Segunda-feira, Setembro 28, 2020
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Cartaz :: Fevereiro e Março de 2016

ESPECTÁCULOS

AGENDA

Cine-concerto As Trigémeas de Belleville traz jazz a Macau

 

 

O cine-concerto As Trigémeas de Belleville, uma viagem ao mundo do jazz e da animação, chega a Macau já no próximo mês, dia 9 de Março, pelas mãos do guitarrista e compositor canadiano Benoît Charest e da banda Le Terrible Orchestre de Belleville, num espectáculo revivalista do filme As Trigémeas de Belleville (título em Portugal: Belleville Rendez-Vous).

O filme de animação e comédia conta a história de um pequeno e melancólico jovem chamado Champion, educado para se tornar num grande ciclista pela avó, a míope Madame Souza. Quando um dia participa na competição anual de ciclismo Volta à França, é raptado por dois misteriosos homens vestidos de negro. A avó parte então na companhia do seu fiel cão à procura de Champion, numa aventura que os leva até ao outro lado do Oceano Atlântico – a uma cidade chamada Belleville. É aqui que encontram três excêntricas divas do jazz dos anos 30, que decidem ajudar Madame Souza.

A obra, uma co-produção entre o Reino Unido, França, Canadá e Bélgica, foi realizada em 2003 pelo animador francês Sylvain Chomet, e esteve nomeada para dois Óscares da Academia nas categorias de Melhor Filme de Animação e Melhor Canção Original.

Tendo composto a banda sonora original, Benoît Charest dirige um elenco de músicos e intérpretes de diversos instrumentos: da trompete ao trombone, do acordeão à bateria, os músicos vão transportar os espectadores ao longo de 85 minutos até ao universo da música jazz de Paris e Nova Iorque durante as décadas 20 e 30 do século passado.

“Os amantes do jazz e da animação podem contar com uma aventura visual e musical que os transportará à era do cinema mudo”, revela o Centro Cultural de Macau na apresentação do cine-concerto. Ainda segundo o CCM este é um “regresso a um tempo mágico, em que os músicos tinham por missão levar ao público o som, a cor e a emoção dos primeiros filmes na tela”.

 

AS TRIGÉMEAS DE BELLEVILLE – CINE CONCERTO

9 DE MARÇO

CENTRO CULTURAL DE MACAU

Bilhetes a partir de MOP 100

 

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OUTROS ESPECTÁCULOS

 

TEATRO

 

TEATRO DE MARIONETAS MULTIMÉDIA XIAO AN

O Teatro Alternativo Rolling Puppet apresenta Xiao An, uma adaptação de um conto chinês escrito por Yan Lianke, vencedor do Prémio Kafka 2014. A peça junta elementos multimédia à encenação e cria um espaço imaginário onde o teatro realista e as marionetas se cruzam.

26 – 27 DE FEVEREIRO

CENTRO CULTURAL DE MACAU

Bilhetes a MOP 120

 

 

MÚSICA

 

MADONNA: REBEL HEART TOUR

A cantora norte-americana vai estrear-se em Macau com dois concertos no Studio City a 20 e 21 de Fevereiro. Madonna, com 300 milhões de discos vendidos ao longo de mais de 30 anos, apresenta no território o seu 13.º álbum, Rebel Heart.

20 E 21 DE FEVEREIRO

STUDIO CITY

 

 

ACADEMIA DE ST. MARTIN IN THE FIELDS DO REINO UNIDO

O espectáculo abre com a interpretação da Sinfonia Haffner e do Concerto para Piano No 25 de de Mozart pelas mãos de Angela Hewitt, mestre pianista que regressa a Macau depois de ter dado um recital no CCM em 2008.

29 DE MARÇO

CENTRO CULTURAL DE MACAU

Bilhetes a partir de MOP 180

 

 

DANÇA

 

SUN – COMPANHIA HOFESH SHECHTER

Pleno de inteligência, energia e ambição. Foi assim que o jornal britânico The Telegraph descreveu o espectáculo de dança Sun da Companhia Hofesh Shechter do Reino Unido. A peça vai subir ao palco do Centro Cultural no dia 2 de Abril e marca o regresso do coreógrafo britânico de origem israelita a Macau. “Apregoada como fonte da vida, a energia solar é uma força tão abençoada como temida. Esta dualidade é a ideia central de Sun“, escreve o Centro Cultural de Macau.

2 DE ABRIL

CENTRO CULTURAL DE MACAU

Bilhetes a partir de MOP 150

 

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EXPOSIÇÕES

AGENDA

Porcelana “branca e pura” desde Jiangdezhen

 

Yongle, o terceiro imperador da Dinastia Ming, tinha uma queda especial por porcelanas brancas. De acordo com registos históricos, certo dia, ao recusar um presente oficial em jade, o soberano disse: “A porcelana chinesa que uso todos os dias é tão branca que brilha e é a adequada, pelo que na verdade não preciso desta oferta”. Ao mencionar “branca que brilha”, o imperador referia-se ao “branco suave de Yongle”, um tipo de porcelana branca, criado durante o período Yongle.

