Sexta-feira, Junho 5, 2020
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Queniano Julius Kiplimo Maisei repetiu vitória na Maratona de Macau

Com os quenianos muito fortes, Dominic Kangor Kimwetich cortou a meta a dois segundos do vencedor e o pódio ficou completo com Duncan Cheruiyot Koech, que demorou mais três segundos do que Maisei para percorrer os 42 quilómetros do percurso.

Na competição feminina, a queniana Flomena Chepchirchir Chumba, com 02:33.24 horas, venceu a corrida, deixando a sua compatriota Hellen Wanjiku Mugo a 11 segundos e a chinesa Li Hua Gong, que ocupou o terceiro lugar do pódio, a 17 segundos.

Já a meia-maratona teve um sabor mais lusófono com o português Daniel Pinheiro e o cabo-verdiano Ruben Sanca, a conquistarem os dois primeiros lugares da prova com, respectivamente, o tempo de 01:07.43 horas e 01:08.19 horas.

O terceiro lugar do pódio da meia-maratona foi conquistado por Kun Wang, da China, com 01:09.36 horas.

Gil Quintas, de São Tomé e Príncipe, com 01:13.10 horas, Kuna Un Iao, de Macau, com 01:13.42 horas, Ribeiro Carvalho, de Timor-Leste, com 01:13.53 horas, Alexandre Djata , da Guiné-Bissau, com 01:16.59 horas e Francisco Clemente, da Índia, com 01:18.45 horas, fecharam o ‘top 8’ da prova onde participaram como atletas convidados pelos seus países ou territórios integrarem a Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa (ACOLOP). “Atendendo às condições atmosféricas e correr a esta hora, muito cedo, diria que foi uma corrida bem disputada, uma vez que o atleta segundo classificado andou comigo até cerca dos 18,5 quilómetros e só depois consegui impor um ritmo um pouco mais forte e ganhar alguma vantagem suficiente para vencer”, explicou Daniel Pinheiro.

Apesar da diferença horária – mais oito horas do que em Portugal – Daniel Pinheiro garante estar a “adorar” a estada em Macau e promete, se for convidado, voltar ao território em 2015.

Na competição feminina da meia-maratona, a queniana Edinah Koech venceu com 01:20.50 horas, seguida da portuguesa Cláudia Pereira com 01:22.49 horas e da cabo-verdiana Crisolita Silva com 01:26.15 horas.

Já a timorense Natércia Maia, ficou no quinto lugar com o tempo de 01:34.33 horas, atrás de Yangyang Wu, de Macau, que cortou a meta com 01:33.35 horas.

No final da prova, o presidente do Instituto do Desporto de Macau, José Tavares, fez um balanço positivo de mais uma edição da Maratona de Macau, destacando a “excelente participação” dos atletas da ACOLOP. “Fizeram uma excelente prova e com esta participação demos mais um passo para reforçar os laços que nos unem ao nível desportivo e isso é sempre positivo para todos aqueles que integram esta associação”, disse José Tavares.

O mesmo responsável lamentou não ter sido possível, tal como no ano passado, Julius Kiplimo Maisei bater um novo recorde da maratona, facto que também poderá estar relacionado com alterações ao percurso devido às obras que decorrem na ilha da Taipa para a construção do metro ligeiro. “Não foi possível, mas o balanço continua a ser positivo porque a maratona tem uma tradição desportiva internacional já relevante e serve de atractivo à participação da população a outros eventos como a mini-maratona”, explicou.

A Maratona Internacional de Macau, que se realizou pela 33.ª vez, distribuiu prémios pecuniários de cerca de 150.000 euros.

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