Sexta-feira, Outubro 30, 2020
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A melhor cidade da Ásia para eventos

Texto Andreia Sofia Silva

A cidade-Estado de Singapura foi palco da entrega de prémios na primeira edição dos “M&C Asia Stella Awards 2019”, no passado dia 20 de Agosto, tratando-se de uma iniciativa do Northstar Travel Group. Macau destacou-se ao ganhar o prémio de “Melhor Cidade MICE da Ásia”, provando estar no bom caminho no que diz respeito à organização de exposições e convenções no território.

Coube a uma representante do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) receber o prémio. De acordo com um comunicado oficial, este é considerado pelo IPIM como “um dos prémios dos sectores de turismo e de convenções e exposições com maior credibilidade na região da Ásia-Pacífico”.

O mesmo comunicado dá conta que este galardão representa “uma alta avaliação das instalações de hardware e software MICE e dos serviços de Macau”, sendo também “fruto do apoio e cooperação dos diversos sectores da sociedade, no sentido de tornar Macau como uma melhor cidade MICE da Ásia”.

A escolha dos vencedores coube aos leitores da revista M&C Asia, publicação focada no sector das exposições e convenções. Os prémios são atribuídos com base no sistema uma pessoa, um voto, existindo sete categorias, num total de 25 prémios, tal como o prémio “Melhor Cidade MICE da Ásia”, “Melhor Empresa de Gestão de Destinos Turísticos” e o “Melhor Hotel de Reuniões de Singapura”, entre outros.

 

Objectivos de futuro

Depois da obtenção deste prémio, o IPIM pretende “continuar a promover o desenvolvimento da indústria de convenções e exposições de Macau em conjunto com o sector MICE, no intuito de introduzir mais convenções e exposições de boa qualidade em Macau”. Desta forma, é intenção fazer com que “mais organizadores de MICE conheçam as vantagens de Macau para a realização de convenções e exposições”.

O IPIM destaca o facto de esta não ser a primeira distinção obtida nesta área. Em 2018, na “Cerimónia de Entrega de Prémios TTG Travel”, organizada pela TTG Ásia, o IPIM foi galardoado com o prémio “Melhor Organismo Público de Convenções e Exposições”. Outro exemplo de sucesso apontado pelo organismo é o facto de ter conseguido os direitos para organizar a Conferência Ásia-Pacífico 2020 da Associação Global da Indústria de Exposições (UFI).

No ano de 2018, registaram-se 1427 actividades no âmbito das convenções e exposições em Macau, incluindo 1342 reuniões, 60 exposições e 25 eventos de incentivo, com um total de 2,122 milhões de participantes e visitantes. Já no primeiro trimestre deste ano, a cidade registou 377 actividades no âmbito das convenções e exposições, com um total de 333 mil participantes e visitantes.

O “Estudo sobre o plano de desenvolvimento das convenções e exposições de Macau”, publicado em 2017, revela que “as despesas dos visitantes do MICE para Macau são aproximadamente 3,8 vezes superiores às dos turistas de lazer que pernoitam na cidade, sendo o tempo de permanência deles mais de duas vezes que a média dos turistas”.

O documento defende que o sector MICE deve apostar em exposições ou convenções com “temas característicos”, sendo que Macau também deve receber “exposições internacionais bem-sucedidas”. A médio prazo, deve ser considerada a possibilidade de realizar mais eventos deste género nos “terrenos vizinhos dos bairros comunitários ou nos novos aterros”. A fim de se construírem mais espaços para estas iniciativas, o Governo deve “elaborar políticas e medidas facilitadoras e estimular adequadamente a subempreitada da parte dos trabalhos às Pequenas e Médias Empresas locais”.

Além disso, o estudo aponta para a necessidade de o sector MICE “ser planeado ao nível de estratégias urbanas, diversificando, por um lado, as indústrias de Macau, e levando Macau a desempenhar, por um lado, um papel único e positivo na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e nas estratégias nacionais de desenvolvimento”.  Prevê-se ainda que o sector MICE “vai continuar a exercer um impacto positivo tanto no desenvolvimento das diferentes indústrias de Macau como na diversificação económica da cidade e vai beneficiar o desenvolvimento das comunidades”, conclui o estudo.

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