Segunda-feira, Setembro 21, 2020
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O elo de ligação entre a Grande Baía e a diáspora chinesa

Jiangmen, uma das cidades centrais da zona ocidental do Delta do Rio das Pérolas, é conhecida como a primeira cidade natal dos chineses ultramarinos da China, dado que mais de quatro milhões emigrantes têm ali raízes. No âmbito da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, a cidade tem como missão transformar-se num centro de transportes tanto rodoviário como ferroviário, de modo a promover uma melhor conexão entre os recursos de Macau e Hong Kong na zona oeste da província de Guangdong

Texto José Luís Sales Marques | Fotos Gonçalo Lobo Pinheiro

Jiangmen (ou “Kong Mun” em cantonês) é considerada a capital da diáspora chinesa. O seu nome significa a “porta do rio” e deve-se à configuração natural que resulta do enquadramento dado pelos montes Penglai e Yandun ao leito do rio Xijiang (Rio do Oeste). A margem ocidental do Delta do Rio das Pérolas está povoada de diversas cidades e aldeias onde os mais antigos recordam histórias sobre a emigração dos seus conterrâneos para os quatro cantos do mundo. Todavia, Jiangmen lidera disparada, já que conta com cerca de quatro milhões de chineses ultramarinos que reclamam as suas raízes ancestrais a esta cidade.

Esses números, e a tessitura relacional que representam, são ainda reforçados pela presença física de imenso património edificado no seu território cuja origem está na emigração. Os “diaolou” (碉 樓), impressionantes conjuntos habitacionais e comunitários mandados construir por chineses ultramarinos, emergem como sentinelas nas vastas planícies de arrozais da bela e singular paisagem natural de Jiangmen. Kaiping, onde se encontra a mais importante aglomeração desses edifícios, é, por isso, muito justamente, classificada como património mundial pela UNESCO, desde 2007. Essa classificação foi justificada tendo como argumento a complexa e extravagante fusão entre formas estruturais e decorativas chinesas e ocidentais.

Os “diaolou” são edifícios multipisos, edificados em forma de torres defensivas, que representam a importância da migração originada em Kaiping no desenvolvimento da Ásia do Sul, Australásia e América do Norte. Essas torres assumem três formas distintas: torres comunitárias, mandadas construir por diversas famílias e que servem de refúgio em tempos de perigo; torres residenciais, propriedade de famílias abastadas e usadas como residências fortificadas, e torres de vigilância. Os edifícios estão perfeitamente enquadrados na paisagem rural circundante, de arrozais e suaves colinas, e apresentam um conjunto de perfeito equilíbrio entre o ser humano e a natureza. A sua construção foi desencadeada pelo ambiente de insegurança que se viveu na região, particularmente durante os finais do século XIX e início do século XX, provocados pelo banditismo e pelas frequentes inundações.

A cultura de Jiangmen é a de Lingnan, com elementos de fusão que resultam do rico intercâmbio cultural que os seus emigrantes tiveram com outras culturas

Geografia e população

Jiangmen fica situada no centro sul da província de Guangdong, na confluência entre os rios Xijiang (Rio do Oeste) e Pengjiang. Fica equidistante dos eixos Cantão-Foshan e Shenzhen-Hong Kong, dos quais dista cerca de 100 quilómetros. É bordejada pelo Mar do sul da China, tendo uma zona costeira de 420 quilómetros. A cobertura florestal chega a 46,29 por cento de todo o território. Foshan e Yunfu ficam a norte, Yangjiang a oeste e Zhongshan e Zhuhai a leste. Possui uma área total de 9506 quilómetros quadrados e uma população de apenas 4,59 milhões de habitantes, de que resulta uma das densidades mais baixas da Área da Grande Baía, com apenas cerca de 430 habitantes por quilómetro quadrado. Por consequência, a taxa de urbanização é igualmente baixa, ocupando apenas um sexto da sua área total. É rica em recursos naturais, sendo considerada uma cidade de topo para o turismo ambiental e cultural, além de ser também considerada cidade jardim de nível nacional bem como um exemplo em protecção ambiental. Possui uma vasta área disponível para a expansão urbana de qualidade e para a construção de parques industriais para implantação de indústrias com tecnologia moderna.

Dotada de excelentes comunicações fluviais, Jiangmen é um mercado importante e centro fornecedor de produtos agrícolas para toda a região. Uma das suas principais funções é servir como plataforma de distribuição das redes de transporte por toda a zona oeste da Grande Baía e da província de Guangdong.

