Terça-feira, Setembro 22, 2020
Inicio Desporto RAEM/20 anos | Desporto: entre as grandes competições e a prática diária

RAEM/20 anos | Desporto: entre as grandes competições e a prática diária

Texto Andreia Sofia Silva | Fotos Gonçalo Lobo Pinheiro

Para muitos, Macau é quase de imediato sinónimo do Grande Prémio de Macau (GPM), uma das maiores competições mundiais de Fórmula 3. É, de longe, o evento que mais receitas e movimento gera, sendo que, enquanto decorre a competição, todo o território acompanha de perto as corridas. No entanto, nas últimas duas décadas, Macau tem procurado diversificar as actividades desportivas que disponibiliza à população e aos visitantes. Caso disso é o Encontro dos Mestres de Wushu, que teve a sua primeira edição em 2016, sendo uma iniciativa organizada em conjunto pelo Instituto do Desporto (ID) e pela Associação Geral de Wushu de Macau, com a colaboração da Direcção dos Serviços de Turismo, do Instituto Cultural e do Fundo das Indústrias Culturais.

Aquando do estabelecimento deste evento, o presidente do ID, Pun Weng Kun, disse à imprensa que a “modalidade desportiva de wushu regista uma longa história de desenvolvimento em Macau”, território onde decorreram “vários campeonatos e competições de wushu”, o que se tornou numa “excelente base” para a realização anual do Encontro de Metres de Wushu.

Chan Weng Kit, presidente da direcção da Associação Geral de Wushu referiu, por sua vez, que, com o forte apoio do Governo da RAEM, regista-se um forte desenvolvimento da modalidade de wushu localmente, tornando-se numa das modalidades mais praticadas pelos cidadãos. 

O mesmo responsável adiantou que, “nos últimos anos, os atletas de wushu de Macau conseguiram alcançar excelentes resultados em vários eventos desportivos de grande dimensão, ocupando uma posição relevante no desenvolvimento de wushu de nível mundial”. Para Chan Weng Kit, “a organização de presente iniciativa permite criar um grande evento multidesportivo de wushu com conteúdo enriquecido e uma marca inovadora para o desporto de wushu”.

O Encontro de Mestres de Wushu realiza-se, por norma, em vários espaços desportivos e de lazer do território, como a Praça do Tap Seac, o Pavilhão Polidesportivo Tap Seac, o Largo do Senado, a Praça da Amizade e o Jardim de Iao Hon.

Outro exemplo de um evento que todos os anos atrai multidões para a zona do lago Nam Van, no Centro Náutico da Praia Grande, são as Regatas Internacionais dos Barcos-Dragão, estas já com uma longa tradição. A actividade era inicialmente organizada de forma voluntária por organizações não governamentais e não se realizava todos os anos de forma consecutiva. Desde 1979, esta actividade passou a ser promovida anualmente como uma regata internacional de barcos-dragão, para a qual equipas do Interior do País e de diferentes países e regiões têm sido convidadas a participar. Centenas de atletas de fora – sobretudo de países como Japão, EUA, Filipinas, Tailândia, Singapura, Coreia ou Austrália – juntam-se à vertente internacional da competição, enquanto que, a nível local, equipas organizadas pelos trabalhadores de organismos públicos e também de empresas privadas competem entre si. 

Sob a organização do ID e da Associação de Barcos-Dragão de Macau, este evento desportivo acontece na altura do solstício de Verão do calendário lunar, mais precisamente no quinto dia da quinta lua (o duplo cinco), o que geralmente calha entre os meses de Junho e Julho do calendário gregoriano. Em 2019, por exemplo, realizaram-se dez provas com várias categorias, com o objectivo de “intensificar o ambiente festivo”, conforme disse o presidente do ID em nota de imprensa. Mas nem só de competição se fazem as regatas, uma vez que o Centro Náutico da Praia Grande se torna também num palco para exibições culturais e um desfile, com tendas para venda de produtos culturais e criativos, e tendas de gastronomia local. Para o ID, “este evento torna-se num festival de Macau, aliando a sinergia de elementos desportivos, turísticos e culturais, criando uma marca em Macau para actividade desportiva e turística”.

