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Cartaz :: Dezembro de 2015 a Fevereiro de 2016

ESPECTÁCULOS

AGENDA

Um cabaret flutuante para pensar a cidade

 

Ines Trickcovic protagoniza em Dezembro um espectáculo de música e dança que decorrerá durante um percurso de barco pelas margens de Macau. A iniciativa está integrada no cartaz de mais uma edição do festival criativo “This Is My City”, que este ano traz a Macau Charles Landry, uma referência em torno do conceito de “cidade criativa”

 

Texto Sofia Jesus

 

O festival criativo “This Is My City” está de volta para pensar a cidade a partir de uma perspectiva multidisciplinar. Este ano o cartaz inclui um espectáculo flutuante de cabaret, que permitirá olhar para Macau com outros olhos – a partir do rio.

O cabaret flutuante de Ines Trickcovic foi concebido em conjunto pela cantora croata sedeada em Macau e pela organização do “This Is My City”, uma iniciativa da associação cultural +853 que vai já na nona edição. Os bilhetes custam 290 patacas, sendo que o espectáculo é o único evento do festival que não é gratuito.

Manuel Correia da Silva, um dos fundadores e responsáveis pela organização do festival, explica à MACAU que a equipa quis “usar a prata da casa” para apresentar ao público de Macau um espectáculo diferente. O conceito de cabaret, lembra o designer, joga um pouco com a ideia de uma certa nostalgia, mas também com o universo do jogo, associado à cidade.

Como tudo no festival, o objectivo do espectáculo, burlesco, que decorrerá no dia 5 de Dezembro durante um percurso de barco, com início no Porto Interior pelas 20h00, não se esgota na esfera do entretenimento. A ideia, garante Manuel Correia da Silva, é também oferecer ao público uma nova perspectiva sobre a cidade, permitindo às pessoas não só aproximar-se do rio, mas também olhar – e pensar – a cidade “com um certo distanciamento”.

A pensar, precisamente, nesta necessidade de reflectir sobre a cidade, o ponto alto do cartaz da edição 2015 do “This Is My City” é, segundo Manuel Correia da Silva, a conferência internacional “Creative Economies: Thinking, Developing, Making and Investing”, que terá lugar no dia 8 de Dezembro, no Centro de Design de Macau.

A conferência, dividida em quatro painéis, contará com a participação de vários especialistas – “alguns com um perfil mais académico, outros mais ligados ao lado empresarial ou de organização de iniciativas” –, incluindo oradores provenientes de Hong Kong, Shenzhen e do Porto. Manuel Correia da Silva destaca a participação de Charles Landry, “um nome de referência” no conceito de “cidades criativas” e que, segundo o designer, tem trabalhado na área da consultadoria junto de vários centros urbanos do mundo, incluindo na China.

O cartaz inclui ainda uma mostra intitulada “Luso Design Show”, que estará patente também no Centro de Design de Macau. Uma das ideias dos organizadores do festival passa também por “descentralizar” os locais de apresentação das iniciativas e perceber qual o impacto disso sobre a cidade. A mostra reflecte uma selecção de designers, marcas e ateliês do mundo lusófono, nomeadamente de Portugal, Angola, São Tomé e Príncipe e Brasil, além de Macau.

O festival arrancou a 24 de Novembro, tendo abrangido também sessões de cinema e uma concentração de fotógrafos da rede social Instagram, entre outras iniciativas.

 

 

 

OUTROS ESPECTÁCULOS

 

Viagem ao Mundo da Música – O Elefante Perdido

Ligado ao mundo do teatro e do cinema, o artista norte-americano Dan Kamin apresenta-se pela primeira vez em Macau com um “concerto-comédia” destinado a toda a família. Uma mistura de música clássica, mímica e contos de fada, diz o Instituto Cultural.

 

6 DE DEZEMBRO

15h00

TORRE DE MACAU

Bilhetes a partir de MOP 150

 

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Winterplay – As novas tonalidades do Jazz

Formada em 2007, a banda coreana de pop-jazz, que conta com o trompetista Juhan Lee e a vocalista Haewon, estreia-se este ano em Macau. Em Londres, o grupo já for elogiado pelo The Sunday Times por ter “dissipado a separação entre jazz, pop e lounge”.

 

12 DE DEZEMBRO

20H00

CENTRO CULTURAL DE MACAU

Bilhetes a partir de MOP 250

 

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Madonna – Rebel Heart Tour

Considerada por alguns como a “Rainha do Pop”, com 300 milhões de discos vendidos ao longo de mais de 30 anos de carreira, a cantora e compositora norte-americana actua pela primeira vez num palco de Macau.

