Segunda-feira, Outubro 26, 2020
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Mak, O Dragão Amigo da Cidade

 

Texto Catarina Domingues 

 

Das mãos de Bernadette Terra nasceu o Senhor Panda, um condutor de autocarro, a vaca Mowie, amiga de confiança, e o cão Luke, inspirado no animal de estimação da própria autora. São personagens que fazem parte do mundo animado de Mak, um dragão verde e amarelo que veste uma t-shirt branca – as três cores da bandeira da RAEM.  

Assim que Bernadette Terra começou a pensar neste grupo de amigos, não parou mais de escrever. Nascia assim Mak, O Dragão Amigo da Cidade, uma série de 13 livros infantis com versões em três línguas – chinês, português e inglês. Na obra, o simpático dragão vai introduzindo Macau aos amigos. Juntos visitam pontos turísticos da cidade, passam por restaurantes, provam iguarias tradicionais. 

Oriunda das Filipinas, Bernadette Terra está há vários anos em Macau. Este projecto, sublinha, é também uma homenagem à cidade que a acolheu. “Macau fez de mim esta pessoa que sou hoje, nunca pensei que escreveria algo”, refere a autora, admitindo a paixão que sempre teve pela literatura infantil e pela escrita criativa. 

A trabalhar na Escola Internacional de Macau (TIS) como assistente de educação, foi o contacto com os mais novos que inspirou as aventuras de Mak e dos amigos. Depois foi só “criar algo que fizesse sentido”, refere a escritora, admitindo que quis revelar as várias facetas da região. “Em Macau, há inspiração em toda a cidade, nas suas gentes, património e cultura. Está tudo aqui”, diz. 

 

 

A equipa que deu vida às histórias é composta por um grupo de amigos, incluindo Natsumi Agrada Kurisaki (ilustração), Isabel Silva Goitia (edição e tradução para português), Adele Vickers (edição inglesa), Viviana Chan (edição chinesa), Peggy Chan e Winny Cheang (tradução chinesa), Alice Wong (coordenação do projecto), Exzha Beah Ubogan (paginação) e Jenifer Imperial (autora do design gráfico para promoção dos livros). 

Para já foram publicados dois números – Mak e Amigos e Visitantes de Mak – mas a ideia é ir lançando a cada seis meses os restantes 11 volumes. “Quando tivermos dinheiro, porque é financiado por mim, é uma edição de autor.” A distribuição tem sido o “maior problema”, aponta ainda a jovem. “Estou em contacto com vários lugares, na maioria livrarias, mas é muito difícil penetrar o mercado.” 

Os livros destinam-se a crianças entre os três e dez anos e dez por cento dos lucros das vendas revertem a favor da Associação do Desenvolvimento Infantil e outros dez por cento para a Associação para os Cães de Rua e o Bem-Estar Animal em Macau. 

 

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