Quinta-feira, Julho 9, 2020
Inicio Espectáculos & Exposições Cartaz :: Abril e Maio de 2017

Cartaz :: Abril e Maio de 2017

ESPECTÁCULOS

AGENDA

 

Regresso aos sucessos dos ABBA

 

Dois espectáculos do grupo Björn Again vão fazer Macau recuar aos anos 1970, aos ABBA e êxitos como Dancing Queen, Waterloo ou The Winner Takes It All. O grupo de Melbourne, fundado pelo músico Rod Stephen, actuou em Hong Kong em 1997, durante a cerimónia de transferência de administração para a China. Vai subir ao palco do Teatro do Venetian já em Maio.

Anos 1970, cetim e lantejoulas. Os quatro membros dos ABBA, Benny Andersson, Anni-Frid Lyngstad, Björn Ulvaeus e Agnetha Fältskog, vão estar em Macau pela primeira vez. Mas não se trata do grupo de música sueco, mas dos Björn Again, uma banda-tributo dos ABBA, originária de Melbourne, Austrália. Em palco, pouco os diferencia do grupo que fez êxito na década de 70 do século passado: são a imagem dos quatro elementos da banda original, vestem as mesmas roupas, cantam os mesmos temas e até imitam a pronúncia dos suecos. Em suma, o espectáculo dos Björn Again “é o mais próximo que pode ver dos ABBA”, como disse em 1999 um dos elementos da banda original, Benny Andersson. Com Björn Again “os ABBA nunca se vão reformar”, sublinhou o músico.

A paródia musical em torno dos ABBA, que sobe ao palco do Teatro do Venetian entre 12 e 13 de Maio, vai trazer a Macau êxitos mundiais como SOS, Dancing Queen, Waterloo, Super Trouper e The Winner Takes It All. Sobre o espectáculo, que segundo a revista Time Out de Nova Iorque é “um dos mais divertidos do mundo”, o Venetian Macau revela que a actuação apresenta “um espectáculo repleto de acção, uma produção de classe mundial, combinando com um guarda-roupa reluzente”.

O grupo Björn Again foi criado e fundado pelo músico Rod Stephen, em 1988, na cidade australiana de Melbourne. Com músicas e coreografias dos ABBA, criadas em forma de paródia satírica, o espectáculo rapidamente alcançou fama internacional.

Rod Stephen trabalhava na área da investigação metalúrgica quando, aos 29 anos, inspirado pela musicalidade e teatralidade do lendário grupo neozelandês de música pop e rock Split Enz, decidiu mudar o rumo da sua carreira. Criou então um novo conceito, em que revisitaria a música e a moda de décadas passadas. Inicialmente Rod considerou um espectáculo inspirado em três bandas mundialmente conhecidas, Beatles, Queen e ABBA, mas acabou por fazer um espectáculo inspirado apenas nos ABBA por considerar que estes “encerravam tudo o que era bom (e talvez algumas coisas não tão boas) dos anos 70”, como se pode ler numa pequena biografia na página oficial do grupo. “Aquilo que começou como uma ideia um pouco louca em 1988 levantou voo como um foguete em todo o mundo”, refere ainda o mentor dos Björn Again.

Ao longo destes 29 anos – uma carreira bem mais longa do que a dos ABBA – os Björn Again fizeram perto de 7000 espectáculos em mais de 100 países. Passaram por festivais de rock – Reading, Glastonbury e T in the Park são apenas alguns deles – actuaram na Ópera de Sydney, no Royal Albert Hall de Londres, no Estádio de Wembley e em Hong Kong, durante a cerimónia de transferência de administração daquela região para a China. Além disso, cantaram num espectáculo em que estava presente o presidente da Rússia, Vladimir Putin, foram convidados pela Rainha Isabel II para cantar no Buckingham Palace e no casamento do actor neozelandês Russell Crowe.

