Domingo, Setembro 27, 2020
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Festival Internacional de Música chega às Oficinas Navais

Texto Catarina Domingues  

Ouvir música electrónica nas Oficinas Navais vai ser possível já este mês por ocasião do Festival Internacional de Música de Macau (FIMM). Marque a data na agenda: 26 de Outubro é o dia em que estes antigos estaleiros, que datam de finais do século XIX e que testemunharam a ascensão e a queda da indústria naval, passam a fazer parte da rota musical do FIMM. Uma “noite de sons hipnotizantes”, antevê o Instituto Cultural (IC). 

No espectáculo “Batida Electrónica”, são duas as bandas que vão subir aos palcos das antigas oficinas. Sobre a música de EVADE, conjunto de Macau, a organização diz tratar-se de uma “mistura rebelde de electrónica minimalista e post-dubstep“. Já FM3, banda de Pequim, é formada por Christiaan Virant e Zhang Jian, sendo “considerada uma das pioneiras da música electrónica na China”. O projecto “Buddha Machine”, um dispositivo especial inspirado num aparelho que toca cantos budistas, é o trabalho mais conhecido dos FM3. “Minimalista e emocionalmente carregada, a sua música constrói uma paisagem sonora meditativa e com uma ressonância poética e hipnótica”, escreve o IC na apresentação deste grupo musical. 

Apesar de grande parte da programação estar reservada para o mês de Outubro, foi a 28 de Setembro que arrancou a 32.ª edição do festival. Abriu com “L’Elisir D’Amore” de Gaetano Donizetti, numa produção da Ópera de Zurique que marcou o 170.º aniversário da morte do compositor italiano. 

A vinda a Macau da L’Opéra de Chambre de Genève celebra  também os 150 anos da morte de outro erudito italiano Gioachino Rossini, com a apresentação da ópera “Il Signor Bruschino”, no Teatro D. Pedro V nos dias 12 e 13 de Outubro.  

A austríaca Camerata Salzburg junta-se ao violinista francês Renaud Capuçon no dia 21 de Outubro para dois concertos de Mozart para violino e duas sinfonias de Haydn no Grande Auditório do Centro Cultural de Macau (CCM). 

De Portugal chega este ano o trio Sangre Ibérico, que leva à Casa do Mandarim no dia 5 de Outubro “Portugal encontra Espanha”, um espectáculo que alia fado à rumba flamenca. De destacar ainda a vinda do violoncelista brasileiro António Meneses, com actuação agendada para 14 de Outubro no CCM. O também vencedor do Concurso Internacional de Música de Munique vai ainda dar uma masterclass no auditório do Conservatório de Macau. 

O festival, que conta com um orçamento de 30 milhões de patacas, encerra este ano com dois concertos da orquestra alemã Staatskapelle Dresden. Dirigido pelo maestro Christian Thielemann, o grupo, com uma história de 470 anos, vai apresentar as sinfonias completas de Schumann. 

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