Sexta-feira, Outubro 30, 2020
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Crioulos de base portuguesa na Ásia em destaque na UMAC

A segunda conferência internacional ‘Línguas em Contacto na Ásia e no Pacífico’ tem como principal objectivo “promover o intercâmbio de conhecimentos da investigação multidisciplinar no campo do contacto entre línguas e multilinguismo” e abrir “espaço de diálogo entre académicos e membros da comunidade em geral, envolvidos na preservação de línguas minoritárias em contextos multilinguísticos”, de acordo com um comunicado divulgado pela UMAC.

O encontro vai ter quatro oradores principais, incluindo Alan Baxter, especialista em crioulos de base portuguesa, que regressou recentemente a Macau para dirigir a Faculdade de Humanidades da Universidade de São José, depois de ter exercido o cargo de diretor do Departamento de Português da UMAC entre 2007 e 2011.

O linguista australiano vai subordinar a sua palestra ao tema ‘Crioulos minoritários de base lexical portuguesa na Ásia: desafios internos e externos à sobrevivência’.

O crioulo português de Malaca (‘kristang’) vai ser documentado por Stephanie Pillai, da Universidade Malaia.

Zuzana Greksáková, investigadora da Universidade de Coimbra, vai falar sobre o tétum praça, que possui empréstimos linguísticos do português.

Na Ásia, a língua portuguesa é idioma oficial em Timor -Leste e Macau, mas é também a mãe de crioulos na Indonésia, Malásia, Sri Lanka, Índia, Paquistão e Macau.

A conferência, que vai decorrer em inglês, irá abranger, entre outros, “a descrição de fenómenos linguísticos específicos resultantes de contacto entre línguas” – particularmente para estudos de caso em Hong Kong, Taiwan, Filipinas, Malásia, Macau, China, Indonésia – ou as “consequências sociais e culturais em contextos de contacto entre grupos de falantes de línguas diferentes em certas regiões do sudeste asiático e da Ásia oriental”.

Em discussão estarão também “questões de documentação e preservação relacionadas com as línguas minoritárias em perigo de extinção”, no caso específico da Malásia, Singapura e Macau, segundo a mesma nota.

A conferência vai reunir mais de duas dezenas de académicos, de distintos pontos do mundo, como Macau, Hong Kong, Taiwan, Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Malásia, Singapura, Filipinas, Coreia do Sul ou Portugal.

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