Terça-feira, Junho 2, 2020
Inicio Espectáculos & Exposições Cartaz :: Junho e Julho 2014

Cartaz :: Junho e Julho 2014

 

 

EXPOSIÇÕES

AGENDA

 

A viagem intercultural de um londrino com raízes no Bangladesh

 

Este é considerado o trabalho mais íntimo e revelador do célebre coreógrafo e intérprete Akram Khan. Movendo-se entre a Inglaterra e o Bangladesh, Khan tece fragmentos de memória, de experiência e de mito e explora a fragilidade humana perante forças naturais, ao mesmo tempo que enaltece a resistência de espírito do mais comum dos mortais, perante os ritmos de trabalho, o sonho, a história, a transformação e a sobrevivência.

Como criança em Londres, encantando por Michael Jackson, Akram Khan, nunca se interessou pelas suas raízes no Bangladesh como os seus pais, que lá nasceram e mais tarde emigraram para Inglaterra, gostavam. Mas se há coisa pela qual ele sempre se interessou foi a dança. Já em adulto, e depois de aperfeiçoar conhecimentos no Kathak (forma clássica da dança indiana), Khan seguiu pelo caminho da dança ocidental contemporânea na faculdade. O seu corpo é agora instrumento da colisão destas duas formas de representação, conhecidas pela marcante interculturalidade e interdisciplinaridade.

Em digressão desde 2011 com o espectáculo Desh: A dimensão épica de uma jornada pessoal, o coreógrafo e dançarino chega pela primeira vez a Macau a trazer o seu talento mor, que tem arrancado aplausos pelo mundo inteiro: o fascínio em contar histórias, comunicar ideias inteligentes, corajosas e que trazem consigo o reconhecimento, o sucesso artístico e comercial. No dia 20 de Junho, Akram Khan pisa o palco do Grande Auditório do Centro Cultura de Macau, com uma sessão única às 20h00.

Quando o londrino ergue as mãos e faz uma sequência de movimentos verticalizados, as suas figuras indicam uma relação com o sagrado. Nos 80 minutos de actuação, se ouvirmos a intensa percussão dos pés, misturada a outros toques de tambor, então é muito provável que Akram esteja a fazer uma performance de Kathak, que remete o público às narrativas da mitologia hindu.

Desh, que em bengali significa “pátria”, é o espectáculo mais emblemático concebido por Khan e conduz a plateia a uma espécie de aventura muito pessoal e intensa até ao Bangladesh. Aclamado pelo jornal britânico The Times como um espectáculo que acolhe “as mais extraordinárias colaborações”, a produção inclui as estrelas Tim Yip, artista vencedor de um Óscar que concebe o cenário e projecções vídeo, e a compositora Jocelyn Pook, vencedora de um Premio Olivier.

Khan começou a interpretar as suas peças a solo na década de 1990 e lançou a sua própria companhia em 2002, tendo-se tornado num dos poucos coreógrafos a ganhar prestígio junto do público tanto na Europa como nos Estado Unidos, Médio Oriente, Ásia e Austrália. O coreógrafo colaborou com artistas de renome internacional como Juliette Binoche, Lin Hwai-min ou Kylie Minogue, e a sua companhia é considerada uma das mais inovadoras e importantes do momento. Com um premiado documentário a seu respeito, Akram Khan tornou-se um nome obrigatório no panorama da dança contemporânea actual. O artista encara a busca pelo terror climático e o uso da paralisia inesperada de gestos como poucos. No seu corpo, a performance é uma mistura de tradições: danças africanas, danças de rua e diversas modalidades de artes marciais parecem elevar o seu repertório de movimentos ao infinito.

 

Desh: A dimensão épica de uma jornada pessoal

Grande Auditório do Centro Cultural de Macau

20 de Junho

20h00

Bilhetes entre MOP 150 e MOP 300

 

 

OUTROS ESPECTÁCULOS

 

[MÚSICA] Quartetos de Cordas de Beethoven Série IV – Ares Austro-Alemães

Com a música de Beethoven, Schubert e Mendelssohn reunidos num só concerto, o público é convidado a participar numa viagem pela história da música que compreende a fase de transição do classicismo para o romantismo.

6 de Junho | 20h00

Teatro D. Pedro V

Bilhetes a MOP 60 e 80

 

[TEATRO] A Ilhota: nas ondas do amor

Quando um homem e uma mulher se encontram numa ilha remota, passado e presente confundem-se até os dois decidirem o que fazer com o seu destino.

28 de Junho | 20h00

Pequeno Auditório do CCM

Bilhetes a MOP 180

 

[TEATRO] Pâtacrêp’

Uma história de palhaços contada através do poder mágico da mímica e do malabarismo pelos actores da companhia francesa Choc Trio.

26 e 27 de Julho | 15h00 e 19h30

Pequeno auditório do Centro Cultural de Macau

Bilhetes a MOP 180

 

[TEATRO] Música Celeste

A companhia dinamarquesa Teater Refleksion traz a Macau o espectáculo infantil que propõe uma viagem de descoberta através da arte das marionetas.

De 29 de Julho a 3 de Agosto | 15h00, 17h00, 19h00

Pequeno auditório do Centro Cultural de Macau

Bilhetes a MOP 180

 

[WORKSHOPS] InspirArte no Verão 2014

Este Verão Macau acolhe um conjunto de workshops, com artistas de todo o mundo a mergulharem a cidade numa onda artística. Há cursos para crianças, jovens, famílias inteiras e para interessados em técnicas de bastidores.