Outro evento internacional a marcar o calendário local é a Liga das Nações de Voleibol Feminino da FIVB que substituiu, desde 2018, o Grande Prémio Mundial de Voleibol da FIVB. Trata-se de um torneio anual de voleibol à escala mundial organizado pela Federation Internationale de Volleyball (FIVB). As fases preliminares e final da Liga das Nações de Voleibol Feminino da FIVB tem lugar, anualmente, em 20 cidades do mundo.

Desde 1994 até 2018 Macau organizou um total de 22 edições do Grande Prémio Mundial de Voleibol da FIVB. De acordo com uma nota oficial, “os esforços da comissão organizadora foram amplamente reconhecidos pela FIVB e a competição foi bem recebida pela população local e turistas, ao longo de todos estes anos”.

Hoje o evento é um dos mais importantes da cena desportiva local. Anualmente equipas de todo o mundo passam por Macau, sendo que a Liga das Nações de Voleibol Feminino da FIVB atrai também pessoas das várias comunidades que compõem a sociedade de Macau.

Destaque ainda, no leque dos eventos desportivos mais importantes do território, para a Maratona Internacional de Macau, que teve a sua primeira edição em 1981, com o patrocínio de empresas comerciais e o apoio das comunidades sociais.

A realização das primeiras edições da Maratona Internacional de Macau contou com o suporte de vários serviços públicos, até que em 1987, com a fundação da Associação de Atletismo de Macau e do ID, passou a ser organizada por estas duas entidades. Com a entrada de Macau na AIMS (Association of International Marathons & Road Races), em 1990, os percursos das provas a partir desse ano foram reconhecidos por esta mesma entidade internacional, estabelecendo-se uma nova forma organizativa, ou seja, a realização conjunta entre uma colectividade e um serviço público, atingindo um novo patamar na história da Maratona em Macau.

A inauguração do Estádio de Macau, no ano de 1997, trouxe um novo fulgor à Maratona, uma vez que em 1998, passaram a realizar-se três provas, tal como a Maratona, Meia Maratona e Mini Maratona, aumentando o leque de ofertas e tornando o evento acessível para todos os indivíduos de diferentes escalões etários e capacidades físicas.

Grande Prémio de Diamante

Realizado pela primeira vez em Outubro de 1954 como uma corrida para amantes locais do desporto automóvel, o Grande Prémio de Macau veio a transformar-se naquele que muitos consideram a melhor prova em circuito urbano do mundo. É conhecido por ser o único evento de corridas de rua – num percurso total de 6,2 quilómetros – no qual participam motas e carros. Todos os anos, mais de 300 pilotos de carros e motos reúnem-se para o evento anual. Fazem-se corridas de Fórmula 3, WTCC e motociclismo entre outros.

Competição de Macau por excelência, cheia de histórias que são contadas e relembradas pelas comunidades portuguesa, macaense e chinesa, o Grande Prémio de Macau nunca alterou o seu tradicional percurso na Guia. 

Em 2003, a Comissão Organizadora assinalou os 50 anos da competição com o Festival do Jubileu, que deu vida a Macau dia e noite durante todo o mês de Novembro. As comemorações incluíram o Festival Internacional de Fogo de Artifício, o Festival de Gastronomia e o Macau Fringe 2003. A juntar a tudo isto, máquinas de corrida do passado e presente estiveram expostas por toda a cidade, com os pilotos do Grande Prémio a surgirem em locais públicos e a terem encontros com a população.

Dez anos mais tarde, em 2013, para assinalar os 60 anos do Grande Prémio, a edição do Jubileu de Diamante reuniu mais de 350 concorrentes provenientes de 38 países e territórios –um aumento de 50 por cento face ao número do ano anterior. As corridas prolongaram-se por dois fins-de-semana, com a realização de seis provas no primeiro fim-de-semana e sete no segundo. 