A prefeitura tem jurisdição sobre três distritos: Pengjiang, o centro político, económico e cultural, com uma área de 321 quilómetros quadrados e quase 765 mil habitantes; Jianghai, com uma área de 109 quilómetros quadrados e a população de cerca de 272 mil residentes; e, Xinhui, o bairro histórico, com existência desde as Dinastias Sui e Tang, com 1354 quilómetros quadrados e uma população de 875 mil habitantes. Para além destes distritos, conta ainda com as municipalidades de Taishan, estabelecida em 1499 na Dinastia Ming; Kaiping, fundada em 1649 e Heshan, criada em 1732, ambas durante a Dinastia Qing; e, por último, Enping, estabelecida no distante ano de 220, durante a Dinastia Han do Leste. Essas quatro municipalidades concentram quase 2,7 milhões de habitantes.

Visto passado a um chinês pelas autoridades portuguesas em Macau em destaque no Museu da Diáspora

A faixa a oeste do Rio das Pérolas, que se manteve afastada do eixo central do desenvolvimento regional durante décadas, viveu prolongados períodos de instabilidade e incerteza económicas, agravados pela frequência anual de tufões e inundações, que provocaram a insegurança de pessoas e bens. Foi, por isso, terreno fértil para a emigração. Assim, existem actualmente cerca de quatro milhões de chineses pelo mundo cujas raízes se encontram em Jiangmen.

A emigração, que passou a registar-se em escala considerável sobretudo desde meados do século XIX, tendo como destino a América do Norte e Central, a Austrália e o Sudeste Asiático, levou à participação de centenas de milhares de trabalhadores chineses na construção de linhas de caminho-de-ferro e estradas, exploração de minas de ouro na Califórnia, trabalho de sol-a- -sol em plantações diversas, edificação de várias cidades e, ainda, no pequeno comércio. Esses emigrantes criaram comunidades em várias cidades, incluindo Macau e Hong Kong. Segundo estimativas, existem nas duas regiões administrativas especiais, 1,55 milhões de pessoas e 93 associações de ajuda mútua e cívicas com ligações a Jiangmen. A Associação de Conterrâneos de Kong Mun de Macau, por exemplo, tem uma forte presença na vida associativa e política da RAEM.

Jiangmen também beneficia do apoio dos seus conterrâneos ultramarinos, cujos investimentos e doações representam um capital importante para a economia e a vida comunitária do município. Reportando a final de 2018, dados oficiais do governo municipal apontam para valores de 7721 mil milhões de dólares de Hong Kong em doações e 28.217 milhões de dólares norte-americanos em investimentos. Várias personalidades mundialmente conhecidas têm as suas raízes na região, incluindo o famoso cantor e actor Andy Lau, o político e ex-embaixador dos Estados Unidos na China Gary Locke e o anterior Chefe do Executivo da RAEM Chui Sai On.

As redes das comunidades chinesas com raiz em Jiangmen são, indubitavelmente, um forte elemento de ligação da Área da Grande Baía com o mundo e um instrumento importante para a projecção internacional desta megalópole.

História

O porto de Jiangmen foi um centro importante de comércio, durante os séculos XIII e XIV nas Dinastias Yuan (1206- 1368) e Ming (1368-1644). Foi aberto ao comércio externo em 1904, como um dos Portos de Tratado. O seu crescimento foi mais lento do que os de Cantão e Hong Kong e sofreu com a depressão de 1931. A linha férrea Taishan-Doushan, a primeira construída na China com capital privado, foi destruída durante a II Guerra Mundial, quando toda a região foi ocupada pelos japoneses. Essa zona testemunhou violentas batalhas entre o inimigo ocupante e a resistência local. Essa linha férrea, conhecida como a Linha Xinning, foi mandada construir pelo emigrante Chen Yixi, que após 40 anos de trabalho nos Estados Unidos decidiu regressar à sua terra natal e contribuir para o seu desenvolvimento com esse empreendimento, cujo financiamento foi angariado junto a sino-americanos.

Jiangmen foi declarada cidade em 1951 e município com o nível de prefeitura em 1983. A região onde se encontra Jiangmen começou a ser povoada há cerca de três milénios, quando o povo Yue, originário do baixo Yangtze, rumando a sul aí se estabeleceu, dedicando-se à cultura do arroz e à pesca. Após o período Qin-Han (225 AC-220), chineses Han das planícies centrais deslocaram-se lentamente para aquela área, dominando- -a progressivamente. Os habitantes viviam em proximidade e praticavam uma economia de subsistência. Cultivavam tradições originárias das planícies centrais, como as corridas de barcos-dragão. Na Dinastia Ming (1368-1644), a área era dominada por piratas e a segurança geral das populações era muito precária.

A ilha de Shangchuan (São João), onde faleceu São Francisco Xavier a 2 de Dezembro de 1552, faz parte do município de Jiangmen. Recorde-se, aqui, um trecho da Peregrinação de Fernão Mendes Pinto, referente àquela ilha : “…e partindo a nau aquela madrugada do porto de Malaca, em 23 dias de viagem foi surgir no porto de Sanchão, que é uma ilha de 26 léguas da cidade de Cantão, onde naquele tempo se fazia o trato com a gente da terra”. 

