artes Decorativas, Museu do Louvre, Museu de Belas Artes e Arqueologia, todos de França, e Wynn Macau e inclui pinturas a óleo, gravuras, porcelanas e tapeçarias, focadas no entusiasmo histórico por objectos importados do Império do Meio, particularmente pelas cortesãs do Rei-Sol. A mostra recorda a chegada dos primeiros missionários europeus à China da dinastia Ming (1368-1644), que levaram de regresso à Europa os conhecimentos acumulados pelos chineses sobre filosofia, religião, ciência, tecnologia e arte. Apresenta a “chinoiserie” criada pelos europeus que ganhavam interesse por artigos vindos da China e tentavam imitar o estilo da arte e costumes, penetrando em todos os aspectos da vida quotidiana desde os utensílios à decoração da casa e arquitectura paisagística.

 

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