Em 2019 o programa do Grande Prémio de Macau integrou um total de seis corridas, tal como o Grande Prémio de Macau de F3, a Taça GT, a Corrida da Guia, o 53.º Grande Prémio de Motos, a Taça de Carros de Turismo e a Taça GT-Corrida da Grande Baía. Pun Weng Kun, presidente do ID, destacou o facto de “no ano passado, (Macau) ter acolhido três taças do mundo, o que demonstra o alto grau de confiança e reconhecimento da FIA [Federação Internacional do Automóvel]”.

Em 2018, mais de 83 mil pessoas assistiram aos quatro dias do evento. O público tem-se cifrado, nos últimos anos, sempre acima dos 80 mil espectadores. Apesar do sucesso do Grande Prémio de Macau, o ID considera necessário proceder a uma “optimização de forma contínua das infra-estruturas e dos equipamentos de apoio, com vista a elevar o nível geral da organização do evento, o nível das especificações e o impacto na sociedade, por forma a satisfazer às necessidades dos grandes eventos internacionais e, no futuro, continuar a alcançar o nível dos padrões internacionais”. 

A dar cartas na Ásia e na Lusofonia

Macau obteve, em 1996, o direito à organização da 4.ª edição dos Jogos da Ásia Oriental, que aconteceria entre Outubro e Novembro de 2005. Um ano mais tarde, Macau sediava também a primeira edição dos Jogos da Lusofonia. 

Já na era RAEM, foi criado em Setembro de 2000 o Gabinete Coordenador dos Jogos da Ásia Oriental – Macau 2005, um organismo transdepartamental com a participação de funcionários do Instituto Cultural, da Direcção dos Serviços de Turismo, do Instituto do Desporto e do Comité Olímpico de Macau. A missão do Gabinete terminou em 31 de Dezembro de 2001, e no dia seguinte, estabeleceu-se a sociedade anónima da Comissão Organizadora de Macau da 4.ª edição dos Jogos da Ásia Oriental, especialmente responsável pelos diversos assuntos respeitantes à concepção, preparação, planificação, promoção e organização da competição. “Nova Era a Oriente” foi o slogan escolhido para o evento. O esquilo da Colina da Guia serviu de inspiração para a mascote “Pak Pak”. 

Foram realizadas competições em 17 modalidade distintas que decorreram em 13 recintos desportivos e resultaram na distribuição de 234 medalhas de ouro. Participaram nos Jogos dois mil atletas oriundos de nove países e territórios, nomeadamente, China, Macau-China, Coreia do Norte, Mongólia, Hong Kong-China, Taipé-China, Japão, Guam e Coreia do Sul. 

Já em Outubro de 2006, mais de mil atletas provenientes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, Índia (Goa) e Sri Lanka reuniram-se no território para os Jogos da Lusofonia. O evento contou com oito modalidades desportivas de alta competição: atletismo, basquetebol, futebol, futsal, taekwondo, ténis de mesa, voleibol e voleibol de praia. 

Ainda, em 2007, foi realizado, em Macau, a segunda edição dos Jogos Asiáticos em Recinto Coberto, que registou uma participação de 3000 atletas provenientes de mais 45 países e regiões asiáticos, que concorreram em 17 modalidades.

Segundo o ID, em resposta à MACAU, “à medida que a atmosfera desportiva se torna mais intensa, os eventos desportivos de Macau têm vindo a ser muito bem recebidos pela população e pelos turistas, ao longo dos anos”. Neste sentido, “o Governo da RAEM espera que, através da realização de diversas actividades desportivas de grande envergadura, a população possa conhecer melhor as modalidades desportivas e ao mesmo tempo, permita à população assistir competições de alto nível, impulsionando o desenvolvimento do turismo desportivo de Macau”. 

As competições lá fora

O ano de 2012 marcou a presença da RAEM nos Jogos Paralímpicos de Londres graças à participação de dois atletas nas modalidades de esgrima e atletismo. A atleta Lao In I competiu na modalidade de esgrima em cadeira de rodas, enquanto que o jovem Tong Hio Sam participou nas provas de salto em comprimento e triplo salto.

