Domingo, Setembro 27, 2020
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Cartaz :: Junho e Julho de 2016

ESPECTÁCULOS

AGENDA

Teatro alternativo regressa à cidade

 

A quarta edição do Festival BOK regressa a Macau com um programa ainda mais extenso do que no ano passado. Ao longo de três semanas, grupos e criadores de Macau, Hong Kong, Taipé, Xangai e Pequim vão pisar os palcos da cidade. O evento, que se realiza entre os dias 13 de Junho e 3 de Julho, é uma organização conjunta do Own Theatre, do Macau Experimental Theatre e da Point View Art Association.

“Interligando Teatros Alternativos” é o tema desta edição do BOK, cuja programação é da responsabilidade do director artístico Johnny Tam. O grupo Living Dance Studio de Pequim vai apresentar Red: A Documentary Performance, um espectáculo inspirado no bailado The Red Detachment of Women, que teve estreia em 1964 na capital chinesa e que foi uma das oito óperas a dominar os palcos chineses durante a Revolução Cultural.

Já o Inspire Workshop, grupo de Hong Kong, incorpora teatro e multimédia em Desconstructed, um trabalho que tem como ponto de partida uma das obras do dramaturgo alemão René Pollesch.

Este ano, o BOK lança também o programa “Exchange Artists”, criado pelo Macau Experimental Theatre, onde duas actrizes de Taipé e Pequim dão vida a The Sunset, uma peça do dramaturgo local Wong Teng Chi.

De acordo com o website do festival, a série “Give It a Shot” vai convidar artistas de diferentes áreas de trabalho a “experimentar um método criativo fora da sua zona de conforto e a desafiarem-se a si mesmos”.

O Club BOK – uma herança da edição passada – é um espaço onde o público vai ter a oportunidade de interagir com os artistas e que “permite aos espectadores um maior entendimento sobre o trabalho artístico”, sublinha a organização num comunicado enviado à imprensa. As 16 sessões marcadas para este ano realizam-se nos diferentes teatros do festival, após os espectáculos.

O BOK arrancou em 2013 por iniciativa do grupo Horizon Macau Theatre. Desde a primeira edição, o festival tem “adoptado o conceito de ‘interligar, trabalhar arduamente e lutar com todas as armas possíveis’, explorando as possibilidades e a natureza inovadora do teatro”, explicam os organizadores.

No ano passado, o BOK introduziu o conceito “Morais Theatre Village”, expandindo a programação a espaços na Rua dos Pescadores e Avenida de Venceslau de Morais, na zona norte da península. A ideia era estabelecer laços entre a comunidade e os pequenos teatros privados existentes na área.

Para esta quarta edição, o alcance é ainda maior, com o teatro a chegar à zona do Templo Kun Iam, Estrada Coelho do Amaral, Avenida do Almirante Lacerda e Rua dos Pescadores, num total de oito espaços de espectáculos com gestão privada: o teatro e o laboratório do Hiu Koc, o Edifício Industrial Pou Fong, a LMA (Associação de Música ao Vivo), o Armazém do Boi, a Wind Box Community, o Teatro Experimental Step Out e a Casa de Portugal. A estes oito espaços juntam-se ainda outros dois do Governo: o Centro Cultural de Macau e o Edifício do Antigo Tribunal.

FESTIVAL BOK

13 DE JUNHO A 3 DE JULHO

VÁRIOS LOCAIS

www.bokfestival.com

 

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OUTROS ESPECTÁCULOS

 

Musical Shrek

O ogre mais conhecido do planeta vai pisar os palcos do Venetian nos dias 8 e 9 de Julho. O musical Shrek tem letra de David Lindsay-Abaire e música de Jeanine Tesori. O espectáculo é inspirado no livro infantil do autor norte-americano William Steig. A história de Shrek e da princesa Fiona foi adaptada ao cinema em 2001.

8-9 DE JULHO DE 2016

TEATRO DO VENETIAN

BILHETES MOP 780, 580, 380, 180

 

aMEI Utopia

Chang Hui Mei, conhecida por aMEI, apareceu em cena em 2009 com o álbum Amit, que venceu seis prémios na 21.ª edição do Golden Melody Awards, em 2010. A digressão mundial aMEI Utopia, que passa agora por Macau, decorre há já dois anos. “Uma produção de palco extraordinária, trajes espectaculares e o talento vocal incrível de aMei” são as razões apontadas pela organização para não perder o espectáculo.

11 DE JUNHO DE 2016

ARENA DO VENETIAN

BILHETES MOP 1580, 1180, 780, 580, 380

 

Fascínio por Portugal

A Orquestra Chinesa de Macau sob a direcção do Maestro Pang Ka Pang vai juntar-se à fadista Maria Ana Bobone para um espectáculo de duas horas de música portuguesa. Esta é já a segunda vez que a orquestra colabora com a artista portuguesa, depois de em 2014 terem actuado em Lisboa.

4 DE JUNHO DE 2016

CENTRO CULTURAL DE MACAU

BILHETES MOP 120, 100, 60, 40

 

Recital de Violino com Yu-Chien Tseng

O Teatro D. Pedro V vai ser palco de um recital de violino de Yu-Chien Tseng. O jovem músico taiwanês foi o vencedor da última edição da aclamada Competição Internacional Tchaikovsky, que se realiza em Moscovo de quatro em quatro anos. O violinista de 21 anos ficou em segundo lugar, não tendo sido atribuído nesse ano o primeiro prémio.