Parque Memorial das Estrelas de Cinema de Jiangmen

Educação e cultura

A prefeitura de Jiangmen é dotada de uma universidade, a de Wuyi, fundada em 1985 e que conta actualmente com 24 mil alunos. Existem vários institutos e escolas dedicadas à formação. O Colégio Politécnico de Jiangmen conta com cerca de 13 mil alunos. Também existem várias escolas bilingues.

A cultura de Jiangmen é a de Lingnan (do Sul da China), com elementos de fusão que resultam do rico intercâmbio cultural que os seus emigrantes tiveram com outras culturas. Os “diaolou” são a expressão mais notável dessa fusão. Mas existem outros exemplos, como é o caso da vila de Chikan, onde existem cerca de 600 “qilou”, típicos da arquitectura de fusão de Lingnan, incorporando elementos chineses e ocidentais. Parte da cidade foi transformada num estúdio de cinema devido à grande concentração desses edifícios, que ainda se vêm em Macau, no Porto Interior e um pouco por todo o Sudeste Asiático, onde se fez sentir a presença de chineses do Sul.

Como capital da diáspora chinesa, Jiangmen dispõe de um Museu que conta a história dessa importante corrente migratória

Economia

As nove cidades da Grande Baía encontram-se ligadas por uma densa rede de estruturas viárias, linhas ferroviárias e de transporte marítimo e unidas por intensas relações de negócios e de conexões familiares e pessoais. A essas características há que acrescentar a proximidade cultural plasmada na língua comum – o cantonês – e, nas tradições culturais de Lingnan.

Jiangmen é um dos elos dessa rede de cidades, mas com algumas características singulares, que a tornam diferente das outras. A sua localização geográfica, excêntrica em relação ao eixo principal de crescimento na margem oeste do Delta do Rio das Pérolas constituído por Cantão- -Foshan-Zhongshan e Zhuhai, proporciona-lhe a mais baixa densidade populacional da região e um índice de urbanização relativamente pequeno. Por outro lado, apesar da sua importância económica durante vários séculos, a sua economia não acompanhou os níveis de crescimento das economias vizinhas de Foshan e Cantão, entrando em prolongado declínio. Mesmo depois da fundação da República Popular da China e da abertura empreendida por Deng Xiaoping, o crescimento de Jiangmen continuou a ser afectado pela sua localização periférica.

Os sectores industrial e de construção civil são os mais importantes da economia, representando 48,5 por cento do PIB. O sector terciário tem um peso de 44,5 por cento, enquanto que o primário é de sete por cento. O crescimento é, sobretudo, impulsionado pelo sector secundário. No entanto, o sector terciário de serviços vem crescendo rapidamente, aumentando a sua participação na economia em dez pontos percentuais na última década. Prevê-se a sua contínua expansão sob a égide dos planos de desenvolvimento da Grande Baía, principalmente em áreas como a saúde, os serviços para a terceira idade e o comércio electrónico.

As indústrias tradicionais, de têxteis, alimentar, de materiais de construção e produção de pasta de papel e impressão, foram sendo complementadas pela manufactura de equipamento, petroquímica, ferro e fundição de aço. Foram identificadas como áreas de expansão as indústrias de electrónica e de informação, produtos químicos, materiais novos e a produção de equipamentos de transporte. Quanto a este último sector, encontra-se em curso a formação de um cluster para produção de material circulante para caminhos-de- -ferro, em colaboração com a CRRC Rail Transit Equipment, o maior fornecedor mundial desses equipamentos. A existência de abundantes recursos hídricos proporciona oportunidades para o desenvolvimento de indústrias de óptica, de novas energias e de novos materiais. A prefeitura possui também uma notável e completa cadeia de produção de motociclos, tendo fabricado 3,03 milhões de unidades em 2017, 40 por cento do número total de viaturas similares produzidas na província de Guangdong durante esse mesmo ano. As viaturas e componentes são comercializados no Interior do País e exportadas para o estrangeiro.

O PIB do município para 2019 foi de 314,66 mil milhões de yuans, com uma taxa de crescimento anual de 4,3 por cento.

A economia de Jiangmen exporta muito mais do que importa, como atestam as estatísticas de comércio externo disponíveis para 2019. Segundo dados oficiais dos Serviços de Estatística e Censos de Jiangmen, as importações e exportações de Jiangmen para o ano de 2019 atingiram 4,25 mil milhões e 16,68 mil milhões de dólares norte-americanos, respectivamente. Estes números colocam o município numa posição relativamente secundária na hierarquia das cidades da Grande Baía, não obstante registar um excedente comercial significativo. Uma das empresas mais notáveis da região é a Jiangmen Kanhoo, produtora e distribuidora de materiais e equipamento florescente e pilhas de lítio, considerada uma das empresas globais deste sector.