 

Björn Again – The ultimate ABBA experience

Teatro do Venetian

12/13 de Maio de 2017

Bilhetes desde MOP180

 

*****

 

DANÇA

 

Arroz

“O melhor teatro de dança contemporânea na Ásia”, escreveu o The Times sobre “Arroz”, um espectáculo da companhia de dança Teatro Cloud Gate de Taiwan. A actuação celebra o ciclo da natureza em paralelo com o drama humano e junta projecções de vales e arrozais a uma mescla coreográfica de dança contemporânea e artes marciais. O coreógrafo Lin Hwai-min guia os bailarinos nesta representação da intimidade entre o homem e a natureza

 

Centro Cultural de Macau

15 de Abril de 2017

Bilhetes desde MOP 150

 

 

TEATRO

 

Há dragão ou talvez não

A nova peça da Associação de Representação Teatral Hiu Koc foi buscar inspiração aos contos de Akutagawa Ryunosuke O Nariz e Dragão. Um monge chamado Kei-in tinha capacidade de profetizar porque tinha um nariz enorme. Porém, um dia bateu com o nariz, perdendo essa habilidade. O monge revelaria então que um dragão iria voar para os céus. Foi a partir desse momento que a ecologia de toda a cidade e a mentalidade de todos os cidadãos seriam completamente alteradas.

 

Edifício do Antigo Tribunal

6-9 de Abril de 2017

Bilhetes a MOP 150

 

MÚSICA

 

O Reino Mágico da Música

A Associação de Percussão de Macau apresenta um programa destinado a crianças e adultos com dezenas de músicas de cartoons e filmes tocadas ao som de diversos instrumentos musicais. O workshop “Bum! Brrum! Brrrumble!!!” vai ter lugar após o espectáculo.

 

Teatro D. Pedro V

27/28 de Maio de 2017

Bilhetes a MOP100

 

Gilbert Varga e Louis Schwizgebel-Wang em Macau

O maestro húngaro Gilbert Varga, que colaborou, pela primeira vez, com a Orquestra de Macau em 2015, vem de novo à cidade para dirigir a Orquestra e o pianista de origem helvético-chinesa Louis Schwizgebel-Wang. No ano passado, Wang gravou os Concertos para Piano de Saint-Saëns com a Orquestra Sinfónica da BBC, tendo escolhido, para apresentar ao público de Macau, o Concerto para Piano n.º 2 daquele compositor.

Centro Cultural de Macau

10 de Junho de 2017

Bilhetes desde MOP 150

 

***

EXPOSIÇÕES

AGENDA

Amor por Macau

 

Iniciativa da Associação de Fotógrafos a Preto e Branco em conjunto com o Museu de Arte de Macau, “Amor por Macau” apresenta ao público 150 fotografias documentais de Lee Kung Kim. São “preciosas memórias visuais” a preto e branco que retratam vários aspectos da vida da cidade entre as décadas de 60 e 70 do século passado.

 

Ao todo são 150 fotografias, divididas nas séries “patriotismo” e “costumes locais”, que revelam vários aspectos da vida de Macau entre as décadas de 1960 e 1970. A exposição “Amor por Macau” de Lee Kung Kim, para ver até 9 de Julho deste ano no Museu de Arte de Macau (MAM), apresenta a cidade a preto e branco: são fotografias de paisagem, do dia-a-dia dos templos, da vida marítima, entre outros.

Lee Kung Kim, oriundo da Província de Guangdong, morreu em 2015 com 86 anos de idade, mas deixou uma importante herança visual da história da cidade que o acolheu quando tinha 17 anos. Todo o trabalho fotográfico do autor, incluindo rolos fotográficos, foram doados pela família ao MAM para integrarem a colecção permanente do museu.

“A fotografia deu-me a conhecer inúmeros mentores e amigos. Eu também fortaleci o meu corpo e acumulei experiências com o sucesso, lições e fracassos. Mas mais importante ainda, consegui reunir inúmeras fotografias históricas e documentais, que são a fortuna artística de toda a minha vida. A fotografia é a minha segunda vida, e a máquina fotográfica será sempre meu fiel parceiro.” Estas são palavras do fotógrafo recordadas agora pelo director do Museu de Arte de Macau, Chan Hou Seng, numa introdução à exposição “Amor por Macau”, uma organização conjunta do museu e da Associação de Fotógrafos a Preto e Branco.