25 DE JUNHO DE 2016

TEATRO D. PEDRO V

BILHETES MOP 200, 160

 

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EXPOSIÇÕES

AGENDA

Trás-os-Montes em Macau

 

Mais de três dezenas de obras da pintora portuguesa Graça Morais vão estar em exposição no Clube Militar de Macau até 12 de Junho. “Trás-os-Montes – Terra Mágica” é uma viagem ao quotidiano desta região de Portugal através da obra da artista

 

Texto Catarina Domingues

 

“Trás-os-Montes – Terra Mágica” é uma viagem ao universo da artista Graça Morais. A pintora portuguesa nasceu em Vieiro, uma pequena localidade no nordeste transmontano, no distrito de Bragança. E é exactamente esta a geografia que tem acompanhado a longa carreira de mais de 40 anos da artista plástica e que vai agora também chegar ao Salão do Comendador Ho Yin do Clube Militar de Macau, por ocasião do 146.º aniversário da sua fundação e das celebrações do 10 de Junho, dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Quadros dos costumes e das gentes de Trás-os-Montes vão estar em exposição até ao dia 12 de Junho. A mostra, organizada pelo Clube Militar e com curadoria e produção executiva da Associação para a Promoção de Actividades Culturais (APAC), integra 35 obras da pintora, incluindo originais e obra gráfica, cedidos por coleccionadores privados e por duas galerias – a Galeria 57 Macau e a Private Gallery de Portugal.

Os trabalhos percorrem várias fases da obra de Graça Morais e “reflectem, na maior parte dos casos, a experiência, vivência e ligação à terra”, diz José I. Duarte, da APAC. “O campo, a vida de Trás-os-Montes e as mulheres da região são os temas dominantes”, refere ainda o produtor executivo em entrevista à MACAU.

Com esta exposição o Clube Militar inicia um ciclo de eventos, baptizado de “Pontes de Encontro”, e que se destina a trazer à região administrativa artistas representativos da arte contemporânea, oriundos dos universos da língua chinesa e portuguesa. Até ao final do ano, está ainda prevista a organização de mais duas exposições: “uma com artistas de todos os países lusófonos e outra com artistas de Macau”, nota José I. Duarte.

Maria da Graça Pinto de Almeida Morais nasceu a 17 de Março de 1948. Foi em Moçambique, onde viveu entre 1957 e 1958, que recebeu a primeira caixa de aguarelas, um presente do pai. Em 1963, já de regresso a Portugal e a frequentar o Liceu de Bragança, pintou os cenários da representação teatral do Auto da Alma, de Gil Vicente.

Concluído o liceu, matriculou-se em 1966 no curso de Pintura da Escola Superior de Belas Artes do Porto, que viria a terminar cinco anos mais tarde.

No final da década de 70 mudou-se para Paris, onde viveu durante dois anos com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian. Conheceu Arroyo e Rancillac e estudou Picasso, Matisse e Cézanne. Regressou a Portugal em 1979, fixando-se em Lisboa.

Foi precisamente desde a década de 70 do século passado que começou a participar numa série de exposições individuais e colectivas, em Portugal e no estrangeiro. Na obra da artista, premiada em diversas ocasiões e representada em colecções privadas e públicas, destacam-se ainda intervenções de arte pública, em painéis de azulejos, desde Lisboa a Moscovo. Em 2008 foi inaugurado em Bragança o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, um projecto do arquitecto Eduardo Souto Moura.

 

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OUTRAS EXPOSIÇÕES

 

DESENHAR É DAR O CORAÇÃO

A Galeria 57 Macau e o Albergue SCM trazem a Macau “Desenhar é dar o coração”, uma exposição comercial com 44 desenhos originais do artista plástico Alexandre Baptista. Num workshop que vai dirigir em Macau, o artista português convida o público e artistas locais a participar numa pintura conjunta.

15 DE JUNHO ATÉ 31 DE JULHO

ALBERGUE SCM

ENTRADA GRATUITA

 

UM PINTOR NA COSTA DO SUL DA CHINA

A mostra “Auguste Borget: Um Pintor na costa do Sul da China” é um dos destaques da edição de 2016 do Festival Le French May. A exposição, organizada pelo Museu de Arte de Macau em colaboração com a Alliance Française e o Consulado Geral de França em Macau e Hong Kong, reúne mais de uma centena de trabalhos do artista francês.

29 DE JUNHO ATÉ 9 DE OUTUBRO

MUSEU DE ARTE DE MACAU

BILHETES: MOP 5

 

FIGURES IN MOTION

A colecção de 74 peças de bronze do pintor e escultor Edgar Degas está em exposição no MGM Art Space até finais de Novembro. A mostra, inserida no festival Le French May, inclui “Little Dancer, Aged Fourteen”, uma das mais famosas criações do artista francês.

ATÉ 20 DE NOVEMBRO

MGM ART SPACE

ENTRADA GRATUITA

 

TIPOGRAFIA WEINGART

Mais de 200 obras do designer internacional da arte da tipografia Wolfgang Weingart, com origem no Museu do Design de Zurique, vão estar em exposição na Galeria do Tap Seac até 12 de Junho. Wolfgang Weingart revolucionou a arte tipográfica suíça, inscrevendo um novo capítulo na história internacional do design.

ATÉ 12 DE JUNHO

GALERIA DO TAP SEAC

ENTRADA GRATUITA

 


DINOSSAUROS EM CARNE E OSSO



Através de 14 réplicas mecânicas de dinossauros, jogos interactivos de realidade virtual e realidade aumentada, 72 modelos de dinossauro de escala reduzida e livros electrónicos, esta exposição dá a conhecer ao público as diferentes espécies, o comportamento e o habitat destes répteis que dominaram

 o planeta durante mais de 160 milhões de anos.

ATÉ 11 DE SETEMBRO

CENTRO DE CIÊNCIA DE MACAU

BILHETES: ATÉ MOP 25 (CONSULTAR WWW.MSC.ORG.MO)

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