Quinta-feira, Dezembro 3, 2020
Inicio China Comércio entre a China e os países de língua portuguesa caiu 25,71%

Comércio entre a China e os países de língua portuguesa caiu 25,71%

Dados dos Serviços de Alfândega da China – publicados no portal do Fórum Macau – indicam que, nos primeiros dez meses do ano, a China comprou aos países de língua portuguesa bens avaliados em 53,04 mil milhões de dólares (48,63 mil milhões de euros) – menos 30,22% – e vendeu produtos no valor de 31,13 mil milhões de dólares (28,53 mil milhões de euros), menos 16,52%.

O Brasil manteve-se como o principal parceiro económico da China, com o volume das trocas comerciais bilaterais a cifrar-se em 61,1 mil milhões de dólares (56,01 mil milhões de euros) até Outubro, menos 18,63% face a igual período do ano passado.

As exportações da China para o Brasil atingiram 23,7 mil milhões de dólares (21,7 mil milhões de euros), traduzindo uma quebra de 17,20%, enquanto as importações chinesas totalizaram 37,4 mil milhões de dólares (34,2 mil milhões de euros), reflectindo uma descida de 19,5% em termos anuais homólogos.

Com Angola, o segundo parceiro chinês no universo da lusofonia, as trocas comerciais caíram 44,7%, para 17,1 mil milhões de dólares (15,6 mil milhões de euros), entre Janeiro e Outubro.

Pequim vendeu a Luanda produtos avaliados em 3,20 mil milhões de dólares (2,93 mil milhões de euros) – menos 28,74% – e comprou mercadorias avaliadas em 13,9 mil milhões de dólares (11,59 mil milhões de euros), ou seja, menos 47,49% comparativamente aos primeiros dez meses de 2014.

Já com Portugal, terceiro parceiro da China no universo de países de língua portuguesa, o comércio bilateral ascendeu a 3,6 mil milhões de dólares (3,3 mil milhões de euros) – menos 7,06% –, numa balança comercial favorável a Pequim que vendeu a Lisboa bens na ordem de 2,42 mil milhões de dólares (2,21 mil milhões de euros) – menos 5,80% – e comprou produtos avaliados em 1,26 mil milhões de dólares (1,15 mil milhões de euros), menos 9,37%.

O comércio sino-lusófono encontra-se em rota descendente desde o início do ano, somando quebras anuais homólogas consecutivas até Outubro.

ARTIGO