De 1 de Julho a 31 de Agosto

Centro Cultural de Macau

 

*****

 

EXPOSIÇÕES

AGENDA

 

O regresso às velhas técnicas fotográficas

 

São mais de 200 momentos registados pelo fotógrafo britânico John Thomson em várias partes da China do início do século XIX, através da técnica de colódio húmido. O artista local Wong Ho Sang junta-se à exposição Colotopia-Retorno, patente no Museu de Macau até 31 de Agosto, com uma versão contemporânea da técnica oitocentista que tem a Macau de hoje como cenário

Colotopia-Retorno: Perspectivas Convergentes de John Thomson e Wong é na verdade duas exposições numa só. A primeira parte exibe os trabalhos originais do fotógrafo escocês John Thomson (1837-1921), publicados na revista londrina Illustrations of China and Its People, entre 1873-1874. São mais de 200 imagens registadas por toda a China, a revelar a vida quotidiana nas cidades e no campo do século XIX. São retratos e paisagens de um geógrafo viajante, considerado pioneiro em “fotografia de rua”.

Thomson foi também um dos precursores do uso do colódio húmido, um líquido viscoso de origem vegetal, com um cheiro forte e uma aderência fácil. Inicialmente aplicado no isolamento de ferimentos de guerra, o colódio não tardou a conquistar amantes da fotografia e foi utilizado durante décadas a partir de 1860 para revelar negativos em vidro. O processo era lento, mas o mais moderno da altura: a chapa, coberta com uma solução de colódio ainda húmida, era imersa numa solução de nitrato de prata. Depois de exposta, a chapa era revelada em ácido pirogálico ou em sulfato ferroso, sendo depois lavada e fixada em hiposulfito de sódio, novamente lavada e posta a secar. Todo o processo tinha de acontecer enquanto a chapa estava húmida, pois seca não era sensível nem ao revelador nem ao fixador.

Porém, Thomson não estava totalmente convencido da qualidade proporcionada pela técnica de impressão tradicional, e passou a testar a colotipia, o mais avançado e inovador método de impressão na altura, capaz de produzir imagens de elevada resolução. Para garantir uma boa impressão, ele próprio supervisionava todo o processo, que para cada negativo chegava a demorar duas horas para se ver revelada uma única fotografia.

 

Técnica antiga, Macau nova

Para tornar mais compreensível a técnica fotográfica oitocentista utilizada por John Thomson, a segunda secção da exposição exibe trabalhos obtidos pelo processo de colódio realizados pelo fotógrafo contemporâneo Wong Ho Sang. Macau foi o tema inspirador deste projecto especialmente concebido e produzido para a exposição. Das lentes do artista local saíram retratos, paisagens, construções e naturezas-mortas.

Além das fotografias, estão ainda expostas três câmaras em madeira de grande formato, das décadas de 90 do século XIX e de 60 do século XX, e de 2013, que mostram a evolução tecnológica da arte de fotografar.

 

Colotopia-Retorno: Perspectivas Convergentes de John Thomson e Wong

Museu de Macau

Até 31 de Agosto

De terça-feira a domingo | 10h00 – 18h00

Bilhetes a MOP 15

 

 

OUTRAS EXPOSIÇÕES

 

A-Ma-Gau

Exposição de Carlos Farinha

O artista luso-francês Carlos Farinha traz à Galeria Iao Hin uma colecção de 12 telas que são alegorias a Macau e que pretendem retratar as pequenas aventuras que o artista teve quando visitou a cidade e como se sentiu enquanto português.

Até 10 de Junho

Galeria Iao Hin (Rua da Tercena, 39, Macau)

Todos os dias das 11h00 às 19h00

Entrada livre

 

MultipliCidade

Exposição dos alunos de arquitectura da USJ

Os estudantes da licenciatura de arquitectura da Universidade de São José exibem trabalhos futuristas e novas opções urbanas numa mostra que tem como objectivo servir de montra para jovens talentos de Macau.

Até 14 de Junho

Creative Macau (Avenida Xian Xing Hai, Centro Cultural de Macau)

De segunda-feira a sábado, das 14h00 às 19h00

Entrada livre

 

Arte Como Lenda

Obras de Qi Baishi da Colecção da Academia de Belas Artes de Pequim

Este ano comemora-se o 150.º aniversário do nascimento de Qi Baishi, o mais venerado mestre da pintura chinesa do século XX. A exposição traz a Macau 300 trabalhos de Qi Baishi.

Até 15 de Junho

Museu de Arte de Macau

De terça-feira a domingo

Bilhetes a MOP 5

 

Onde é a China?

Obras de 28 artistas da China e de Portugal

A exposição de arte contemporânea centra-se, com recurso à pintura, escultura, fotografia e vídeo, numa das questões essenciais no futuro próximo, em que, devido à globalização, a China está a ser profetizada em toda parte e em lugar nenhum.

Até 7 de Julho

Museu do Oriente, Lisboa

De quinta-feira a domingo

Bilhetes a 5 euros

 

Máquinas de Costuras Clássicas

A exposição mostra a história de mudança da máquina de costura em Macau, co destaque para uma máquina com mais de 100 anos. O ambiente recria as oficinas de vestuário e alfaiatarias antigas de Macau.

Até 13 de Julho

Galeria de Moda de Macau (Rua de S. Roque, 47, Macau)

De terça a domingo

Entrada livre

 

Somos Amigos

Exposição de Intercâmbio Artístico

São pequenas obras de 22 artistas locais que demonstram como eles entendem o estado da arte contemporânea, que pretende reforçar o intercâmbio cultural entre criadores de Macau.

Até 3 de Agosto

Armazém do Boi (Av. Coronel Mesquita/ Av. Almirante Lacerda)

De quarta-feira a domingo

Entrada livre

ARTIGO