A Dinastia Ming marcou o início da época dourada da porcelana da cidade de Jingdezhen, na Província de Jiangxi, onde abundavam matérias-primas indispensáveis à sua produção. Conhecida como a capital chinesa da porcelana, foi em Jingdezhen que emergiram novas técnicas de fabrico e de decoração, com artesãos a aperfeiçoarem os conhecimentos antigos e a acrescentarem toques de inovação e modernização, criando porcelanas em branco suave, azul e branco, e em vermelho vidrado do período Yongle.

Estas reinvenções ditaram o fim das tradicionais porcelanas chinesas – peças vidradas monocromáticas – atribuindo-lhe novas características. “A porcelana chinesa, que goza da reputação de ser ‘azul como o céu, branca como jade, brilhante como um espelho, fina como o papel e suave como uma melodia’, não só é popular na China, como também no Ocidente onde a sua compra é disputada”, pode ler-se num comunicado do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM), que acolhe até 13 de Março a mostra “Brilhante e Pura – Exposição de Porcelanas do Período Yongle do Forno Oficial e Museu de Jingdezhen, das Escavações de Zhushan”.

Nesta exposição, organizada em conjunto com o Museu de Porcelana Imperial de Jingdezhen, o público tem a oportunidade de ver um total de 103 conjuntos de diferentes formas e dimensões, que representam os principais tipos de porcelana do período Yongle – porcelanas brancas, porcelanas azuis e brancas, porcelanas coloridas a alta temperatura, porcelana vidrada a alta temperatura e a porcelana com esmalte cromático. “Através das porcelanas recuperadas e restauradas, podemos compreender as técnicas de modelagem e as conquistas da porcelana do período Yongle”, aponta o IACM.

 

BRILHANTE E PURA – EXPOSIÇÃO DE PORCELANAS DO PERÍODO YONGLE DO FORNO OFICIAL E MUSEU DE JINGDEZHEN, DAS ESCAVAÇÕES DE ZHUSHAN

GALERIA DE EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS DO IACM

ATÉ 13 DE MARÇO

Entrada gratuita

 

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OUTRAS EXPOSIÇÕES

 

TRIENAL DE GRAVURA DE MACAU

A segunda edição da Trienal de Gravura de Macau apresenta este ano 122 obras de gravura ocidental. A iniciativa é do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais em conjunto com a Fundação Rui Cunha, a AFA Macau e o Centro de Design, e tem como objectivo dar a conhecer o panorama das mais recentes expressões e inovações na gravura contemporânea de todo o mundo. Para esta mostra, o júri recebeu 560 obras de 22 países e regiões. Em exposição estão trabalhos de artistas de todo o mundo, incluindo Portugal, Croácia, Austrália e Brasil.

ATÉ 14 DE FEVEREIRO

VÁRIOS LOCAIS (http://www.triennialmacau.com/exhibition/)

Entrada gratuita

 

10.ª BIENAL DE DESIGN

A Bienal de Design apresenta este ano obras premiadas de designers de Macau, Interior da China, Japão, Taiwan, Malásia e Hong Kong. A competição levou mais de 600 candidatos a enviarem cerca de 2000 trabalhos, tendo o processo de selecção sido conduzido por um júri internacional. Esta é a única competição profissional direccionada para a indústria do design de Macau.

ATÉ 18 DE FEVEREIRO

MUSEU DAS OFERTAS SOBRE A TRANSFERÊNCIA DE SOBERANIA – MUSEU DE ARTE DE MACAU

 

MANUEL CARGALEIRO – PINTURA 1954 – 2006

As 40 obras que estão em exposição na Casa Garden representam várias fases da obra do artista plástico de 88 anos. “Na sua pintura pode distinguir-se um sentido ornamental e decorativo. O trabalho da tela confunde-se com o dos azulejos, na repetição dos quadriláteros, na escolha dos azuis e por uma certa obsessão pelo enquadramento”, pode ler-se num comunicado da Fundação Oriente. Manuel Cargaleiro, que trabalha também com cerâmica, gravura, guache, tapeçaria e desenho, realizou a sua primeira exposição individual em 1952, em Lisboa. Reside em Paris desde 1959, data em que adquiriu um ateliê na capital francesa.

ATÉ 3 MARÇO

CASA GARDEN – FUNDAÇÃO ORIENTE

Entrada gratuita

 

UM SÉCULO DE ARTE AUSTRÍACA 1860-1960

A exposição reúne cerca de uma centena de obras-primas da autoria dos grandes mestres austríacos dos séculos XIX e XX, como Gustav Klimt, Egon Shiele ou Oskar Kokoshka, oferecendo uma visão panorâmica da arte destes séculos.

ATÉ 3 DE ABRIL

MUSEU DE ARTE DE MACAU

Bilhetes a MOP 5

 

A MESTRIA DA CONSTRUÇÃO NAVAL

Réplicas de juncos em miniatura criadas pelo artesão de Macau Wan Chun ilustram técnicas antigas de construção naval e dão a conhecer ao público local uma arte em extinção. Até finais do século XX, Macau foi um importante centro de construção de barcos de pesca de madeira no Sul da China.

ATÉ 9 DE ABRIL

ARQUIVO HISTÓRICO DE MACAU

Entrada gratuita

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