Quarta-feira, Abril 8, 2020
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Cartaz :: Fevereiro e Março de 2017

ESPECTÁCULOS

AGENDA

 

 

“Multiformas” regressa com novas produções locais de teatro

 

O Centro Cultural de Macau apresenta três novas produções teatrais na mais recente série do evento “Multiformas – Novas Tendências da criação local”: a comédia física “Idiota”, o projecto multimédia “Borboletas na brisa primaveril” e o teatro vanguardista “Ecos dos nossos tempos”. Diferentes conceitos com cunho local que prometem aproximar o público dos palcos

 

 

Explorar a criatividade, novas possibilidades teatrais e a proximidade entre o público e o palco. Esta é a fórmula do “Multiformas – Novas Tendências da criação local”, série de teatro que leva ao Centro Cultural todos os anos produções de Macau. Este ano a iniciativa realiza-se entre 10 e 19 de Fevereiro e são três os projectos que vão estar em palco.

“Idiota” é a primeira peça do programa deste ano e sobe aos palcos nos dias 10 e 11 de Fevereiro. “Utilizando as bases do clowning [palhaço] para construir uma perspectiva absurda, a encenadora/argumentista Joyce Chan leva-nos a viajar num mundo de estupidez e enganos”, revela o Instituto Cultural (IC) na apresentação que faz ao primeiro espectáculo do “Multiformas”, que vai contar com as actuações de Dicky Tsang e Chikako Murase e que se divide em diálogos em cantonês, japonês e inglês.

“Idiotas” conta a história de um jovem otaku (termo japonês que define alguém socialmente inapto) que responde a um anúncio de trabalho como acompanhante masculino. A acção desenrola-se em torno de situações que se passam durante a entrevista, que leva o improvável candidato a voar para o Japão onde conhece a responsável pelo recrutamento. “Dispostos a expor fraquezas e a partilhar sentimentos estranhos, os performers sobem ao palco despidos de senso comum, mas determinados a transmitir beleza e alegria através do mais puro e descontraído disparate”, revela ainda a organização do “Multiformas”.

Já “Borboletas na Brisa Primaveril”, em cena nos dias 17 e 18 de Fevereiro, é um conto que aborda o tema da sexualidade. Criada pelo encenador Harry Ng e pelo designer visual James Wong, esta produção de teatro multimédia, com interpretação em cantonês, fala de um homem que descobre que a mulher teve um caso amoroso com outra mulher anos antes de se terem conhecido. Sobre esta peça “desafiante, tanto em termos técnicos como de conteúdo”, o IC escreve: “Esta adaptação de um romance taiwanês mergulha o público numa experiência interactiva entre os actores e um cenário holográfico. Concebida com recurso a efeitos de vídeo, esta narrativa contemporânea apela aos nossos pensamentos mais profundos, fazendo-nos reflectir sobre os diversos cambiantes do desejo sexual.”

É “Ecos dos nossos tempos” que vai encerrar este ano a série de teatro local. A peça realiza-se a 18 e 19 de Fevereiro, junta dança, representação e instalações sonoras, e oferece ao público “algo mais próximo de uma aventura da vida real do que de uma noite de teatro”.

Nesta peça de teatro vanguardista, a coreógrafa e dançarina de Macau Chan Chi Cheng e o músico taiwanês Chi Po Hao querem aproximar a população dos palcos. “Convidam o público a deambular por um lugar estranho, repleto de objectos poeirentos e rejeitados que, em tempos, foram provavelmente muito úteis. Escutando sons e bipes de outra era, duas bailarinas interagem com os sons, como miúdos imersos nas fascinantes histórias contadas por um velhote”, nota o Instituto Cultural.

 

Multiformas – Novas Tendências da criação local 2017

10-19 de Fevereiro de 2017

Bilhetes: MOP 120

Pacote de três espectáculos: MOP 300

 

 

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DANÇA

RIVERDANCE

Fenómeno internacional da dança irlandesa, “Riverdance” já foi visto por mais de 25 milhões de pessoas no mundo inteiro. Este espectáculo de sapateado, que cresceu a partir de uma actuação no Festival da Eurovisão de 1994, chegou a Macau no dia 24 de Janeiro e vai estar no Teatro do Venetian até dia 5 de Fevereiro. Macau é uma das paragens da digressão que celebra o 20.º aniversário do grupo.

