Sexta-feira, Março 5, 2021
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Carruagens do metro a caminho de Macau

Após a chegada, vão ser realizados “todos os trabalhos de ensaio do sistema” de modo a coordenarem-se com a meta de entrada em funcionamento em 2019, indicou o GIT, em comunicado.

Prometido há vários anos, o metro ligeiro, que sofreu uma série de atrasos e derrapagens orçamentais, divide-se entre a linha da Taipa e a da península de Macau. Segundo as previsões oficiais, a primeira deve estar concluída em 2019, mas a segunda ainda não tem data.

O segmento da Taipa, com 9,3 quilómetros de extensão e 11 estações, em viaduto, “entrou na fase de instalação dos equipamentos do sistema no início deste ano. Até ao momento, alguns troços já reuniram condições para se iniciarem os trabalhos de ensaio das carruagens e dos equipamentos do sistema”, de acordo com o GIT. “Após coordenação”, acrescentou, a Mitsubishi Heavy Industries vai programar a entrega em série das carruagens.

“A primeira série constituída por quatro carruagens e os veículos de manutenção exclusivos partiram hoje [sexta-feira] do Japão”, prevendo-se que cheguem a Macau no final do mês, referiu o gabinete.

O Governo de Macau celebrou com a Mitsubishi Heavy Industries, em 2011, um contrato para a prestação dos serviços de fornecimento dos comboios e do sistema do metro ligeiro por 4,6 mil milhões de patacas.

Face aos atrasos, quatro anos depois, o governo negociou com o fornecedor japonês um ajustamento ao contrato, no valor de 700 milhões de patacas, destinado principalmente à coordenação com a entrada em operação da linha da Taipa, à alteração ao projecto, ao ajuste e à instalação do sistema de carruagens e dos equipamentos complementares, assim como à prorrogação do prazo de serviços da equipa técnica.

Esse montante também abrange, entre outros, as despesas de armazenamento das carruagens e dos equipamentos de sistemas, de seguro, de manutenção e de prorrogação do prazo de garantia, segundo o GIT.

O metro constitui uma das principais obras públicas desde a transferência do exercício de soberania de Portugal para a China, em 1999, sendo descrito no recém-apresentado Plano Geral de Desenvolvimento da Indústria do Turismo de Macau, como a “espinha dorsal” para melhorar o trânsito no território.

Macau, com uma extensão rodoviária de 427 quilómetros, tem no trânsito uma das principais dores de cabeça. Segundo dados da Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), circulavam nas estradas, no final do ano passado, 250.450 veículos – mais de metade dos quais de duas rodas.

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