Sexta-feira, Junho 5, 2020
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Grande Prémio de Macau à porta

Um dos nomes confirmados hoje pela Comissão do Grande Prémio de Macau é o do piloto Álvaro Parente, que vai participar na primeira Taça GT Mundial da Federação Internacional do Automóvel (FIA), pela FFF Racing Team da McLaren, a qual junta ainda o britânico William Buller e André Couto, também português, que corre tradicionalmente com as cores de Macau.

Já para o Grande Prémio de Motos, outra das quatro corridas principais, chegam Nuno Caetano (Kawasaki) e André Pires (Yamanha).

A Taça GT Mundial da FIA – por ser a primeira – figura como uma das novidades (embora anteriormente anunciada) do cartaz, mas os contornos da prova – uma das quatro principais de um total de oito – foram apresentados pelo presidente da Comissão de GT da FIA, Christian Schacht.

Vinte e quatro pilotos, incluindo o italiano Edoardo Mortara ou o neozelandês Earl Bamber, de um total de 14 países e territórios, vão participar na corrida, que tem entrada confirmada de cinco fabricantes (Aston Martin, Audi, McLaren, Mercedes-Benz e Porsche). “Este é o resultado de duas histórias de sucesso: o conceito FIA GT3, utilizado na maioria dos campeonatos de GT em todo o mundo, e o lendário Grande Prémio de Macau”, realçou Christian Schacht.

“A corrida GT vem quase como uma consequência do desenvolvimento do projecto, que se iniciou em 2008 com as provas GT Macau, que a nível internacional fomos atraindo cada vez mais as atenções das marcas, mas também dos pilotos”, sustentou o coordenador do Grande Prémio de Macau, João Manuel Costa Antunes.

Outra novidade prende-se com “nova era” da tradicional corrida da Guia, realizada pela primeira vez em 1972, uma vez que, este ano, não conta com o WTCC. “A corrida da Guia, que é tradicionalmente uma corrida de carros de turismo, deu oportunidade para que a Série Internacional de TCR tenha aqui a sua final”, afirmou Costa Antunes.

“Estou convicto de que a Corrida da Guia 2.0T vai ter uma competição renhida”, disse.

Esta prova junta na lista de entradas o ‘Rei de Macau’ em carros de turismo, o britânico Robert Huff (Honda), que já alcançou sete vitórias, o suíço Alain Menu (Subaru), três vezes campeão no território, o italiano Gianni Morbidelli, antigo piloto de Fórmula 1, bem como o piloto português que corre com as cores de Macau Rodolfo Ávila.

Já na disputa da Taça Intercontinental em Fórmula 3, a ‘prova rainha’, vão alinhar na grelha de partida 28 carros. O vencedor de 2014, o sueco Felix Rosenqvist (Dallara Mercedes), de regresso como recém-campeão europeu de F3 da FIA, lidera a lista que inclui o japonês Kenta Yamashita e o neozelandês Nick Cassidy (Toyota), actualmente os líderes do campeonato de Fórmula 3 do Japão (que está na sua etapa final).

O brasileiro Pietro Fittipaldi, neto de uma das grandes referências do automobilismo, Emerson Fittipaldi, também vai participar na prova vista como “trampolim”.

Como notou Costa Antunes, “este ano, dos 20 pilotos na Fórmula 1, 13 já correram em Macau” e, ao longo dos últimos 30 anos, “oito campeões do mundo de F1 competiram na famosa prova, incluindo o lendário Ayrton Senna e Michael Schumacher, ou estrelas mais recentes, como Lewis Hamilton, Nico Rosberg ou Sebastian Vettel.

O Grande Prémio de Motos, que parte para a 49.ª edição, vai reunir 32 pilotos de 11 países e territórios, juntando nos 6,2 quilómetros do circuito quatro campeões de anos anteriores (o escocês Stuart Easton e os ingleses Ian Hutchinson, Michael Rutter e John McGuinness).

Além das quatro corridas principais, o Grande Prémio conta com quatro provas de suporte.

O orçamento disponibilizado é na ordem dos 200 milhões de patacas (22,2 milhões de euros), idêntico ao de 2014.

A comissão organizadora espera arrecadar receitas de 53 milhões de patacas (5,8 milhões de euros), sobretudo com os patrocínios e bilheteira, ou seja, mais 3,48%.

O Grande Prémio de Macau é o maior evento desportivo organizado na Região Administrativa Especial chinesa e uma das mais antigas provas automobilísticas em todo o mundo.

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