Além desta competição, Macau tem-se destacado pela sua presença nos Jogos Asiáticos. Em 2018, o território obteve, pela primeira vez, uma medalha de ouro na modalidade de wushu, uma vez que o atleta Huang Junhua venceu a prova da categoria masculina da modalidade de nanquan e nangun.

A distinção foi reconhecida pelo Chefe do Executivo, Chui Sai On, que na altura congratulou o atleta publicamente: “A notável marca obtida por Huang Junhua, fruto de um treino intenso e de trabalho árduo, não só enche de orgulho a população de Macau no seu todo, como também revigora o moral da nossa delegação em Jacarta”, disse, citado por uma nota oficial. Nesse ano, Macau fez-se representar por 109 atletas em 16 modalidades.

Destaque ainda para as vitórias da selecção de hóquei em patins, que em 2012 se sagrou, pela quinta vez consecutiva, como a campeã asiática, ao derrotar a Índia por 6-3. Nesse ano, a equipa já somava nove títulos asiáticos em 16 campeonatos disputados. 

A fim de reconhecer o mérito a todos os atletas que trouxeram medalhas para Macau, o Governo da RAEM atribuiu, em 2014, medalhas com o título honorífico de valor a Paula Carion, atleta macaense da Federação de Karate-Do, que ganhou já várias medalhas na sua carreira, a última das quais de bronze nos Jogos Asiáticos de 2014. Nesse mesmo ano foi também atribuída uma medalha a Li Yi, atleta de wushu, que trouxe também já algumas medalhas para Macau conquistadas em competições internacionais.

Em 2019, Governo decidiu atribuir a medalha de mérito desportivo a Leong Chong Leng, vice-presidente da Associação Geral de Wushu.

Em resposta à MACAU, o ID adiantou que “ao longo das últimas décadas, graças ao forte impulso do Governo da RAEM, o desporto de Macau registou um grande desenvolvimento”. No que diz respeito ao desporto de alto rendimento, “o Governo da RAEM tem investido na formação dos atletas, no sentido de apoiar Macau na formação gradual de atletas com qualidade para participarem nas competições internacionais de desporto”. 

O ID destaca a presença do território nos Jogos Asiáticos de Cantão em 2010, em que se alcançou “um avanço sem precedentes ao ser conquistada a primeira medalha de ouro desde que Macau participa nos Jogos Asiáticos”. No que diz respeito aos Jogos Asiáticos da Indonésia em 2018, “a delegação desportiva de Macau adicionou mais uma medalha de ouro e obteve o melhor resultado de sempre em Jogos Asiáticos”, recorda ainda o ID. 

Desporto para todos

O Governo da RAEM dedica-se também à promoção do desporto junto dos residentes, estimulando a participação em diversos tipos de actividades visando não só o fortalecimento da constituição física do indivíduo, como também a sensibilização de todos para um modo de vida saudável, introduzindo o desporto no seu dia-a-dia. 

No âmbito da política “Desporto para Todos”, organizada pelo ID, foram promovidas, apenas em 2018, 21 actividades cujo número de participantes ultrapassou os 393 mil indivíduos. Entre as actividades disponíveis, para nomear apenas algumas, encontram-se aulas de yoga, natação, bowling, ténis, patinagem artística no gelo, artes marciais, dança, ginástica e taijiquan. 

Além das competições locais, regionais e internacionais, o Governo da RAEM tem concedido inúmeros apoios aos jovens que tencionam seguir alguma modalidade, quer seja de forma profissional ou amadora. No que diz respeito ao desporto de competição, também no mesmo ano o ID patrocinou, através de apoio financeiro especial, as diversas associações desportivas na realização e na participação em 413 eventos, 162 actividades de treino e 57 conferências realizadas pelas respectivas confederações internacionais.

Em 2018, foram atribuídos prémios pecuniários a 65 atletas, a treinadores, a treinadores de jovens e às equipas técnicas de apoio a nove modalidades, pela conquista de excelentes resultados em nove eventos desportivos, sendo atribuídos certificados a 249 atletas, a treinadores, equipas técnicas de apoio oriundas de 20 associações desportivas.