 

20h00

20 e 21 DE FEVEREIRO DE 2016

STUDIO CITY

 

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EXPOSIÇÕES

AGENDA

Segredos da Cidade Proibida

 

Charles Chauderlot conseguiu um privilégio raramente concedido a um estrangeiro: o acesso a zonas restritas da Cidade Proibida para retratar o famoso palácio imperial de Pequim. Dezenas dessas imagens a tinta-da-china, em papel ocidental, estão agora reunidas numa mostra patente no Museu de Arte de Macau

Os contornos da Cidade Proibida podem ser apreciados em Macau através de um conjunto de pinturas a tinta-da-china pela mão do artista Charles Chauderlot. São imagens captadas pelo olhar de um estrangeiro a quem foi concedido um raro acesso a zonas do Antigo Palácio de Pequim habitualmente vedadas ao público.

“Aguadas da Cidade Proibida – Pinturas por Charles Chauderlot”, patente no Museu de Arte de Macau (MAM) até 19 de Junho de 2016, inclui 81 obras. O número não foi escolhido ao acaso, explica o museu, já que alude à quantidade de pregos dourados – exclusivos das propriedades do Imperador – que marcam as portas do monumento de Pequim.

Nascido na capital espanhola, Madrid, em 1952, Charles Chauderlot – de ascendência franco-espanhola –, mudou-se para a China em 1997. “Com a curiosidade típica ocidental e a diligência de um monge asceta do Oriente” – nas palavras do director do MAM, Chan Hou Seng –, o artista pintou a Cidade Proibida entre 2002 e 2004.

“[Foi] uma experiência única”, refere o pintor, pelo facto de as autoridades chinesas o terem autorizado a entrar em zonas de acesso restrito para retratar o monumento. Segundo o MAM, Charles Chauderlot terá sido mesmo o primeiro estrangeiro a obter uma autorização do género para ali exercer a sua arte.

“Cada dia era uma descoberta com as suas próprias emoções”, recorda Charles Chauderlot, num texto que acompanha a exposição. “Ora ficava a contemplar em reverência a magnificência de um edifício, ora ficava fascinado com um jardim, ora era surpreendido pela simplicidade”, acrescenta.

“A qualidade do meu estilo foi potenciada ao longo destes dois anos, talvez devido à beleza deste lugar, ou talvez devido ao meu desejo de dar o meu melhor – para ser fiel a esta autorização exclusiva”, comenta o pintor, que se mudou para Macau em 2006.

Símbolo do poder imperial durante cinco séculos, Charles Chauderlot lembra que a Cidade Proibida “não era apenas o local onde a família imperial vivia, mas era também a sede do poder político, militar, administrativo, cultural e religioso do Imperador”.

Hoje, o famoso monumento – conhecido também como Palácio Púrpura ou Museu Imperial – integra a Lista do Património Mundial da UNESCO.

Entre as características que marcam a técnica artística de Charles Chauderlot, o MAM destaca o emprego da tinta-da-china em papel ocidental e a combinação do princípio ocidental da perspectiva com o conceito chinês de “espaço negativo”.

Charles Chauderlot estudou pintura na Escola de Belas Artes de Bordéus, em França. Mais tarde, na década de 1970, licenciou-se em Direito e Ciências Políticas pela Universidade de Bordéus. Foi a partir de 1990 que se começou a dedicar à arte a tempo inteiro.

 

Aguadas da Cidade Proibida

Pinturas por Charles Chauderlot

Museu de Arte de Macau

Até 19 de Junho de 2016

 

 

OUTRAS EXPOSIÇÕES

 

“Scape” – Rui Rasquinho

“Scape” reúne 14 trabalhos do artista plástico português radicado em Macau. O também ilustrador descreve os desenhos a tinta-da-china sobre papel de arroz como obras que retratam uma série de “paisagens interiores”.

 

ATÉ 31 DE DEZEMBRO DE 2015

SIGNUM LIVING STORE

Rua do Almirante Sérgio, 285 – R/C – Macau

Entrada gratuita

 

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Zhou Chunya – Novas Obras 2015

A mostra apresenta um conjunto de novas pinturas a óleo do artista contemporâneo chinês Zhou Chunya. Os trabalhos – de cores intensas e de forte contraste – são inspirados na cidade chinesa de Yangzhou.

ATÉ 3 DE JANEIRO DE 2016

MUSEU DE ARTE DE MACAU

Bilhetes a MOP 5

 

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A Jornada de Um Mestre: Júlio Pomar e Amigos

A exposição é composta por um total de 40 obras, 34 do famoso pintor português contemporâneo e as restantes de artistas que com ele partilharam alguns momentos. A obra de Júlio Pomar “Bal chez le Duc” é apresentada ao público pela primeira vez.

 

ATÉ 15 DE JANEIRO DE 2016

ALBERGUE SCM

Entrada gratuita

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