Domingo, Novembro 1, 2020
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História

Macau e Portugal juntos na Memória do Mundo da UNESCO 

As “Chapas Sínicas”, vasta colecção de registos de Macau durante a dinastia Qing, foram reconhecidas em Outubro pela UNESCO e inscritas no Registo da Memória do Mundo. A MACAU falou com os responsáveis pela primeira candidatura conjunta entre a RAEM e Portugal.

Lou Kau, o primeiro magnata do jogo  

Lou Kau fez fortuna com o comércio de carne de porco, mas é hoje sobretudo relembrado por lançar as fundações da indústria do jogo em Macau. Líder da comunidade chinesa, o empresário foi agraciado pelo rei de Portugal por duas vezes. São poucos os estudos sobre a vida deste homem que, endividado, acabaria por se enforcar em casa, ainda não tinha completado 60 anos.

Viagem aos tempos áureos do comércio pelos mares

O Nanhai n.º 1 é o expoente máximo da dimensão e importância da Rota Marítima da Seda. Os seus destroços foram descobertos na parte ocidental da foz do Rio das Pérolas, considerado um ponto de partida do percurso marítimo que outrora lançou as bases do comércio global. No seu interior ainda constavam entre 60 mil a 80 mil peças de cerâmica chinesa que seguiam para vários portos na Índia e no Golfo Pérsico. Este imponente junco chinês pode ser hoje visitado na Ilha de Hailing, na Província de Guangdong, onde está localizado o Museu da Rota Marítima da Seda, que a MACAU foi visitar.

População marítima | Entre a terra e o mar

No Porto Interior, existe uma família de pescadores que experimentou viver em terra, mas acabou por voltar ao barco; um homem que passa mais de 200 dias em alto-mar a pescar camarão; e um casal que vendeu a embarcação, comprou um apartamento e procura agora o mar em passeios matinais. A pesca foi uma importante actividade económica em Macau. Hoje é um sector sem futuro e grande parte da população marítima foi forçada a ir para terra. Houve, porém, quem se mantivesse ancorado ao cais.

Famílias macaenses | O retrato de uma comunidade no tempo

Jorge Forjaz desenhou uma árvore que pensava ter dado todos os frutos há 20 anos. Mas as famílias macaenses foram como um novelo que se desenrolava à medida que puxava mais um fio. Uma segunda edição da obra, revista e actualizada, nasceu, oferecendo um “retrato refrescado” de quase cinco centenas de famílias desde o século XIX até aos nossos dias

Xian Xinghai | Entre o mar e as estrelas

Nasceu em Macau, estudou em Paris, sentou-se à mesa com Mao Zedong e combateu a ocupação japonesa através da música. Xian Xinghai viveu 40 anos, compôs seis centenas de obras, mas é ainda um nome desconhecido de muitos em Macau. Nos planos do Governo local está a criação de um memorial dedicado ao compositor patriótico.

Associação de Beneficência Tung Sin Tong, o porto seguro de quem perdeu o norte

Fundada em 1892, a Tung Sin Tong é uma associação de solidariedade fundamental em Macau, mas a sua história é também uma herança emblemática na cultura local.

150 anos do nascimento do poeta | Ressuscitar Camilo Pessanha

A obra poética de Camilo Pessanha transcendeu os muros de Macau, elevou a pequena cidade à universalidade, consagrou-a em Clepsidra. Para Pessanha tudo era frágil e efémero. 150 anos após o seu nascimento, será também assim a memória que a cidade tem deste homem?

Desde tempos imemoriais

Símbolo de nobreza e prestígio, a força do apelido na China destronou imperadores, uniu clãs e ultrapassou fronteiras. Tamanha importância tiveram também as associações de pessoas com o mesmo sobrenome que se destacaram durante períodos conturbados no país e no ultramar.

Ir ao Brasil para descobrir a origem de Macau

Há uma cidade no Brasil chamada Macau, inspirada na Macau do Sul da China. Mito? Ou será o contrário? No Brasil há quem acredite que sim.

Estaleiros de Lai Chi Vun, o último baú de memórias da outrora indústria naval de Macau

Lai Chi Vun é como um baú de memórias da outrora importante indústria naval de Macau. Nos estaleiros, de onde o último barco saiu há mais de uma década, resiste a nostalgia de quem fez vida daquele tradicional ofício.

José Rodrigues dos Santos prepara romance “A Porta do Cerco” passado em Macau

O jornalista e escritor José Rodrigues dos Santos está a trabalhar num romance passado em Macau, que apesar de ainda estar longe da publicação, já tem nome, “A Porta do Cerco”.