Monumento em homenagem aos artistas nascidos em Jiangmen

Hong Kong e Macau têm sido os principais parceiros comerciais e de investimento naquele município da Grande Baía, onde 73 por cento do investimento directo do exterior, em 2018, foi proveniente de Hong Kong. No que diz respeito a investimentos cruzados entre Jiangmen e Macau, a balança é claramente desfavorável a esta no sentido de que a RAEM exporta mais capitais para aquele município do que recebe dos seus investidores.

Com a implementação do plano da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, o governo municipal de Jiangmen promove estratégias para o desenvolvimento do oeste do Delta do Rio das Pérolas. Este plano, compreende o reforço da produção de equipamentos avançados, a actualização da capacidade industrial e a expansão do sector privado. Além do mais, procura aprofundar o empreendedorismo das pequenas e microempresas, apostando na inovação e na atracção de talentos. Este objectivo, conhecido por “estratégia 132”, assenta no propósito de fixar no município 100 académicos e técnicos de topo, com cerca de 45 anos de idade, 300 líderes académicos e técnicos com menos de 40 anos e dois mil jovens profissionais e técnicos para servir de espinha dorsal ao desenvolvimento tecnológico. Foram já criadas várias incubadoras para jovens empresários de Guangdong, Hong Kong e Macau para incentivar a inovação.

O desenvolvimento científico e tecnológico aplicado à agricultura é outra das áreas prioritárias segundo aquele plano. Uma terceira componente estratégica é o desenvolvimento das conectividades regionais e infra-estruturas de transportes. Assim, o esforço passa por fazer de Jiangmen a placa giratória na região oeste do Delta do Rio das Pérolas com dois centros, constituídas por duas estações, servindo linhas férreas e três corredores: a do sul, ligando Hong Kong a Taishan e à zona oeste de Guangdong, tirando partido da nova ponte Hong Kong- -Zhuhai-Macau; a ligação de Shenzhen a Jiangmen através de Zhongshan, que passará a ser efectuada através da ponte Shenzhen-Zhuhai, cuja construção teve início em finais de 2019; e a ligação Cantão- -Jiangmen.

O porto de Jiangmen fica nas margens do Rio Xi, à entrada do Delta do Rio das Pérolas, a cerca de 65 quilómetros do Porto de Cantão. É o segundo porto fluvial mais importante da província de Guangdong e está vocacionado para o transporte de produtos agrícolas. Os portos de Xinhui e Taishan são portos de carga de categoria 1.

Turismo

O sector de turismo contribui com cerca de 6,5 por cento para o PIB do município, com crescimentos anuais na ordem dos 20 por cento. O número de visitantes com pernoita em 2018 foi de cerca de 28 milhões. A aldeia de Kaiping e suas redondezas, com as torres “diaolou” (Património da Humanidade pela UNESCO), é um forte chamariz para turistas chineses e internacionais. É um destino também muito apreciado pelos residentes de Macau. Acresce, ainda, o turismo de saudade, integrando este conceito o regresso à terra natal de emigrantes, seus familiares e amigos. Para reforçar a promoção de Jiangmen nesta dimensão da “saudade”, o município organiza eventos especiais dirigidos aos chineses ultramarinos. Assim, eventos como o Festival de Chineses Ultramarinos e o Congresso Mundial de Jovens de Jiangmen servem para promover o município e atrair visitantes ansiosos por reverem a terra natal dos seus antepassados e prestar-lhes culto, conforme a tradição confuciana. 

Jiangmen na Grande Baía

Jiangmen é uma cidade nodal da Grande Baía, com uma função complementar às das cidades nucleares da região, Cantão, Shenzhen, Hong Kong e Macau. A sua localização na margem ocidental do Delta do Rio das Pérolas com uma posição de charneira entre as províncias de Guangdong e Guangxi, estabelece como prioridade a criação de um centro de transportes e mobilidade para a zona oeste da região.

A nível cultural, Jiangmen terá oportunidade de desenvolver ainda mais a sua função de plataforma cultural e de cooperação com chineses ultramarinos.

No Plano de Desenvolvimento da Grande Baía está prevista a cooperação de Hong Kong e Macau no desenvolvimento do da Zona Económica da Baía de Daguang, em Taishan. Esta área, que se estende por 15,5 quilómetros de costa, possui excelentes condições para a construção de um porto de águas profundas.

O processo de integração regional na Área da Grande Baía e a construção de uma megalópole de nível mundial será, doravante, uma alavanca para o desenvolvimento de Jiangmen. Os muitos milhões de chineses que encontram nesta terra as suas raízes ancestrais serão mais um factor importante para estimular e garantir que esse processo se realize com sucesso. 

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