Até 5 de Fevereiro de 2017

Teatro do Venetian

Bilhetes a MOP 888, 688, 488, 288

 

 

MÚSICA

ORQUESTRA SINFÓNICA DE LONDRES

O maestro Daniel Harding vai estar à frente da Orquestra Sinfónica de Londres nas interpretações da Sétima Sinfonia de Sibelius e da Segunda Sinfonia de Rachmaninov. Fundada em 1904, esta orquestra apresenta mais de 140 concertos por temporada e é uma das mais requisitadas bandas para trabalhar em estúdio, tanto no cinema como para televisão.

CENTRO CULTURAL DE MACAU

1 de Março de 2017

Bilhetes MOP 880, 680, 480, 280

 

MÚSICA COM PINTURA DE AREIA

Ma Wing Cheung, artista de pintura na areia de Hong Kong vai criar uma série de imagens ao som da música da Orquestra de Macau. Além de música e pintura, o espectáculo junta outras expressões artísticas como a iluminação. No programa musical, a Orquestra de Macau apresenta Tempestade do Mar e selecções d’A inspiração harmónica e La Stravaganza de Vivaldi.

TEATRO D. PEDRO V

4 de Março de 2017

Bilhetes MOP 120, 100

 

IMAGENS DO PATRIMÓNIO MUNDIAL

A Orquestra de Macau volta a actuar na Casa do Mandarim, edifício de arquitectura tradicional chinesa localizado no Centro Histórico de Macau. Desta vez, o grupo de música traz até ao público obras como a valsa Ondas do Danúbio de Ivan Ivanovici, Divertimento em Cordas em Ré Maior – K 136 de Mozart, Marcha Militaire de Schubert e a Dança da Minoria Yao de Mao Yuen e Lau Ti Shan.

CASA DO MANDARIM

3 de Março de 2017

Entrada gratuita

 

 

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EXPOSIÇÕES

AGENDA

O génio Vhils e a imortalidade de Pessanha

 

“Invisível – Visível” é a primeira obra de Vhils em Macau e o primeiro trabalho que o artista expõe numa representação diplomática portuguesa. Esta é também uma homenagem ao poeta Camilo Pessanha, que o artista imortalizou num mural no jardim do Consulado-geral de Portugal

 

Texto de Catarina Domingues

 

Chama-se “Invisível – Visível” e é um dos mais recentes trabalhos do português Vhils, pseudónimo do artista urbano Alexandre Farto. Trata-se da primeira obra que o artista inaugurou em Macau, da primeira de sempre numa delegação diplomática portuguesa e resulta de uma parceria entre a Casa de Portugal em Macau e o Consulado-geral de Portugal. Num mural, erguido na ala direita do jardim do consulado, Vhils trabalhou o rosto de Camilo Pessanha, poeta português que viveu e morreu em Macau.

No dia em que a obra foi inaugurada, encontravam-se presentes vários membros da comunidade portuguesa e familiares do autor de Clepsidra. “A ideia destas obras, que fazem sempre uma ligação com a história local, é tornar essa história que muitas vezes está invisível, visível, sem julgamentos”, explicou Alexandre Farto, notando que foi necessário um intenso trabalho de pesquisa para concretizar o mural.

“A imagem é trabalhada, é feito um desenho, é feita uma divisão de cores desse desenho e, depois, são pintados na parede esses diferentes tons e, dependendo do tom e da própria parede, dos diferentes tons que vai tendo, cada tom vai a uma profundidade mais funda e a outra mais superficial, e é jogar com estas camadas que o muro tem que, no final, revelam e fazem um rosto. É quase uma escultura, mas a partir de uma imagem”, revelou.

Durante a inauguração do mural, a presidente da Casa de Portugal, Maria Amélia António, vincou que expor uma obra de Vhils em Macau é a “concretização de um sonho” e “um marco no trabalho e divulgação da cultura portuguesa e dos artistas portugueses” no percurso da instituição. A responsável deixou um agradecimento ao artista por trazer à cidade “uma obra que tem um duplo significado” e que retrata uma personagem que “tem tudo a ver com Macau e tem tudo a ver com a poesia portuguesa”.