Ainda no que diz respeito ao desporto de alta competição, o Centro de Medicina Desportiva acolheu, em 2018, um total de indivíduos com lesões diversas, tendo participado em 50 concursos e actividades de assistência médica, em que proporcionou assistência na área de saúde a 547 pessoas. 

Além destas medidas de apoio a quem quer fazer do desporto uma prática mais corrente no dia-a-dia, o ID também contribuiu, no ano de 2006, para a optimização e integração dos recursos desportivos, ao criar a Rede das Instalações Desportivas Públicas. O objectivo desse plano era “melhorar a condição física da população e criar o hábito regular da prática desportiva”.

Diversas instalações desportivas estão localizadas em várias zonas do território de Macau e fornecem à população condições para a prática diária do desporto, constituindo as bases para a formação dos atletas de elite das associações desportivas, sendo, ao mesmo tempo, a plataforma para a organização dos grandes eventos desportivos.

Deste leque de infra-estruturas constam locais como o Pavilhão Polidesportivo Tap Seac, o Centro Desportivo da Vitória, o Centro Desportivo Tamagnini Barbosa, o Centro Desportivo

do Colégio D. Bosco, o Centro Desportivo Lin Fong, o Centro Náutico da Praia Grande ou o Fórum de Macau, entre outros. Destaque também para a Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental de Macau, o Centro Internacional de Tiro, o Centro de Bowling, e, nas ilhas, para o Centro Náutico de Cheoc Van, o Centro Náutico de Hác-Sá, ou o Kartódromo de Coloane.

Todas estas instalações desportivas são administradas pelo ID e podem ser usadas por toda a população. Macau possui ainda espaços no meio da natureza onde a população pode praticar desporto ao ar livre, tal como a existência de 13 trilhos com uma extensão total de 33 quilómetros.

No que a infra-estruturas diz respeito, o fecho do Canídromo, onde durante décadas aconteceram corridas de galgos sob aposta, trouxe uma fase ao espaço localizado no bairro do Fai Chi Kei. O terreno em causa, além de vir a albergar quatro escolas que, até então, se têm localizado em pódios de edifícios habitacionais, deverá dar lugar a novas estruturas desportivas em prol da comunidade, conforme foi anunciado nas Linhas de Acção Governativa para 2019.

Para o futuro, o ID referiu à MACAU querer fazer uma maior “articulação das políticas de reforma promovidas pelo Governo da RAEM, nomeadamente o acréscimo de elementos da Grande Baía nos eventos desportivos de grande envergadura e a criação de marcas das actividades com o tema ‘Uma Faixa, Uma Rota’”. Um exemplo é a integração da prova “Taça da Grande Baía” no Grande Prémio de Macau.

***

Grandes eventos desportivos 

  • Regatas Internacionais de Barcos-Dragão de Macau 
  • Grande Prémio Mundial de Voleibol da FIVB 
  • Encontro de Mestres de Wushu 
  • Macau (Golf) Open 
  • Grande Prémio de Macau 
  • Maratona Internacional de Macau 
  • Summer Super 8  
  • The Terrific 12 

Principais instalações desportivas 

  • Pavilhão Polidesportivo Tap Seac 
  • Centro Náutico da Praia Grande 
  • Fórum de Macau 
  • Centro Desportivo Olímpico 
  • Piscinas do Carmo 
  • Centro Desportivo do Nordeste da Taipa 
  • Estádio e Complexo Desportivo da UM 
  • Nave Desportiva dos Jogos da Ásia Oriental de Macau 
  • Centro Internacional de Tiro 
  • Centro de Bowling 
  • Academia de Ténis 
  • Centro Náutico de Cheoc Van 
  • Centro Náutico de Hác-Sá 
  • Kartódromo de Coloane 
  • Piscina do Parque de Hác-Sá e Instalações Desportivas do Parque de Hác-Sá 
  • Piscina de Cheoc Van  

ARTIGO