Lee Kung Kim nasceu em Meizhou em 1930 e começou a fotografar nos anos 1950. Foi presidente do conselho de administração da Associação Fotográfica de Macau, consultor da Associação de Fotógrafos da China e ainda presidente honorário de diversas associações fotográficas. Conquistou, além disso, diversos prémios em inúmeros concursos de fotografia internacionais.

“Kung”, que significa “Duque”, alcunha pelo qual Lee Kung Kim era conhecido – muitos tratavam-no por “Duque Lee” – deixou à cidade “preciosas memórias visuais”, refere ainda na nota introdutória Chan Hou Seng, dando como exemplo alguns dos momentos captados pelo fotógrafo durante e cobertura do “Movimento 1-2-3”, em 1966. O responsável pelo museu sublinha ainda o trabalho desenvolvido por Lee na promoção de actividades de fotografia em Macau e no reforço do intercâmbio com o Interior da China.

“Assumiu uma atitude perseverante e séria. Ao longo dos anos, fez inúmeras viagens por diferentes lugares. Com sua máquina fotográfica e um físico forte, nunca baixou a guarda e, assim, acumulou muitos trabalhos que estão compilados nos três volumes da ‘Colecção de Fotografias da Exposição Retrospectiva do 60.º Aniversário da Carreira Fotográfica de Lee Kung Kim’ que se realizou em 2012”, nota ainda Chan Hou Seng.

 

Museu de Arte de Macau

Até 9 de Julho de 2017

Entrada livre

 

 

***

 

Velejar no Sonho

A exposição “Velejar no Sonho – Obras de Kwok Woon” apresenta mais de 40 obras do pintor Kwok Woon (1940-2003), que ao longo da carreira se expressou através da pintura, técnicas mistas e instalações de arte, entre outros. Kwok Woon nasceu em Guangdong, no Interior da China, fixando-se em Macau em 1980. As obras do pintor têm uma relação estreita com o quotidiano e a cultura de Macau.

 

Oficinas Navais, Rua de S. Tiago da Barra, n.º1

Até 23 de Abril de 2017

Entrada livre

 

 

Gengibre Local

“Gengibre Local – Exposição Colectiva de Graffiti da Nova Geração” apresenta obras do grafitter PIBG e de criadores de grafíti da nova geração de Macau. PIBG é pioneiro local desta arte urbana, com obras caracterizadas por personagens e animais em estilo humorístico.

 

Galeria Junto ao Lago no Anim’ Arte NAM VAN

Até 6 de Abril de 2017

Entrada livre

 

 

Destroços

Depois do mural no Consulado Geral de Portugal, Alexandre Farto, mais conhecido como Vhils, regressa a Macau para “Destroços”, a sua primeira exposição individual na cidade. A mostra surge na sequência de um convite do Instituto Cultural. O artista, que vai usar várias técnicas e diferentes média, pretende “fazer uma reflexão sobre o meio urbano de Macau e as suas particularidades”.

 

Oficinas Navais, Rua de S. Tiago da Barra, n.º1

De 1 de Junho a 5 de Novembro

Entrada livre

 

 

Obra de Ah Chung

“Gosta das obras de arte de Ah Chung, plenas de zen e humor?” Se sim, pode ver as pinturas do artista de Hong Kong até 31 de Maio no MacPro Art Space. Ah Chung, que quer dizer “insecto”, é o nome artístico de Yim Yee King. O artista tem “uma admiração por minhocas, não porque têm um grande instinto de sobrevivência, mas porque são felizes mesmo em ambientes duros”, escreve a galeria sobre o artista.

 

Espaço de arte MacPro, Rua da Felicidade No.11, R/C, Macau

Até 31 de Maio de 2017

Entrada livre

ARTIGO