Já Vítor Sereno, cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, realçou que “através do génio Vhils e da imortalidade de Pessanha”, Macau está a celebrar Portugal a dez mil quilómetros de distância.

Sobre o artista, o diplomata português disse: “Um ávido experimentalista, como alguém disse, tem desenvolvido a sua estética de vandalismo em intervenções e exposições individuais e colectivas um pouco por todo o mundo numa pluralidade de suportes, da pintura stencil à técnica de escultura mural, que o projectou como um dos nomes mais aclamados no panorama da arte urbana mundial”.

Alexandre Farto nasceu em Lisboa em 1987, cresceu no Seixal e estudou Artes em Londres. O artista, que tem exposto em galerias e participado em eventos por todo o mundo, começou por pintar paredes aos 13 anos. A técnica de Vhils consiste em criar imagens em paredes removendo camadas de materiais de construção e trabalhando com martelos pneumáticos, formões, ácidos corrosivos ou explosivos.

“Alexandre Farto queria ser astronauta, queria ser político, queria ser inventor quando era pequeno. É hoje, para meu orgulho, para orgulho de todos os portugueses, unanimemente considerado um dos melhores, se não o melhor, e um dos mais influentes street artists do panorama internacional actual”, acrescentou ainda Vítor Sereno.

 

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AS TELECOMUNICAÇÕES AO LONGO DO TEMPO

A mostra reflecte o desenvolvimento dos métodos e equipamentos de comunicação de maior impacto na vida dos residentes de Macau nos últimos 50 anos. Os visitantes podem observar e experimentar diferentes formas de comunicação através das áreas “Loja da Nossa Infância” e “Lar no Passado”. Podem ainda ir “À Procura de Números de Telefone” das antigas lojas das suas memórias.

GALERIA DA ESTAÇÃO POSTAL DO CARMO

ATÉ 7 DE ABRIL

Entrada gratuita

 

VASOS DE FLORES DO MUSEU DO PALÁCIO

A exposição, uma colaboração entre o Museu de Arte de Macau e o Museu do Palácio, exibe mais de 100 recipientes de flores. “Dá a conhecer ao público a história dos vasos de flores, bem como a estrita regulação do fabrico de vasos imperiais, permitindo assim ao público conhecer e melhor apreciar o estilo de vida dos imperadores”, revela o Museu de Arte de Macau na apresentação da mostra. Vasos para plantação de flores utilizados em cerimónias de oração budista ou no culto dos antepassados, vasos para arranjos florais e poemas em homenagem aos vasos de flores são algumas das obras disponíveis.

MUSEU DE ARTE DE MACAU

Até 12 de Março de 2017

Bilhetes MOP 5 (entrada livre aos Domingos e feriados)

 

AGUADAS DA CIDADE PROIBIDA – PINTURAS POR CHARLES CHAUDERLOT

Oitenta e uma obras de pintura a tinta-da-china ilustram cenários da Cidade Proibida. Charles Chauderlot, de ascendência franco-espanhola, estabeleceu-se na China em 1997, abandonando as técnicas de pintura ocidentais e passando a empregar tinta-da-china em papel ocidental. Chauderlot foi autorizado a entrar na Cidade Proibida para desenvolver os seus trabalhos de pintura de 2002 a 2004.

MUSEU DE ARTE DE MACAU

ATÉ 16 DE ABRIL DE 2017

Bilhetes MOP 5 (entrada livre aos Domingos e feriados)

 

AD LIB – OBRAS RECENTES DE KONSTANTIN BESSMERTNY

A mostra apresenta 34 peças do artista russo radicado em Macau Konstantin Bessmertny, incluindo pintura, escultura, instalação e técnica mista. “Ad lib” é a abreviatura da expressão latina ad libitum, que significa “a bel-prazer”. A exposição não tem um tema definido, uma escolha pessoal de Konstantin Bessmertny, que apresenta ao público “uma festa visual plena de energia e humor, na qual partilha as suas reflexões pessoais e humoradas respostas aos diferentes fenómenos que ocorrem na nossa sociedade”, refere o Instituto Cultural.

MUSEU DE ARTE DE MACAU

ATÉ 28 DE MAIO DE 2017

Bilhetes MOP 5 (entrada livre aos Domingos e feriados)

ARTIGO